Livro

Inerte descansa

Sobre a mesa está

Espera tranquilo

Pois não pode gritar

Sou um livro triste

Pois quero ensinar

Um livro fechado

Para o mundo não dar.

 

Oh, meu pobre e querido livro! Lembra-te do tempo em que me ensinastes o bê-á-bá? Pois é, de lá para cá mudei bastante. Hoje estou crescido, mas sempre me recordo dos bons tempos ao lado de ti. Olhando-te vejo que não mudastes quase nada. Apenas tuas folhas foram castigadas pelas futricas do tempo e já se apresentam com uma coloração amarelada. Sabes dos novos acontecimentos que incorporaram no museu da história? Nesse pequeno espaço em que nos distanciamos, o homem foi a Marte, conhecemos nossos irmãos extraterrestres. Por isso é que eu vim, estou aqui para te tirar desse medonho e sombrio anonimato. Pelo mundo existem muitas crianças que precisam dos teus ensinamentos. Vamos, meu amigo, dissemine pelos quatro cantos da Terra o conhecimento necessário e essencial para que possamos um dia gozar da soberana e gostosa paz.

 

Um livro sempre aberto

E uma mente interessada

Dois fatores essenciais

Para uma escalada

No toque dos nossos dedos

No roçar do nosso olhar

Ele quer sorrir

Também o deseja chorar

Um livro aberto

Um mestre a lecionar

Aquele que quer

Sábio será

Tornar-se-á um livro

Jamais fechado

Eternamente escancarado

A disseminar

Conhecimentos tantos

Para o mundo evoluir

E o amor prosperar.

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