Mata o bicho, Chico!

calice-com-mosca

Na nossa região todos conhecemos o famoso Padre Benvindo, muitas histórias pululam a respeito dele no imaginário popular.

Certo dia, não, não, não, certa noite, o Padre Benvindo iria realizar uma Missa na Sede do município de Água Quente (Érico Cardoso). Momentos antes do início da cerimônia: “Cadê o Sacristão? Por onde anda Seu Oscar?”. Ninguém sabia dizer. “Como poderemos começar a Missa do Galo sem o Sacristão? Corram, tragam-me um aqui e agora”. As pessoas entraram em pavoroso. Quem serviria de Sacristão? Ninguém desejava tal comprometimento. Sem alternativa, a única opção foi Chico. O pobre homem, como dizem por aqui: “Já estava pra lá de Bagdá”.

A cerimônia começou, o Padre falava, rezava as ladainhas, levanta, senta, os devotos cantavam… Chico a segurar o turíbulo, sempre a sacudi-lo, a fumaça aromatizava de incenso todo o recinto. O Padre levanta a hóstia, em seguida o cálice contendo o vinho. Naqueles segundos, uma mosca distraída atolou no vinho, nadava inutilmente tentando se salvar. O Padre ao perceber o episódio, disse ao Sacristão:

- Mata o bicho, Chico!

Era tudo o que Chico mais queria na vida. Avançou ao cálice e em uma golada só sorveu o líquido com mosquito e tudo.

- Chico, eu lhe pedi para matar o bicho e não para tomar o vinho! – berrou o Padre embravecido.

Sem graça, Chico resmungou:

- No linguajar nosso, “Matar o Bicho” é beber em um gole só.

Os presentes se fartaram de tanto sorrir.

História baseada em fatos reais.

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