Archive for the 'Poesia' category

Falando do Amor

fev 22 2015 Published by under Poesia

Falando do Amor

*

Amor é desejo que queima e cobra

É cobertor que protege e afoga

É compaixão pelo irmão que chora

Labaredas crescente que no corpo se acomoda

Mar manso de satisfação as almas que olham

Mãos estendidas a dor da desilusão

Sentimento que se expressa nas formas

Pulsa em ondas invisíveis

Pelos poros do ser brota

Contagia e se deixa enfeitiçar

Machuca com seus caninos a carne

Ao mesmo tempo cola

Para o amor sempre as flores

As mais doces palavras

Do cosmo todas as belezas

Poesia e exaltação

É sequência, é ritmo, é ordem

Não machuca

Prolifera

Os opostos nele se unem

Na sua eternidade é deus

Não morre.

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Alguém especial

jan 03 2015 Published by under Poesia

sol-na-janela

Alguém especial

*

Quando eu acordo de manhã

Vou à janela

O sol aos meus olhos se abre

Como o encanto da flor ao beija-flor

São notas de um violão sem cordas

Um espetáculo

Um show

Quando eu acordo de manhã

Que sinto que estou vivo

Procuro por uma foto

No armário

Dentro dos livros

Não a achando

Encontro-me perdido.

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Consciência

nov 14 2014 Published by under Poesia

Consciência

*

Olhei

Senti

Escutei

Falei

Com consciência:

Da ilusão do mundo

Da vida sem fundo

De que pouco ganhei

Da verdade que amo

Da mentira que falo

Do nada que sou

Do mundo que invento

Da dúvida faminta

Que nos lança ao abismo

Que nos faz mecanismo

De algo sem controle

De perguntas e respostas

Da ideia firme

De que não entendo

De que nada sei.

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Um pouquinho da gente

ago 31 2014 Published by under Poesia

Um Pouquinho da Gente.

***

Hoje, o que você fez?

Nada.

O que você fez ontem?

Nada.

Na semana passada, o que você fez?

Nada.

O que você fez no mês anterior?

Nada.

Seu rosto são seus passos

Portanto

Nada vezes nada

Igual a nada

Fazer o quê, seu Nada?

A sua resposta já conhecemos

Nada.

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Ensinamento de Deus

jun 28 2014 Published by under Poesia

Estava tão desanimado com o trabalho, só pensava asneiras, Deus me deu como presente e como forma de meditação uma desagradável doença, passei a dar mais valor ao suor do meu labor, pois é melhor que ficar sobre uma cama a gemer de dor.

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A Cruz

jun 19 2014 Published by under Poesia

Jesus-Cruz

A Cruz

*

Que madeiro é este?

Símbolo de fé

Símbolo de dor

Símbolo de devoção

Símbolo de morte

Símbolo de ressurreição

Um pau cruzado por outro

Erguido ao alto

Uns choram

Outros gargalham

Uns olham

Outros passam

Muitos oram

Sob o peso um ser triste chora

Lágrimas de fé

Lágrimas de dor

Lágrimas de devoção

Lágrimas de morte

Lágrimas de ressurreição

A cruz se enfeitou

O brilho do Cristo

Intenso, forte, grande

Ao madeiro passou

Força essa que nos cativou.

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A Beleza da Rosa

jun 05 2014 Published by under Poesia

A Beleza da Rosa

*

Há beleza pelos cantos

Pelos rostos

Pelos corpos

Nas rosas do jardim

Nas flores do campo.

*

- Que perfeição! – elogia o jovem.

- Pena que não posso dizer o mesmo de você – retribui a orgulhosa adolescente.

- Mesmo as rosas com toda a sua beleza, se não tomarmos cuidado, ferimo-nos com os seus afiados espinhos – sentencia o sábio rapaz.

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Um fio de vida

mai 19 2014 Published by under Poesia

Um fio de vida

A vida é um fio

Frágil

Fino

Alongado

Um fio tênue

Resistente

Grosso

Encurtado

Um fio de água

Vulnerável

Disforme

Azulado

Um fio

Que como um rio descamba

Que como um fio se teia

Fio de náilon

Fio de aranha

Traça a aurora

Borda o meio dia

Costura o perecer

Tudo e todos andam

Sobre o ar do picadeiro

Na luz da navalha

Com medo

Tomado por duvidas

O fio acelera

Corre

Pula

Vira

Sobe

Desce

Em fim

Para.

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Falando do Amor

mai 14 2014 Published by under Poesia

amor

Nasce o amor como brota uma flor

Não importa o terreno

Se há chuva

Ou uma boa mão para cuidar

O Amor é reticências

Uma interrogação gostosa sem explicação

Muitos na pura alegria cantam-no em exclamações

Para descrevê-lo quantos travessões são necessários?

Amor, dois pontos

Saudade, carinho, apego, três pontos

“O amor é fogo que arde sem se ver”

Aspas, pois já dissera o brilhante Poeta

Com as palavras até tentamos

Chegamos apenas ao começo do primeiro parágrafo

O trabalho é árduo

O papel branco se torna um obstáculo

O amor escorrega feito sonhos perdido no acaso

Brilha aos olhos com grandiosidade de um astro exuberante

O amor é uma daquelas palavras que mesmo usando um dicionário não conseguimos entender

O antônimo dela simplesmente não germinou

Para o amor apenas temos as estrofes rimadas

As poesias declamadas

E os belos contos de fadas

Para o sujeito o cosmo

O infinito sideral

Pois neste texto não cabe nunca

Intensifica o advérbio

O maldito ponto final.

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Homenagem as Mães

mai 11 2014 Published by under Poesia

Hoje trago a ti, minha Mãe

Pétalas de gratidão

Orvalho de ternura

Raios de amor

Entrego-te meu coração

A terra é pouca

O céu é pouco

O mundo é pouco

Tudo é pouco pelo tanto que tens devotado por mim

Pelos cuidados

Pela educação

Pelo carinho

Pelo amor

Pelo pão

Obrigado, minha querida Mãe

Obrigado por existir

Obrigado por gostar de mim

Mais uma vez, obrigado

Obrigado tantas vezes for preciso

Tantas vezes necessário

Que Deu ilumine tua vida

Proteja teus passos

Parabéns pelo teu dia

Que a paz

A ternura

O amor

A alegria

Envolva-te no manto sagrado da mais pura magia

Coragem

Afeto

Empenho

Um beijo no rosto

Um sorriso

Um abraço

Outra vez, obrigado

Mais uma vez

Tantas vezes

Ainda é pouco

Obrigado.

Feliz Dia das Mães.

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