A vida é minha e faço dela o que bem entender

set 22 2014 Published by under Crônica

vida

Muitos se julgam detentores da própria vida. Será se somos dono dos resultados dos nossos desejos? A vida é minha e faço dela o que bem entender. Será? O ser humano se diz dotado de liberdade. Será se somos realmente livres?

A vida é minha, mas quase sempre não posso fazer o que meu corpo cobra. A sociedade tem sua moral, nela mora as leis, deveres e obrigações. Por mais que o indivíduo se julgue livre, na verdade, o pobre se encontra acorrentado pela cultura que se evoluiu no decorrer do tempo. A força de um ser é insignificante perante o todo.

Se cada indivíduo pudesse realizar seus sonhos, ser livres para agir como a imaginação determinasse, seria o homem igual ao gato, ao boi, as aves; o instinto ditaria os passos. Como somos dotados de raciocínio, de pensamento, tudo e todas as decisões primeiro passa pelo crivo da análise criteriosa dos pros e dos contras. Quando o ser agi, primeiro já se discutiu no pensamento.

Dizer que a sua vontade é o que se reproduz nos seus atos, pura fantasia para não dizer mentira. Fazemos quase tudo conforme o padrão previamente determinado. Aquele que se comporta diferente às regras do jogo social, imediatamente, recebe nos ombros o peso de grandes sanções.

Somos frutos da sociedade atual, lutamos por transformações que idealizamos ser elas vantajosas, mas dizer que somos livres, isso fica longe da real realidade. Por todos os lados pesadas correntes nos impedem de passar, de virar a rota, de fazer o que o apetite pede. Se a placa diz “Proibido Fumar”, o que você fará caso goste de nicotina? A vida pode até ser sua, mas você não faz dela o que bem quiser, a não ser que seja um alucinado mental.

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