Não jogue lixo nas ruas

mai 24 2015 Published by under Crônica

panfleto-lixo

Em um bairro de uma cidade grande do Brasil, local como vários outros, com seus problemas pontuais, na linha de colisão entre os aspectos gerais da Natureza e a falta de educação das pessoas, um fato fisgou a atenção de um grupo de jovens. Sempre quando chove forte, as ruas do referido bairro ficam todas alagadas; o transtorno para os moradores e transeuntes são gigantescos. Para tentar sanar esse problema, o grupo se reuniu para discutir e encontrar uma forma que amenize a situação. Na reunião, um dos jovens propôs que fosse feito um mutirão de limpeza, proposta eliminada, pois os funcionários da Prefeitura já fazem o trabalho e assim mesmo os alagamentos continuam a acontecer. Outro indivíduo, iluminado por sabe-se lá o quê, colocou sua ideia na mesa. A proposta se baseava em esclarecer, ou até mesmo educar a população. Que ideia genial. Se cada um fizer a sua parte, o todo se completará, não teremos mais o maldito problema. Mas como educar tanta gente? O idealizador, sempre iluminado pelas forças ocultas, disse: “Distribuiremos panfletos informativo todos os dias”. Diante à genial proposta, o grupo aderiu à causa. Saíram pelos comércios pedindo recursos para aquisição do material impresso. Em pouco tempo, duas toneladas de folhetos estavam nas mãos dos adolescentes. De imediato começaram a distribuição. As pessoas ao receberem, parabenizavam o grupo pela iniciativa. A confiança em dias melhores crescia no peito dos jovens. “Estamos sendo úteis para o nosso Bairro”. Bastou a primeira chuva torrencial para que todo o trabalho realizado fosse parar nas bocas dos vários bueiros. A sociedade está tão mal-educada que os panfletos eram jogados diretamente nas ruas. As duas toneladas de informação salutar ajudaram no alagamento do bairro. Tristes, os jovens perceberam que o problema não era a chuva nem tampouco o lixo, mas os humanos que ainda não aprenderam a ser humano consigo mesmo.

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