Garapa

caldo-de-cana

Certo tempo, lá pelas bandas da capital Salvador, existiu um rapaz, um louco nos moldes da sociedade de então, que não batia muito bem da cabeça. Pelas vindas e idas do caminho, recebeu dos mais chegados um sugestivo apelido. Surgiu do nada, de uma hora para outra, não sabemos dizer quem foi o precursor, o correto é que nasceu a denominação como uma nuvem de repente se forma no céu. Bastava alguém gritar: “Garapa!”, que ele apanhava uma pedra, ou algo qualquer e avançava em revide contra o oponente. É sabido que moleque sempre gosta de criar, possui tempo para escolher as melhores maneiras de fazer mais algazarra com aquele que sofre de raiva por um pretexto qualquer; um grupo deles resolveu diluir a garapa, torná-la em partes.

- Açúcar! – gritava um rapaz.

- Água! – gritava outro sorridente.

- Limão! – Acrescentava um terceiro quase chorando de tanto sorrir.

O ofendido então rosnando dizia:

- Mistura, filê-da-puta, mistura! Mistura para você ver o que é bom pra tosse.

História baseada em fatos reais.

Comments are off for this post