Dei o troco com a mesma moeda

Na vida sempre há aqueles que acham que podem mais que os outros, os que fazem de tudo para se darem bem, são chamados de “sabidos”, “espertos”; na verdade ganham muito, contudo são escravos do dinheiro. Vivem do suor dos outros, malandros disfarçados de coelhos a darem o bote no primeiro que aparecer. Mas neste mundo de Deus, sempre temos alguém acima quando nos referimos às artes, pois para se viver deve ter dotes específicos para cada atividade, e uma das mais lucrativas se chama “Arte de Negociar”.

- Seu João, eu estou construindo uma casa e preciso de dois caminhões de tijolos. O senhor os tem?

- Tenho sim.

- Preciso dos tijolos para amanhã.

- Se é assim, o preço aumenta. Cada caminhão sai a mil contos.

- Subiu trinta por cento! Como estou precisando, pode colocar.

No outro dia cedo, os dois caminhões deixaram os tijolos no terreno predeterminado. De imediato os pedreiros começaram a levantar as paredes, dentro de uma semana, não havia sequer um único tijolo no chão, todos faziam parte do mosaico em pé.

Após sete dias da conversa da compra dos tijolos, João procura Joaquim:

- Compadre, já se passou uma semana da entrega dos tijolos, estou precisando do dinheiro.

- Foi quanto mesmo que fiquei lhe devendo?

- Dois mil contos.

- Dois mil? Então eu não lhe devo nada.

- Por quê? !

- O senhor não se lembra das duas parelhas de bois que lhe vendi no ano passado e que até hoje não vi a cor do dinheiro.

- Mas isso já faz dois anos.

- Então vamos esperar a minha divida passar dois anos para que eu fale a mesma coisa com o senhor.

- Compadre, este dinheiro já devo a outra pessoa. Pera aí! Seus bois me custaram mil e duzentos contos. Então o senhor me deve seiscentos contos.

- Os tijolos seus custaram mil e quatrocentos conto, seiscentos foi esperteza sua.

- Então o senhor me deve duzentos contos.

- Após dois anos, os duzentos contos pagam os juros.

- Que compadre desgraçado! Nunca mais farei negócio com o senhor.

- Nem a dinheiro?

- Nunca mais, não já falei! – deu as costas e saiu nervoso, não só pelo dinheiro que não iria receber, mas pela reputação que acabou ficando manchada.

História baseada em fatos reais.

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