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Homenagem aos Mortos – Dia dos Finados

nov 02 2016 Published by under Crônica, Vídeos

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Homenagem aos mortos – Dia dos Finados

Um dia em homenagem à recordação. Momento para reverenciar todos aqueles que já passaram deste plano para o andar de cima. Quanto mistério há entre a vida e a morte. Quanta especulação existe quanto ao ser nascente. De onde vim? Para onde vou? Duas extremidades onde no meio percorreu um feixe de luz. A vida é assim, do nada brota, quando menos se espera murcha. Uma existência recheada de acontecimentos. Ao abrir os olhos, uma família aguarda o viajante estrelar. A amizade prospera e cresce, cresce também o amor que fará germinar novas sementes. Um elo que há muito tempo começou e que tende a se perpetuar. Em algum ponto do caminho, por algum motivo anormal, um raio separa alguém do seu meio. Para muitos, o momento mais doloroso é quando se apaga a luz, é quando se quebra um laço, é quando os pés não encontram mais o chão para se apoiarem. Cabe aos vivos sepultarem os mortos. Cabe aos vivos a dor da partida. Aqueles que se foram e que quando em vida fizeram crescer sentimentos nobres entre parentes e amigos gozam do afeto e do carinho. Levar uma flor ao túmulo, levar as lágrimas pelos bons tempos passados juntos, levar uma oração, são pétalas de reconhecimento e amor. Os dias passam e tudo e todos cavalgarão essa estranha estrada. Para muitos, a vida é o que se prospera; para muitos, a morte é a sequência da vida em outro espaço. Acreditar ou não em vida após a morte, o certo é que todos temos saudades, todos recordamos de ocasiões felizes, todos desejamos rever, que seja em sonhos, aqueles que marcaram positivamente nossas vidas. A dor do instante trágico com o tempo minimiza se tornando um afeto carinhoso de amor. Parar um pouco, olhar para o céu, visitar o cemitério, conversar com o além, faz-nos transportar, quebrar, este espaço, esta parede, que há entre o que ainda vive em carne e o que descansa ao lado do Criador. Só tenho a pedir a Deus que ilumine os vivos, que fertilize os corações humanos com energias salutares para o enfrentamento das atribulações do dia a dia. Só tenho a pedir a Deus que ilumine os que deixaram este mundo para ir gozar da paz do céu. Se não for pedir muito, cubra-nos com luz e amor. Obrigado por tudo, Senhor.

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Dia do Professor – História de Sertanejo

out 15 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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Dia do Professor – História de Sertanejo

***

Na vida precisamos

Aprender para evoluir

Com ajuda de um mestre

Torna mais fácil o subir

Guiado por seus conselhos

Novas portas vão se abrir.

***

No bê-á-bá das palavras

Comecei a conhecer

As vogais e as consoantes

Também passei a ler

O mundo de outra forma

Na batida do saber.

***

Aplausos para o mestre

Alguém muito especial

Mesmo ganhando pouco

Doa seu potencial

Na vida dos alunos

Se faz essencial.

***

O que seria do mundo

Na falta do educador

Que leva à sala de aula

Conhecimento e amor

Muitos acham ingrata

A profissão de professor.

***

Neste dia tão importante

Data de muita alegria

O professor é reverenciado

Com afeto e simpatia

Num momento de carinho

Merecida honraria.

***

Se não for pedir muito

Pedindo apenas um pouco

Governos e governantes

Olhem para o seu povo

Remunerem os professores

Para a educação sair do sufoco.

***

Dentre as profissões

É a de maior precisão

Educar os alunos

É a principal missão

Fazendo as mudanças

Para a nossa evolução.

***

O dia é do professor

Quinze de outubro é a data

Ocasião para refletir

Dentro e fora da sala

No que queremos para a vida

E para a nossa jornada.

***

Quero aqui externar

Meus votos de agradecimento

Aos professores do Brasil

Com grande merecimento

Por ser propulsor do progresso

E disseminador do conhecimento.

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Fazendo valer o voto – História de Sertanejo

out 15 2016 Published by under Contos, Vídeos

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Fazendo Valer o Voto

Outro dia desses um rapaz veio, até a mim, procurar conversa. Sou da roça, do Sertão da Bahia, gente simples, contudo de grande sabedoria, esta conquistada na minha longa jornada pela vida. Ele logo me acusou que eu tinha vendido meu voto. Estranhei a acusação. Vendi meu voto? Que eu me lembre bem, nunca vendi voto algum. Sempre voto nos amigos, isso não escondo de ninguém. Pra que esconder? Se não for amigo meu, voto não tem em minha casa, não. Vou votar em estranho? Voto não. Sou louco! Só voto em amigo. Nesta eleição, o amigo meu, amigo do peito, amigo de todas as horas, já passou aqui em minha humilde residência para tomar um cafezinho e jogar um pouco de conversa fora. Recebi sua pessoa com muito respeito. Amigo que é amigo quando nos visita traz um presentinho. Ele me deu um fogão novinho, o meu estava velho, já tinha quatro anos de uso, presente dele no outro pleito. Minha mulher recebeu um bonito vestido. Minha filha, santa moça, irá se casar no próximo sábado, deu a ela a banda para a festa de casamento. Um amigo desse a gente tem que preservar. Cinco votos aqui em casa, todos dele. Quando o telhado aqui precisa de reparo, quem me ajuda? O amigo. Quando preciso ir ao médico, quem me serve? O amigo. Eu nunca na vida pensei em ter um amigo assim. Para falar a verdade, nem meu pai era assim comigo. Outro dia desses, o candidato da outra chapa veio à minha humilde residência. Recebo todos bem. Ele me pediu os votos. Disse que arranjaria um. O guloso achou pouco, queria tudo. Desconversei. Ele tomou café, comeu bolo e foi embora. Sequer deixou um quilo de sal como presente. Vou deixar meu velho amigo para me lascar encostando-se a mandacaru espinhento? Sou da roça mais não sou besta. O amigo voltou a jogar em minha cara que vender o voto é crime. Eu não tenho loja para vender nada. Vou repetir: só voto em amigo. Se for meu amigo, receberá meu voto, se não for, vá procurar outro para encher o saco. Disse também que eu tenho que votar com consciência. Não entendi muito bem o que ele quis dizer. Será que ele pensa que eu tiro o cérebro para votar? Acho que aquele cabra é contra meu amigo. Quer que o partido dele ganhe para ficar na carne seca com farinha. Oh bicho danado! Depois que passa a eleição, todos somem, desaparecem. Eu só tenho a recorrer aos amigos. Não adianta, juiz pode me pressionar, a polícia pode tentar me coagir, mas se não for meu amigo, prefiro votar em branco. Para finalizar esta conversa, preciso providenciar os preparativos para a festança do casamento da minha filha. O amigo foi o primeiro a ser convidado. Amigo bom a gente nunca se esquece.

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A coragem de um amigo – História de Sertanejo

out 12 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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A coragem de um amigo

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A coragem está no homem

A força também está

Para vencer a situação

O homem precisa lutar

Sem medo dos obstáculos

Para glória alcançar.

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Nos olhos a vontade

Nas palavras a esperança

Com muita determinação

E também confiança

O homem seguiu tranquilo

Em busca de bonança.

***

Vencer o invencível

Foi a meta na vida

Padeceu dores cruéis

Na sofrida e pesada lida

Agarrado pela correnteza

Tombou pela divina justiça.

***

Aos amigos de jornada

Um sentimento deixou

Mesmo fragilizado na carne

Grato suportou

Para o céu se foi

Morar ao lado do Senhor.

***

Esta é a lembrança que tenho

De um amigo companheiro

Que partiu para o outro plano

Lutando feito guerreiro

Cumpriu com a sua missão

Para agora evoluir noutro reino.

***

Ficou dele o mágico sorriso

Pelos campos deixou alegria

Embelezado pela coragem

Distribuiu aos amigos simpatia

Nos corações dos parentes

Fertilizou com a mais pura magia.

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Puxa Saco – História de Sertanejo

out 12 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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História de Puxa Saco

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Nos atuais dias

Rico anda culundriado

Se senta em uma mesa

Vinte cabras arrodeados

Colocaram até apelido

São os famosos puxa saco.

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Essa história de bajulação

É algo que seduz

Para se ter uma ideia

Bem antes da famosa cruz

Doze homens se sentaram

Para servir Jesus.

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Ouvir isso de um ébrio

Homem irreverente

Matuto por natureza

Chamou bate de frente

Na palavra é gênio

Pois tem um gogó quente.

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O Sertão está em mim – Poema

out 09 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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O Sertão está em mim

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A terra arde em fogo brando e constante

Queima o solado dos pés ásperos

Sertão das estações definidas

Prados de cabras arretados

Aromas de terra molhada

Suave gosto dos frutos adocicados.

***

Atiça a imaginação um lugar assim

Suas flores são doces como as cores

Seus frutos com sabores aromatizados

Raízes profundas a penetrarem n’alma

Dia de verão sempre iluminado

Clima que preconiza a suave calma.

***

Da terra brotam robustos seres

Da terra nascem imponentes árvores

Da terra germinam o sustento

Da terra cresce um aguerrido povo

Da terra para terra sempre

Da terra fértil para um ciclo novo.

***

Sertanejo nasceu no Sertão

Homem que não foge à labuta

Cresceu na dificuldade do torrão

Com bastante fé e luta

É nesta terra o aguerrido leão

Que só mesmo Deus o julga.

***

O artista nato canta seu lar

Enaltece as belezas pujantes

Com doces palavras faz soar

Notas finas e delirantes

Para toda eternidade exaltar

Sua pátria fulgurante.

***

Por isso declamo minha terra

Um paraíso chamado Sertão

Amor de filho grato

Que badala no coração

Sentimento puro e sincero

Mais forte até que a paixão.

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Música – Paramirim sou louco por ti

out 08 2016 Published by under Músicas, Vídeos

Fizemos uma singela canção para homenagear nossa querida e bela Paramirim. A música é intitulada: “Paramirim sou louco por ti”. Nosso presente ao aniversário de 138 anos de emancipação política da nossa cidade.

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Paramirim sou louco por ti

Paramirim no meu coração

Paramirim de muitos encantos

Paramirim é pura paixão

Paramirim terra primeira

Paramirim uma canção

Paramirim ave fagueira

Paramirim minha vereda

Paramirim o meu sertão.

Bis

Viva Paramirim

Viva, viva, viva Paramirim

Vivo nesta terra

Pintada por Deus

Amada por todos

Com muita emoção.

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A Importância da Leitura – Meu Amigo O Livro

ago 10 2016 Published by under Crônica, Vídeos

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Lição para a vida

Quando lhe encontrei, coisa estranha, linhas e mais linhas, letras aos milhares, uma porção de páginas. Quando lhe encontrei, não foi amor à primeira vista, obrigação, sim, a mim imposta. Quando lhe encontrei, como quis fazer uso do fogo, ou de um lago profundo e escuro. Quando lhe encontrei, uma tempestade, o fogo do Sol a me queimar, corda para amansar o instinto deste burro bravo e ignorante.

Comecei a percorrer minha estrada solitária, sem gosto, sem prazer, executava uma obrigação, era ao meu espírito um calvário cruel. De início, confesso-lhe que foi complicado, arranhava, pulava, não entendia, voltava, tentava seguir, a cabeça, literalmente, fervia, latejava e doía. Como tinha uma tarefa a realizar, como gosto de cumprir com o dever, prosseguia, vacilante, com minha pesada cruz incrustada na mente em desalinho.

Da aspereza dos polos, aos poucos não é que brotou um sentimento nobre, a revolta se converteu em amizade, com o tempo se transformou no mais puro e singelo amor. Amava aquele objeto, queria tê-lo constantemente, apaixonado ia para cama e acordava ao lado dele, união das duas partes em um todo. O costume moldou-se um novo hábito. Inimigos mortais no passado próximo, tornamo-nos amigos fiéis. Eu sempre ouvidos, ele sempre com palavras a me orientar.

Hoje perco tempo contemplando meu sucesso. O que seria de mim na sua falta? Como esse amor me fez mudar, não direi da água ao vinho, mas da lama à suavidade da chuva. O frescor da água, a limpidez, o cheiro sem cheiro, a cor sem cor, algo inexplicável, algo incomparável. Cresci e agradeço ao meu Professor, vários Professores, cada um à sua maneira, com o seu jeito particular de nos ensinar, de nos propor soluções até então estranhas a nós.

Falo dos milhares de professores mudos que vagam pela Terra, muitos perdidos nas estantes, prateleiras, malas, bolsos, livrarias, bibliotecas… O que dizer do poder impactante do Livro. Que sabedoria. Mudo por natureza, pronto a ensinar quem seus códigos conseguem decodificar. As carreirinhas de palavras a formarem enunciados, a dizer o que não conhecemos e o que já nos foi dito de uma nova maneira.

O gosto pela leitura se inicia quase sempre por imposição ou necessidade, com o tempo o dever passa a familiaridade de um ente querido, com mais idade vira obsessão, um amor eterno. Feliz do ancião que traz na amizade do dia a dia a companhia salutar dos livros.

Amar os Livros, para obter a sabedoria.

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Vídeo em fotos dos festejos de Santo Antônio 2016 em Paramirim

jul 06 2016 Published by under Vídeos

Paramirim Bahia

Fizemos um relato dos treze dias dos festejos em louvor ao padroeiro forte Santo Antônio em Paramirim 2016. Belas imagens que revelam uma cultura forte e pujante. Preservar nossas tradições é de suma importância para o nosso povo e para o nosso município.

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Festa de São João é pura tradição no interior do Nordeste

jul 06 2016 Published by under Vídeos

O mês de junho para o Nordeste brasileiro não tem igual, é único, é mágico, é de muita festa e alegria. São três divindades homenageadas: Santo Antônio, São João e São Pedro. Dos três o que mais recebe honrarias é o São João, todas as cidades do interior baiano comemoram com muita folia esta data. Vinte e três e vinte e quatro de junho, o segundo Natal para o Sertão. Na véspera, dia 23, muitas residências têm em frente da porta de entrada uma fogueira, tradição que vem de longas datas. Muitas cidades possuem no currículo cultural realizar o forró na praça, contratam bandas e forrozeiros para animarem, geralmente, as noites frias de inverso. A transformação é gigantesca, a culinária muda completamente, o prato principal é a leitoa assada, acompanhada é claro pelos licores com os mais diversos sabores. Pipoca, caldos, amendoim e canjica fazem parte do repertório variado desta época. Os jovens, e também os adultos, ao pé da fogueira se divertem com os fogos de artifícios, um show de cores e sons. A dança que mais se ver, além do forró, ou rala bucho assim também conhecido na região, são as apresentações das quadrilhas juninas, um espetáculo da nossa cultura popular. São João é tempo de reunir a família para festejar a fartura do campo, muito se perdeu no decorrer dos anos, o que não se perde nunca é a alegria para festejar a mais calorosa das datas festivas do nosso querido e autêntico Brasil. Sertanejo que se preze ama e vive com ardor o São João.

Viva os três Santos!

Viva São João!

Viva Santo Antônio!

Viva São Pedro!

Viva o Sertão!

Viva, viva, viva com intensidade o mês junino

Pois ele é de farto forró e muita animação.

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