Nadinha de Nada

abr 30 2013 Published by under Poesia

O nada é o disfarce vazio
De tudo que existe e já existiu
O nada em mar de nada
O nada poderá ser tudo
O tudo se transformar em nada
Nada aqui
Nada acolá
Para acabar se afogando no nada
Enche-se de tudo
Logo se deseja esvaziar no nada
Nada, nada, nada…
Dá braçadas, corre, escorrega, escapa
Para morrer onde?
Nas fantasias traiçoeiras do nada
Enche-se de ouro, diamante, prata…
Manda, desmanda, bate, aplaude
O que vale tudo isso, meu amigo?
Nada
Por que nada?
Afastando o princípio desconhecido da razão
Sobra apenas a pura áurea ilusória
Loucura atormentadora dos varridos loucos
Um simples padrão
Sobra, caríssimo amigo
Nada
Nadinha de nada.

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