Archive for the 'Zé do Bode' category

A graça do título acabou

nov 22 2015 Published by under Zé do Bode

O mundo dá voltas, voltas sobre voltas, mas não volta. Como era divertido e prazeroso para os torcedores dos times campeões nas décadas passadas. Foguetes, farras, carreatas, carnavais… Com os anos, com o surgimento de novos atrativos modernos, a graça que se tinha pelas conquistas nos campos de futebol, literalmente, acabou. Antes quando o time do coração levantava um troféu, aquele momento ficava para história, jogadores imortalizados, times idolatrados. O presente nos mostra que o Futebol está passando, logo mais será apenas um espetáculo de televisão à parte. O Timão foi campeão brasileiro, três foguetes, quatro carros pelas ruas a buzinarem. A graça, de fato, acabou. Mas por que morre o futebol? Virou interesses particulares, dinheiro, manobras, um mar de lama, pandemônios sobre pandemônios. Os aproveitadores jogam a cada dia uma pá de terra na áurea glória do esporte. O mundo do futebol tornou-se uma ninhada de serpentes, de corvos famintos, de ratazanas insaciáveis, de bandidos, de ladrões. A graça acabou, o circo fechou, morreram os palhaços por falta de público, por falta de aplausos, por falta de calor.

Crônica de Zé do Bode.

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Um Brasil sem rumo

nov 11 2015 Published by under Zé do Bode

sertanejo

Abro a janela desta humilde casa em minha pequena propriedade no Sertão nordestino. O dia acorda quente, o Sol domina todos os espaços, faltam nuvens no céu, sobra anil. Fico a observar a vegetação ressequida pela longa estiagem. Meu rebanho se resume a cinco cabritos, o gado morreu todo. Tem também alguns frangos, um sevado no chiqueiro. O que sobra nesta desolação toda é a angustia que me devora de dentro para o exterior. Você sabe o que é acordar e não ter o que fazer? Sabe não. Como desejaria um trabalho árduo para meus magros braços. Careço de dinheiro, preciso alimentar minha esposa e meus filhos. Olhando esta natureza tento buscar uma ideia que me traga uma solução para o meu problema. Nem fome eu tenho mais, as tripas se enrolam na barriga pela ânsia que carrego. Não consigo encarar minha mulher, os olhos delas parecem me cobrar sempre algo que não possuo. Às vezes, os dois filhos me puxam pela surrada camisa, pedem algo para comer. É triste um pai ver os padecimentos baterem à porta e não possuir recursos para aliviar a dor. Tristemente tornou minha vida, peno dia e noite. Apenas peço um emprego. Quero trabalhar. Como pode um País tão gigante ignorar seus soldados em pleno campo de batalha? A existência tornou-se uma guerra velada para mim. Viver é penoso e difícil. Qual rumo tomar, alguém poderia me dá uma luz? Vou sair, vou para o mato, vou buscar mandacaru para servir aos bichos; depois vou ao açude apanhar água no balde; também cortarei um pouco de lenha. À tarde irei à cidade, quem sabe não encontro o que labutar, quem sabe não consigo algumas moedas para comprar uma rapadura. Enquanto isso, muitos jogam no lixo o que falta na mesa de uma legião de famintos. Tenho fome, infeliz! Tenho fome! Outros roubam o dinheiro da Nação para sustentar uma vida de luxo e vaidade. Tenho fome, cabra safado! Tenho fome! Vou sair, sair sem rumo, quem sabe não dou sorte e me aprumo. Sei não. Mulher, vou à cidade ver se consigo algo! Reze por mim, peça a Deus que ilumine meus passos. No caminho do calvário meu me detenho a conversar com o amigo João. Ele por muito penar conseguiu o benefício do Governo. O meu até hoje nada. Na cidade, os que detêm de farto recursos, todos eles, recebem. Recebe a esposa do vendeiro, a do açougueiro, a do vereador, a do secretário, recebem todos, menos este pobre que vive a se consumir pela fome. Por onde anda Deus que não ver tamanha desgraça? João me contou que só conseguiu após um acordo com o pessoal, a metade por seis meses ficará com eles. Melhor lamber que cuspir. Sem alternativa, vou aderir a esse comércio negro. A metade já é bem mais do que nada. Neste mundo, manda que pode, obedece quem tem juízo. Sou cabra, preciso comer.

Crônica de Zé do Bode.

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A chuva voltou ao Sertão

out 30 2015 Published by under Zé do Bode

Após vários meses de estiagem dura e pesada, enfim a chuva voltou a fertilizar o solo seco do Sertão. Nos últimos dias, os sinais da natureza davam conta que a agonia de um longo período partiria em retirada deixando a esperança para os seres viventes na Caatinga. A jurema-preta floriu por completo, uma verdadeira noiva; as formigas de asa deixaram as tocas e ficaram a vagar de um lado a outro; o calor insuportável adentrava pela noite parecendo a sauna; o mandacaru do terreiro abriu seus primeiros botões. Ver tais sinais é como sentir os pingos refrescantes da chuva por antecipação. Dois dias depois, a manhã amanhecera diferente, algumas nuvens formavam pelos quatro horizonte, o calor do sol asfixiava, o vento sumiu. No final da tarde, as nuvens engrossaram, ao longe cordões finos de chuva molhavam. A noite chegou sorrateira, meus olhos procuravam alguma coisa, para o leste pequenos fleches avisavam que as trovoadas estavam a caminho. Não demorou muito, uma ventania abateu sobre a região, o vento soprava forte. Os relâmpagos aumentavam sua intensidade, já se ouviam tímidos trovões. O cachorro latia no quintal, o gato correu para se esconder. Estava eu na janela a contemplar a beleza da chuva. Como poderia dormir logo quando chega a visita tão aguardada? Peguei uma xícara de café quente e fui tomar na varanda. Os primeiros pingos, pela graça de Deus, tocaram o chão enchendo o ambiente de alegria. O cheirinho característico das primeiras chuvas subiu da folhagem morta. Que cena fantástica. Que sabor delicioso. De repente, o barulho da chuva que vinha chegando, quanto mais perto, mais alto o som. Meu coração batia de contentamento no ritmo contagiante da chuva que se chocava lavando a vegetação adormecida. As telhas encharcadas deixavam escorrer em enxurrada o líquido da vida. Relâmpagos e trovões pintavam o céu com cores e sons. Sorvia o café quente e pensava na fartura do milho e do feijão catador. Sorvia mais uma vez e imaginava o gado gordo pastando o capim verde. Com a chuva a vida ganha novo sentido, com a chuva o Sertanejo é feliz.

Crônica de Zé do Bode.

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A Crise bateu em minha porta

out 19 2015 Published by under Zé do Bode

crise-economica

- Ô, de casa! Ô, de casa! – alguém grita na porta de entrada da residência de José.

- Quem será a esta hora? – indaga José. – Não posso nem mais assistir meu jornal tranquilo que vem gente me aperrear. Quem é?

- Sou eu.

- Eu quem, diabo?

- Eu. Deixe de frescura e abra logo esta porta.

- Não vou abrir a porta para estranho não.

- Eu não sairei daqui enquanto o senhor não abrir esta porta. Tenho muito tempo, vou esperar.

- Tá certo, tá certo. Vou abrir.

O dono da residência colocou a chave na fechadura, deu duas rodadas em sentido contrário, abaixou o trinco, a porta foi aberta devagar.

- O que você quer comigo a esta hora? Quem é você mesmo?

- Sou a Crise.

- Crise? Isso é nome de gente?

- A Crise chegou, José. Vamos sentar, pois teremos uma longa conversa.

- Você é louco?

- Deixe de fazer tantas perguntas, homem. O senhor sabe o que significa Crise?

- Mais ou menos.

- Quando a Crise chega a algum lugar, muito se perde. Por exemplo, aquela mesa com café e bolos, a metade agora é minha.

- Sua?

- Da Crise. A Crise cobra o que lhe é devido.

- Se você tem fome, então pode se servir.

- Quanto de dinheiro você tem guardado?

- Sai fora. Negócio de querer saber quanto eu tenho debaixo do colchão.

- De imediato levarei trinta por cento. A conta de água e de luz, neste mês, ficarão sem ser pagas. O carrinho do supermercado somente terão os produtos básicos. Carne apenas aos domingos.

- Que conversa fiada é esta?

- Seu emprego agora me pertence. Pertence a Crise.

- Você é louco varrido, só pode.

- Atenda o telefone.

- Como?

O telefone em seguida badalou.

- Atenda, José. Alguém tem uma notícia muito importante para lhe dá.

- Alô. Patrão. Como? Pedi o emprego. Por quê? Por causa da Crise? O que eu irei fazer agora? Dá meus pulos? Mas eu não sou sapo não. Desligou o telefone. Perdi meu emprego.

- José, acredite, o senhor está diante da Crise. Não tem como fugir de mim. Após tomar um pouco do seu café e levar trinta por cento dos seus bens, vou descansar na sombra daquele frondoso juazeiro. Reze e trabalhe muito para que um dia eu me canse e sigo para outro lugar. Vou lhe dá um conselho de bom amigo: em tempo de Crise, todo cuidado é pouco. Se fizer corpo mole, recusar trabalho, talvez eu até me engrace com a sua esposa. Se a Crise for pesada, levarei seu carro e a sua casa. Em tempo de Crise, a única certeza é a da incerteza constante.

- Maldita hora que eu fui abrir aquela porta.

- Se minha fome for gigante, até sua vida arrancarei de você.

- Até minha vida?

- Terei o maior prazer. Cuide-se bem, pois estou a todo instante lhe olhando. A Crise adentrou por aquela porta, José; tudo agora poderá acontecer.

- Você irá ficar debaixo do juazeiro?

- Sim. Mas se meu sono for pesado, se houver muito desconforto, amanhã quem sabe eu lhe cobro um quarto de sua confortável residência. Com o tempo poderei tomar até a sua cama, e se tiver fazendo muito frio, dormirei com a sua amada esposa.

- Vou pegar minha espingarda para lhe dá um tiro.

- Aquela espingarda já me pertence. Bala está cara, contratar um bom advogado custa bastante dinheiro. Cuidado com a Crise, José.

- Com tudo isso já tenho até dor de cabeça.

- É bom o senhor se acostumar logo com essas dores, enquanto eu não for embora, ela será sua parceira dia e noite. Vou para a sombra do juazeiro, meio-dia o senhor leve o meu almoço. Pouco sal. Suco de limão com uma colherzinha de açúcar.

A Crise se acomodou primeiro no terreiro, breve tomará a casa. José perdeu a paz, perdeu o emprego, com os dias foi comendo o que adquiriu durante muitos anos. A Crise ainda não foi embora, continua rondando a morada. José é forte e usa todas as suas armas para afugentá-la, o duelo é difícil, contudo ele já enfrentou outras Crises piores, é um Sertanejo vencedor. O presente é o presente; ninguém sabe o que virá no futuro; o passado já passou, o bom é que ele deixou as experiências para enfrentar os novos desafios.

- Maldita hora que esta Crise veio bater em minha porta.

- José, por favor, um copo com água gelada – grita a Crise na sombra do juazeiro. – Está um calor que até a Crise se esfria com um copo d’água.

- Já vou, já vou!

Crônica de Zé do Bode.

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Há muitos escritores para poucos leitores

set 25 2015 Published by under Zé do Bode

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As pessoas estão escrevendo muito, mas estão lendo pouco. Nesta hera da internet, das redes sociais, escrever voltou a ser algo de suma necessidade. Não importa a forma da escrita, se faltam letras nas palavras, ou palavras nas frases, basta apenas a vontade de dizer. Neste cenário novo, neste mundo que descortina aos humanos, a coragem de se expor é gigantesca. Todos queremos falar, falar sempre, falar a todo momento, queremos ser ouvidos. A vida parece ter sido resumida a uma simples tela de um aparelho qualquer. Passamos a andar de cabeça baixa sempre a olhar para o dispositivo móvel. Se estamos na mesa em pleno almoço, o celular fica onde antes se encontrava os talheres; se vamos ao banheiro, o dito segue sem pudor algum; se vamos dormir, o maldito descansa ao lado pronto para apitar assim que receber alguma mensagem. Desejamos nos expressar, dizer ao mundo quem somos e o que pensamos. Nesta loucura toda, onde todos falam ao mesmo tempo, sobram escritores e faltam leitores. Ninguém tem tempo para ler o que o outro escreve, pois passamos o tempo todo digitando. O ponto de vista daquele que escreve é um, este não mudará jamais. Aceitar a ideia de outro parece coisa fora do normal. A maioria dorme feliz sob suposições falsas, acredita que a Terra ainda é o centro do universo. Para conhecer profundamente um assunto o indivíduo precisa solver de várias fontes. Para qualquer escritor que se proponha a escrever com sabedoria, em primeiro lugar deverá ser sempre um exímio leitor. O conhecimento escrito é a fonte para toda mente evoluir.

Crônica de Zé do Bode.

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Adeus extintor

set 19 2015 Published by under Zé do Bode

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Quanto tempo demorou para os especialistas reconhecerem que o extintor é um objeto inoperante dentro de um automóvel? Será que o interesse era o de obrigar os brasileiros a comprar tais objetos? Quem de fato lucrou com todo esta venda? Seria um parente ou um amigo de algum político famoso? Em outros países o extintor é peça obrigatória nos veículos? Se seu carro pegasse fogo o que você faria? Correria? Usaria o extintor? Você saberia manusear tal objeto? Não? O governo pensa que temos caras de palhaço? O que você acha da atitude dos nossos governantes? Será se eles gostam mesmos de nós? Além do extintor o que mais pagamos que não presta para nada? Não estaria na hora de uma faxina? Para que tantas leis mesmo? Seu dinheiro está curto? Quantos pães não comprariam com a grana desembolsada para o extintor? Uma vergonha? Falta vergonha na cara dos que governam? Será se no planalto há neste exato instante um louco pensando loucuras para impor aos brasileiros? Com certeza? Diga a verdade: o Brasil é lindo? Sim? Mas a safadeza nos envergonha, você não acha? Será que a motivação da não obrigatoriedade do extintor se deu pelas medidas arbitrárias que o governo toma em outras áreas para surrupiar o suor da nação? Um extintor a mais neste momento conturbado não seria a gota d’água que faltava para uma grande explosão? Muitas perguntas, você não acha? E as respostas por onde andam? Se você as tiver, por favor, deixe-as aqui?

Crônica de Zé do Bode.

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O que eu tenho a ver com a sua greve?

set 12 2015 Published by under Zé do Bode

O povo do Brasil é engraçado demais, nosso País deve ser o mais cômico do mundo. Aqui o infeliz do cidadão dá o sangue, dá a vida se for necessário para passar em um concurso público, é o sonho da grande massa. Depois que vence a prova e adentra para a cadeira que lhe foi confiada, o infeliz frustra seus irmãos. Será que o desejo de ser concursado é o de um funcionário relapso? Quer passar para ter as mordomias de um deputado. Quando se ver munido pela lei, sabedor que a regra do jogo atual o protegerá de uma possível demissão, ele se afrouxa, deixa ficar em sua poltrona e se faz de imperador. A desgraça do ser humano é se ver imponente perante a multidão. O concursado não pensa duas vezes em fazer do mês de trabalho um mês de férias. Estou de greve! Estampam um cartaz na porta da repartição. Queremos aumento de salário, queremos mais dias de férias, queremos trabalhar menos horas diária, queremos plano de saúde, queremos moradia, queremos lanche no meio da tarde, queremos cafezinho quente, queremos assessores, queremos tudo e mais um pouco. Ou fazem os gostos dos concursados, ou o Estado para literalmente. Aqueles mesmos que deram o sangue se colocam como coitados aproveitando de leis nefastas para conseguirem seus objetivos. Como o saco da cobiça nunca se enche por completo, basta ter alcançado uma vitória que em poucos dias começa a arquitetar novas manobras. Enquanto isso quem realmente necessita dos serviços públicos sofre em longas filas ou é barrado nas portas da instituições fechadas. Seu direito de greve não pode ferir o meu direito de cidadão. Em um país onde a decência é algo raro, fazer greve para os que aderem a tais práticas é gozar a vida com o dinheiro público sem nada oferecer em troca.

Crônica de Zé do Bode.

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Vá cobrar mais impostos de sua mãe!

set 11 2015 Published by under Zé do Bode

Estou cansado, casado de tanto trabalho, cansado de tantas lorotas, casado e de saco cheio em ouvir políticos dizerem que é preciso aumentar ou criar mais impostos. Vá cobrar mais impostos lá na lua! Ainda têm a cara de pau de dizerem que será bom para o País, que gerará mais empregos, que isso, que aquilo. Chega de tantas mentiras descabidas! Parem de tratar o povo como gado que vai pacientemente para o terror do abate. Para essas pessoas a única solução se encontra em castigar os filhos da Nação com o peso amargo de mais usurpação do suor alheio. Na bonança são todos tidos como intelectuais, nas crises são todos iguais. Um País imenso entregue a deus dará. A política nos moldes de então não consegue obter resultado satisfatório. Enquanto mentes brilhantes são relegadas, a podridão toma conta de todos os espaços. Que nojo! Vou dormir, pelo menos os sonhos são meus, tristeza ou alegria nele sempre haverá a esperança de um maravilhoso amanhecer. Só não quero acordar e saber que o pão, o café, a manteiga e a pasta de dente aumentaram de preço porque aumentaram a carga tributária; se assim for, prefiro ficar dormindo. Já disse lá em cima, porém volto a repetir: “Vá cobrar mais impostos lá na lua!”.

Crônica de Zé do Bode.

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Independência ou morte!

set 08 2015 Published by under Zé do Bode

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Sete de setembro, meu povo! Independência ou morte! Dom Pedro Primeiro, Riacho do Ipiranga, Brasil um país liberto. O tempo passa e as lembranças continuam vivas nas mentes da população. O que um simples grito não consegue fazer. Não foi um grito normal emanado por uma pessoa qualquer, foi um grito de uma autoridade maior, foi o grito do Príncipe Regente do Brasil. Empunhando uma espada, montado em um fogoso cavalo, às margens de um rio, rodeado por um punhado de cidadãos, ele se fez ouvir e cravou para sempre seu nome na história do Brasil. Ou a independência, ou a morte. A valentia, misturada a coragem e a um frondoso sonho conseguiram algo surpreendente. O nossos País passou a gozar de sua própria soberania, passou a avançar rumo ao vindouro com seus próprios pés, passou a vislumbrar um futuro glorioso. O Sete de Setembro representa para os brasileiros bem mais que um simples feriado, representa a chave da libertação, o momento que o pássaro se viu livre para voar fagueiro por este céu anil. Com uma história fervilhante, cheia de homens fortes, repleta de exemplos, vencendo crises, desviando de obstáculos cruéis, a nova Nação andou e segue ladeando uma aspiração salutar, cultiva uma expectativa de paz e prosperidade. O Brasil é forte, o Brasil é grande, o Brasil é o melhor país do mundo, falta ao Brasil que um novo Dom Pedro volte a gritar alto contra a corrupção que nos aprisionam e que nos faz escravos. Mais uma vez precisamos ser libertados. Para o Brasil avançar em prosperidade cada brasileiro precisa deixar extravasar o Dom Pedro que vive adormecido dentro de cada um. Grite bem forte, minha gente: Independência ou morte!

Crônica de Zé do Bode.

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Agora lascou, o gás aumentou

set 02 2015 Published by under Zé do Bode

gas

Já não aguento mais tantos aumentos. Primeiro foi a gasolina, depois foi a energia, teve também a água, o transporte público, os impostos, as taxas, os pedágios, o pãozinho, o arroz, o feijão, a farinha, a rapadura… Agora eu lhe pergunto: “Alguém ouviu falar da merreca do salário mínimo?”. Será que aumentou o danado? Continua na mesma mixaria de sempre. A inflação chegou, meu povo! O pobre irá sofrer mais do que já anda sofrendo. O Brasil está quebrado. Para completar, que droga, até o gás teve aumento, e que aumento. O que será de nós, meu Deus? Um botijão na casa dos cinquenta contos, com água, energia, aluguel, acabou o salarinho que ganho. Vou comer o que se não tenho como comprar? Não posso nem pensar em perder meu emprego, se perder, não acho outro nem na China, pois até a gigante China também anda manca das pernas. Para onde foi todo o dinheiro do Brasil? Teremos dias difíceis. O horizonte é de tempestade. Para tapar o rombo do governo querem arrombar com a população. Vou ressuscitar meu velho machado, vou cair no mato a procura de lenha, preciso economizar. Também estou pensando em dá luz ao meu velho candeeiro e ao antigo ferro-de-brasa. Onde chegamos? Seremos obrigados a regredir no tempo. Enquanto isso um punhado pequeno colhe os louros desta flâmula.

Crônica de Zé do Bode.

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