Archive for the 'Zé do Bode' category

Enquanto o Brasil todo chorava, eles sorriam

nov 30 2016 Published by under Zé do Bode

A que ponto chegaram nossos intelectuais deputados. Pouca gente já ia com a cara desse grupo sem cara e sem coração, agora, somos todos. As pessoas do nosso querido Brasil estão furiosas com o que eles vêm fazendo com a amada Pátria. Como pode aqueles que respondem perante a Justiça legislar? Claro que irão legislar a bem próprio. Tira um presidente e coloca outro, a remada continua a mesma, sempre na contramão do bom-senso. Os deputados eleitos pelo povo acham-se intelectuais, mas não passam, na sua grande maioria de tapareis abestalhados, sequer sabem o que fazem, estão nos cargos por dinheiro, apenas por dinheiro. O Brasil que se lasque, assim é o pensamento deles. E estamos nos lascando mesmo. Quem precisa de hospital sabe bem o que é ser humilhado. Enquanto isso, eles vivem gozando do exorbitante montante arrecadado de impostos, nosso suado suor sendo convertido em regalias aos crápulas do poder. Quando há algo de interesse da Nação, cada partido defende seus interesses políticos; quando há algo de interesse deles, há apenas um partido, todos votam iguais; pelo menos um deputado teve a decência, ou vergonha na cara, de votar contra seus amigos de câmara. O que mencionamos não é novidade para nenhum brasileiro. O pior foi fazer de um momento de comoção em um instante crucial para legitimar suas tenebrosas manobras. Enquanto o Brasil todo chorava a desgraça ocorrida com a delegação da Chapecoense, os deputados sorridentes festejavam a vitória da corrupção dentro do Estado. O Brasil de luto e os deputados trabalhando até o amanhecer. Deputados trabalhando? Já é novidade. Até de manhã cedo? É coisa do cão. Não respeitaram sequer a comoção Nacional. O que poderemos esperar dessa gente sem escrúpulos? Chegamos ao fundo do poço. Breve chegará a eleição. Votar para que mesmo? Será se ainda existe alguém digno de um voto? Rasgar o título? Não ir votar? Votar em branco? Ficaremos com o branco, pelo menos é limpo e reflete pureza.

Crônica de Zé do Bode.

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Abertura dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 foi de encher os olhos

ago 06 2016 Published by under Zé do Bode

O cartão de visitas do Brasil ao mundo para os Jogos Olímpico Rio 2016 foi aberto ao grande público com muita, mais muita, beleza. O Brasil nos mostrou que quando queremos e buscamos conseguimos nossos objetivos. A organização e o brilho do evento de abertura fez renascer em cada brasileiro a esperança por dias melhores. Vivemos algumas horas em pleno sonho, aquele sonho gostoso do qual não desejamos jamais acordar. E como é bom sonhar… É disso que o nosso sofrido povo carece, precisamos dos sonhos, sonhos que fizeram Santo Dumont deixar o conforto do solo para se aventurar como pássaro em voos de liberdades pelo céu azul. A arte e a cultura têm esta força, este poder, de acender a pira olímpica nos corações endurecidos pelos acontecimentos do dia a dia. As cores, os sons, os ritmos, os sorrisos, tudo juntos formando a base do sucesso de qualquer evento. Sentir a Natureza ser reverenciada e ao mesmo tempo levando a mensagem carregada da necessidade urgente da preservação do meio ambiente é algo de extrema importância. A mensagem tocou de leve a consciência de uma nação e também do mundo. Após muito tempo, voltamos a ter orgulhos de sermos brasileiros. Que sejamos assim para sempre. Se fomos hoje, por que não ser eternamente? Esperamos que as Olimpíadas 2016 continue a encantar, que seja coroada de muito encanto, que o sucesso dela devolva ao nosso povo a glória que há um bom tempo andava adormecida.

Fonte da Foto: Site Globo.

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Politicamente correto

jul 10 2016 Published by under Zé do Bode

Candidatos

A eleição para Prefeito e Vereadores já se aproxima, candidatos já se articulam, em algumas cidades da região do Vale do Paramirim parecem que já se encontram em campanha antecipada. Logo mais virão as convenções, teremos as chapas e as campanhas em busca do voto com aval da justiça eleitoral. Uma indagação paira no ar: “Os candidatos já têm uma proposta de governo?”. O que os candidatos apresentarão aos eleitores? Quais as metas, os pontos centrais de cada candidato? Se o candidato não tem uma proposta para apresentar ao eleitor e conquistar o voto, o que ele fará depois de eleito? Ganhar a eleição é o que todo candidato quer, mas saber o que irá realizar depois que assumir o mandato é o que todo eleitor deveria exigir. As propostas precisam ser convincentes, que se coloquem dentro da realidade de cada cidade e que sejam possível realizar dentro da capacidade financeira de cada município. Muitos candidatos se escondem por trás de mentiras no único objetivo de ludibriar o eleitor. Muitos eleitores adoram ouvir mentiras; contudo outros, não. O mínimo que um eleitor deve esperar do seu candidato é que ele apresente uma plataforma de governo para caso seja eleito. Cada eleitor é dono do seu voto e responsável pelo sucesso da cidade onde vota e da nação a que pertence. Errar no voto é pedir para sofrer.

Crônica de Zé do Bode.

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Governo manda acender o farol do carro

jul 07 2016 Published by under Zé do Bode

Nosso governo gosta de uma lei para sacanear com o bolso do cidadão. Vem aí a lei do farol acesso nas rodovias do Brasil. Dizem eles que é para evitar acidentes. O governo preocupado com o cidadão. Até parece. Quanto tempo precisou para o governo descobrir que o farol acesso salva vidas. Compreendamos, o governo está andando de jegue. Rodar pelas estradas com o farol acesso parece algo necessário, mas, mas, mas o governo quer é surrupiar o bolso da sociedade com mais uma lei. São tantas as leis que ninguém mais sabe o que é certo ou o que é errado. Perante a lei somos todos devedores. Eles querem nosso suado dinheiro. O governo só sabe que existimos na hora de arrecadar os impostos, depois somos zumbis sem direitos. A partir desta sexta-feira, dia 08, o condutor flagrado dirigindo com o farol apagado em rodovia pelo País será multado em oitenta e cinco reais e levará quatro pontos na carteira. O que o governo quer é dinheiro para bancar as regalias do sistema falido que eles inventaram e que com muita garra lutam para preservar. Já nos obrigaram a comprar kit de primeiro socorro, extintores e aumentaram as exigências para tirar a carteira de motorista, tudo pensando no condutor, contudo essa parafernália toda tem um preço, no final quem paga a conta é o cidadão, aquele mesmo que está sempre a correr atrás de uma luz no final do túnel, que por sinal nunca chega.

Crônica de Zé do Bode.

Fonte da Foto: Google.

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Brasil nunca esteve em crise para os donos das leis

jun 29 2016 Published by under Zé do Bode

Nota de Cem

Disseram-me que o Brasil estava em crise, que a economia ia mal, que o desemprego aumentava, que os políticos eram bandidos. Pura balela. O nosso País é rico, tão rico que neste momento os deputados e senadores aumentaram o salário de algumas categorias de privilegiados deste sistema falido em quase cinquenta por cento. Crise? Que crise? Crise nunca e jamais existirá para os donos das leis. Quem criam as leis são os primeiros e os maiores beneficiados. Crise tem na casa do assalariado. Crise tem na casa do desempregado. Crise tem na casa dos milhões de pobres do Brasil. Se houver justiça na vida, que seja imenso o inferno, pois para lá irão manadas de cabras safados. Cada dia que passa meu nojo só aumenta. Moramos em um País lindo e rico, contudo se assemelha a uma ilha, só que em vez de água temos usurpadores do bem público e do suor alheio. É triste ver nossa Pátria afundar no lamaçal criado por uma classe que só pensa em si. Sobrou a nós pobres apenas a esperança, esperamos que eles não a roubem também, um povo sem esperança perde a vontade de viver, perde sua identidade, desaparece.

Crônica de Zé do Bode.

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A tocha do mal

jun 21 2016 Published by under Zé do Bode

Brasil

O Brasil é a terra mãe da palhaçada, isso todos nós já sabemos de longas datas, mas com a gastança da “Tocha Olímpica” em meio à desemprego e padecimentos, passamos a ser também a terra mãe dos trouxas. Rodar o Brasil todo de avião, com seguranças, com mordomias aos dirigentes e condutores, a tocha que era para ser o símbolo das Olimpíadas a cada dia que passa vem se transformando em motivo de chacota. Na última segunda-feira, dia 20 de junho de 2016, uma pobre onça foi sacrificada, momentos antes havia participado de um evento envolvendo a tocha. A onça que era chamada por Juma foi abatida, contam-se versões para boi dormir, acreditem-se nelas quem quiser. Enquanto o Estado do Rio de Janeiro entra em estado de calamidade pública, enquanto tal Estado sequer consegue honrar com os seus compromissos, o povo por obrigação é forçado a sorrir um falso sorriso e ter esperança que os Jogos Olímpicos do Rio trarão a eles o paraíso. Com tudo que vimos e vivemos nos últimos anos no Brasil, o final de tudo isso já podemos prever. Se a Olimpíada depender de minha audiência… deixe pra lá.

Crônica de Zé do Bode.

Fonte da Foto: Internet.

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Estou com medo do futuro

abr 02 2016 Published by under Zé do Bode

A que ponto chegamos. Por que tudo isso? O que será do nosso majestoso Brasil? Tenho medo, muito medo do futuro. Estamos nos alto devorando, corroendo a Pátria com a nossa avareza desmedida. Todos querem mandar, todos querem tudo. Neste bordel em que nos encontramos tudo pode aos que se acham eternos donos do País. Já não existem mais os poderes, viraram lama em plena sujeira. Confiar em quem num momento como este? Não podemos nem sonhar, pois mataram nossos sonhos. O povo refém do capitalismo maquiavélico só deseja consumir, custe o que custar. As pessoas não valem a roupa que vestem. Devemos temer o futuro, diante a tantos atos que fazem o Diabo corar de vergonha, não há rumo, não há salvação, não existe sequer um homem digno de abraçar nossa Bandeira para reorganizar o Brasil. As mãos das nossas representatividades estão atoladas em merdas, estas não possuem moral nem dignidade para nos representar. A Nação chora lágrimas de sangue. Um País à deriva tendo no leme feras bestas. Vamos afundar, não temos coletes salva-vidas para todos. Teremos dias difíceis. O País dito do Futuro sequer tem um presente digno para nos sustentar. Que Deus nos ilumine neste momento tão tenebroso, que faça germinar na mente do nosso povo pensamentos e ideias positivas. Que tenhamos um novo e radiante amanhecer.

Crônica de Zé do Bode.

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Tá tudo caro, rapaz!

mar 02 2016 Published by under Zé do Bode

Bananas

O que será de nós pobres e oprimidos? Fui à feira livre hoje e quase dei uma pane mental. Tudo, absolutamente tudo dobrou de preço. Quanto é o alface? Quanto?! Dois reais! Meu Deus do Céu. Você só pode está de brincadeira. E o mamão? Quanto? Quatro reais o quilo? Mas na semana passada não era dois contos? E o feijão catador? Cinco reais. O litro… Continuei a vagar pelas bancas, desanimado, triste. O dinheiro que levava no bolso não daria para comprar os itens que se encontravam na lista, era fato, pura carestia. A mulher ficará uma arara. A casa vai cair. Dinheiro perdeu o valor. A mixaria que ganho dá mal para comer. Com esses aumentos, acredito que em breve passarei por privações. A gasolina dobrou de preço; a energia, também. Até o pãozinho que era vinte centavos passou a quarenta da noite para o dia. Aí vem a televisão dizer que a infração está em dez por cento ao ano. Só hoje nesta feira a infração foi de cem por cento. Que matemática a TV usa para achar esses dez? O aumento dos preços é real, real, real… Os pobres vamos sofrer. Acostumamos a comer pão com manteiga, a beber leite, a tomar uma cervejinha no final de semana. Não queria lhe dizer tal coisa não, contudo é preciso: “Acabou!”. Comer pão sem manteiga é ruim. Agradeça a Deus enquanto estiver comendo pão, pois poderá nem pão ter para forrar a pança. Não fale uma coisa dessa, já sofri bastante, logo agora que começava realmente viver como gente resolveram mudar de novo a regra do jogo? Assim não vale. Quero fazer uma reclamação. A quem pelo amor de Deus? Não existe quem defenda os pobres, ainda mais nesta hora nefasta de crise, cada um vai procurar remar com seus braços contra o turbilhão da maré. Para os pobres o pior pesadelo se chama infração. Na feira desta tarde nem dormi e acordei em maus lençóis, tive sonhos horríveis, pior que era tudo em real, estive frente a frente com ela, vi e sentir o que ela é capaz de fazer no meu bolso. Algo já sei: “Neste final de semana não terá mais a cervejinha”. Já ia me esquecendo: “Tampouco manteiga para pôr no pão”. A coisa está preta, amigo. Salve-se quem puder, pois o barco irá afundar.

Crônica de Zé do Bode.

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Meio Ambiente à deriva

nov 25 2015 Published by under Zé do Bode

O homem na sua ganância incomensurável destrói o meio ambiente de forma devassadora. Somos um bando assustador de gafanhotos esfomeados por luxúria e poder. Precisamos dia após dia consolidar nossa fortuna, nosso status, nossa poupança. Somos tão cegos que não conseguimos enxergar os malefícios dos nossos impensados atos. A mídia exalta as empresas que obtém lucros exorbitantes, indivíduos que acumulam em um período curto de tempo magnifica fortuna; para ela são esses os seres merecedores de holofotes, são ídolos, são idolatrados. Descortina os hábitos e veremos os falsos deus virarem demônios. A população cresce vertiginosamente, as garras se estendem por onde ainda havia paz natural; cada um na loucura desmedida de buscar seu espaço em um local delimitado; há muitos esfomeados para pouco pão, a muito pães para poucos afortunados. A luta do homem por um passo acima no estamento social faz da Natureza uma coisa qualquer. A Essência Vital em si resolveu nos alertar, ora um terremoto, ora um tsunami, ora um furação, ora as severas estiagens, ora o desmoronamento de uma barragem. O Curupira, rei das matas brasileiras, resolveu nos pregar uma peça. Coloquemos a culpa no pobre Curupira, as empresas merecem mais um voto de confiança. O danado insatisfeito com a forra do nosso povo resolveu abrir um pequeno orifício na parede de terra, passou um pingo, desceu o mundo velho de lama. Tanta lama que saiu de um Estado, adentrou em outro para desembocar no Oceano Atlântico. A tinta vermelha e nociva por onde migra corrói, a própria água se transformou numa fossa de dejetos. As populações das cidades afetadas, de repente, foram obrigadas a abrirem os olhos, a pensarem, por um momento, na importância do Meio Ambiente para uma vida saudável. Somos vulneráveis, desastres poderão acontecer em qualquer lugar. O estrago foi feito, os danos são vários, muitos são tidos como culpados, poucos ou ninguém será condenado. A culpa é de nós todos, ou mudemos nosso rumo, nossos hábitos, ou no futuro próximo padeceremos ainda mais por nossa impetrante ignorância.

Crônica de Zé do Bode.

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Apostando na loteria

nov 23 2015 Published by under Zé do Bode

Hoje cedo, meu amigo Chico veio a minha humilde residência. Chegou sem fôlego, ofegante, aflito, todo agitado. Levei um susto. Pensei em alguma notícia ruim. O amigo foi logo me indagando se eu já tinha feito uma fezinha. Fezinha? O homem parecia está louco da cuca. Que fezinha? O compadre então me refrescou a memória. Ainda não tinha feito nenhum jogo da loteria. O sorteio está acumulado, disse-me todo feliz, de boca cheia. Acumulado? Já fiz dez apostas, gastei trinta e cinco reais, continuo Chico, se eu ganhar vou viajar pelo Brasil todo, vou comprar um carro de luxo, uma casa de praia, um jatinho. Como é bom sonhar, em Chico. Fez ou não fez uma fezinha, voltou-me a indagar. Não. Mas irá fazer? Não. Chico, há quanto tempo você vem jogando dinheiro neste jogo? Chico, Chico, Chico, quem em nossa região já ganhou alguma vez na loteria? Ganham sempre pessoas de longe. Será se elas realmente existem? O mundo é dos espertos, Chico. Estão metendo a mão no seu bolso com o seu consentimento. Só você que não jogo, acrescentou o amigo; na lotérica a fila já dobra a esquina. Muitos ali perdem o dia de serviço para dá dinheiro ao Governo, e ainda sofrem em grandes filas. Chico, acorda, você está sonhando, você está em um maldito pesadelo, sai dessa. Trinta e cinco reais dava para fazer uma feira. Vou ganhar, depois passarei aqui para caçoar com você, disse ele. Chico, Chico, a loteria é um crime legitimado, uma forma fácil de furtar o cidadão pobre. Não ver que a minhoca está encobrindo o temido anzol. Na pescaria somente o pescador leva vantagem. Você é o peixe, Chico, o Governo é o pescador. Quanto mais o povo padece, maior é o sonho em ganhar dinheiro fácil. Se você ganhasse esta dinheirama toda, Chico, seria uma desgraça para a sua pessoa e para a sua família. Com tanto dinheiro, aparecia tantas mulheres, com tanto dinheiro, haveria muita bebida. Chico, você trocaria de imediato sua esposa por uma loira qualquer; seus filhos se perderiam nos prazeres da carne pela facilidade do dinheiro. Dinheiro para uma pessoa como você, como eu, só traria infortúnios. Há um sábio dito popular: “Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”. Você é doido, Chico me disse; fica me agourando, deixe-me ir. Chico se foi embora levando seu sonho no embornal da mente. Pobre Chico, quantos iguais a ele estão no momento metidos neste utópico pesadelo. O Governo pode até legalizar o crime, dizer que é correto porque tem uma lei que diz que sim, contudo meu dinheiro suado Ele não terá de mãos beijadas e de bom grado não. Quer dinheiro, Estado? Vá trabalhar, vagabundo!

Crônica de Zé do Bode.

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