Archive for the 'Poesia' category

Lembranças do Meu Sertão

mar 02 2016 Published by under Poesia, Vídeos

Comments are off for this post

Música em homenagem a Romaria de Canabravinha

jan 29 2016 Published by under Músicas, Poesia, Vídeos

canabravinha-do-alto-1

O Site Focadoemvoce.com vai chegando ao seu décimo ano de criação. A data de aniversário coincide com a Romaria a Canabravinha, foi naquele festa, no ano de 2006, que demos os primeiros passos com o nosso projeto. Crescemos juntos; olhando para as postagens daquele começo, percebemos que com o estudo, com a vontade, com a dedicação foi se aprimorando a técnica. A vida só tem sentido quando temos um sonho, um caminho a seguir, um vazio a ser preenchido. Fizemos esta canção em homenagem a Romaria de Canabravinha, em referência aos dez anos do Site. Como já afirmamos em outras postagens: “Quem escreve poemas, compõe músicas”. Não somos profissionais em nada, o que gostamos são dos nossos próprios desafios. A vida segue, o caminho também, já estamos idealizado novos projetos. Esperamos que gostem do nosso trabalho exposto aqui, caso não esteja à altura do ilustre visitante, paciência, pois colocamos o máximo de nós na obra em si. Canabravinha merece ser reverenciada sempre.

Assista ao Vídeo da Música Romaria a Canabravinha:

Música – Romaria a Canabravinha – Por Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill)

Ô Romeiro não se esqueça

De primeiro de fevereiro

Vamos a Canabravinha

Na festa da Padroeira.

Bis

Nossa Senhora da Graça

Mãe eterna de nossos vidas

Proteja os visitantes

E dê a eles muita alegria.

Bis

Peça a ela um pedido

Faça a ela uma promessa

Espere por suas graças

Acompanhe nossa reza.

Bis

Canabravinha é uma terra

Abençoada por Deus

Nossa Senhora da Graça

Abençoa o filho meu.

Bis

Vamos, vamos, minha gente

Aplauda com maestria

O boi e os caretas

O querido e a querida.

Bis

A Lira, a Filarmônica

A nossa Bandinha

Todos agricultores

Da nossa Canabravinha

Bis

O vigário diz amém

O leilão vai começar

O mastro lá vem vindo

Com os fogos a estourar.

Bis

Para encerrar a festa

Os devotos em procissão

O andor levado ao alto

Muita fé e devoção.

Bis

Agora daremos adeus

E o próximo ano esperar

Para voltar a Canabravinha

E a Santa adorar.

Bis

Comments are off for this post

A efêmera beleza da beleza

out 10 2015 Published by under Poesia

flor

A efêmera beleza da beleza

***

No ar boia a beleza ilustrada no perfume doce da primavera

Pigmentos de várias tonalidades esculpindo formas perfeitas

A magia de um momento singelo e angelical faz visível

Uma flor com todo o poder natural se sente vaidosa

Narciso que se idólatra constantemente explode no ser

Poderosa atrai uma passível vítima inocente faminta

Feliz pelo sucesso do nascimento não consegue pensar

Vive a glória de um astro de luz ao redor de entulhos

Deseja os olhares de todos por algo que herdou

Logo a corte de um beija-flor se consuma

Feliz se deixa possuir por beijos estranhos

O pássaro saciado sai a voar alegre pelo espaço

Pobre flor, pobre ser que caiu conquistada pelo amor

Sem néctar apodrece no insucesso por ter germinado flor

 Efêmera como um rio não perene cortado pela seca

Deixa-se ver suas pétalas soltarem ao vento

Por onde anda sua beleza, Narciso?

Já não és mais uma flor?

Apenas um talo em fase de decomposição

Um cadáver de um busto que um dia brilhou

Tudo passa tão rapidamente que nem sequer se nota

Hoje tudo e os olhares e as atenções

Amanhã uma interrogação muda e cega de uma triste lembrança

Pelo ar boia as lembranças de um passado risonho

Pelo céu vibra a realidade da beleza contraída a uma bruxa

Pobre flor que tocada pelo amor encontrou a morte

Gozou alguns momentos puros de felicidades

Padeceu humilhada pelo vexame da Lei

Nosso orgulho de um dia de sol transforma-se

No medo medonho de uma noite sem estrelas

A beleza não se sustenta por si só

A matéria corrosiva das substâncias age

A princesa se curva a sapa

O príncipe ganha traços de morcegos

O belo por um instante badala aos quatro cantos

Agudos suaves de uma extraordinária canção

Breve como um precipitar de uma gota no mar azul

Em segundos some para sempre

Por ser extraordinário carece ser breve

Rápido como um toque do vento no rosto.

Comments are off for this post

Poesia de Cordel a Paramirim

set 19 2015 Published by under Cordel, Poesia

Poesia de Cordel a Paramirim

***

Paramirim é minha terra

E não tem outra igual

Nasci as margens de um rio

Dentro de um arraial

No terreiro dos Ribeiros

Na sombra do juazeiro

Em um abraço fraternal.

***

O rio pequeno desce a serra

Rasga o monte em cachoeiras

Fertiliza com suas águas

A terra endurecida e seca

Do lindo vale do Paramirim

Que é lindo para mim

Como uma ave fagueira.

***

Antônio padroeiro

Protetor inteligente

Paramirim pulsante

Nos seus olhos atraentes

Aurora de um dia

Bate forte e irradia

O amor por esta gente.

***

A luta do seu povo

Fez nascer uma barragem

O sonho da agricultura

Murchou por falta de vontade

Cheio o lago do Zabumbão

Padeceu a roça de feijão

Sobre a anemia da coragem.

***

O folclore colorido

No bumba-meu-boi estampado

Nas procissões dos festejos

Nos sons dos reisados

A cada dia desaparece

A alegria se esquece

Pois não são mais representados.

***

Um município de luz

Uma cidade abençoada

Com a Pedra da Santana

Na Cachoeira do Catuaba

O Balneário a correr

O povo a se satisfazer

Nas várias fontes de água.

***

O que dizer de ti, Paramirim?

Quais palavras devo usar?

Sou grato digo e repito

Com frases vou expressar

 Cheias de aromas e mel

Incrustadas no papel

O amor por ti exaltar.

Comments are off for this post

Minha casa encontra-se bem ao pé da serra

jul 30 2015 Published by under Poesia

casa-no-pe-da-pedra-branca

Sou da roça,

Sou do mato,

Moro no pé da serra,

Aqui os passarinhos cantam alegremente,

Aqui o sol nasce sobre o monte,

Aqui o riacho passa no quintal,

A vida segue lenta,

Os dias correm fagueiros,

As horas são como pétalas de luz,

Os minutos são fagulhas de felicidades,

Os segundos se transformam em mel,

Tudo cheira mato,

Gosto suave dos aromas salutares do campo,

Aqui sou mais eu,

Aqui sou feliz,

Aqui é onde moro,

Neste rancho foi onde nasci,

Se existe outro lugar melhor,

Juro que ainda não o conheci.

Comments are off for this post

Sertão Nordestino

jul 27 2015 Published by under Poesia

sertao-nordestino

Sertão Nordestino.

***

No meu Sertão nasci

No meu Sertão quero morar

No meu Sertão cresci

No meu Sertão vou repousar.

Sertão, Sertão, Sertão

Coração, Coração, Coração

Mandacaru, Umbuzeiro, Juá

De todos os cantos igual a ti não há.

Meu Sertão querido

Querido Sertão meu

Meu Sertão querido

Querido Sertão meu.

Oh! Sertão de meus pais

Oh! Sertão meu

Oh! Tamanho amor

Que o mato Oh! enverdeceu.

A casa e o curral

O roçado e as palmas

A cerca de Quiabento

O chiqueiro de varas.

Sol a pino doí

A enxada não cava

A água se foi faz tempo

Benesses da temporada.

Sertão, Sertão, Sertão

Alma, corpo, pão

Alegria nos lábios

De chuva na estação.

Comments are off for this post

Quando a morte chegar, a porta estará aberta para visitas

jul 19 2015 Published by under Poesia

Quando a morte chegar, a porta estará aberta para visitas

***

Quando a morte tocar a sua pele

O calor sumirá

O frio passará

O chão a carne comerá.

Quando a morte tocar seus olhos

O brilho dissipará

A luz passará

A cor da vida se perderá.

Quando a morte tocar seus membros

Seus dedos não movimentarão

Suas pernas não mais andarão

Suas mãos uma sobre a outra repousarão.

Quando a morte tocar seus pulmões

O ar lhe faltará

O sangue se intoxicará

A voz se abafará.

Quando a morte tocar seu cérebro

Seu passado evaporará

Sua vida desaparecerá

O seu corpo o caos operará.

Quando a morte tocar seu coração

O amor se suicidará

O rancor partirá

A sua vida como uma linha ficará.

Quando a morte tocar de leve

Um arrepio de baixo para cima lhe tomará

Um pavor assombroso lhe abraçará

Uma sensação de derrota lhe magoará.

Quando a morte tocar a campainha

Se tem pernas corra

Se tem coração saiba dizer não

Se gosta mesmo da vida

Sorria

Pois quando a morte tocar

Estando preparado ou não

Se despediu ou não

Estando de acordo ou não

Ela apenas toca de leve

O restante todo mundo já sabe:

Caixão e vela preta.

Comments are off for this post

A arte em si

jun 16 2015 Published by under Poesia

A arte em si

Um pincel; no rastro dos seus pelos, as cores; sobre o teto, o azul celeste; no rodapé, o marrom do chão; riscos germinam pássaros; do amarelo aparece o sol; no vai e vem do instrumento nasce das mãos do artista um mundo puxado pelo carrossel da imaginação.

A voz, nas ondas suaves vibra o som; o dó se estende ao lá que busca o sol em sequência harmônica; nas rimas das palavras se encadeiam sonoridades, os versos soltos voam em alegria, ouvidos absorvem a suave melodia das cordas, o tempo passa e a música permanece viva.

As palavras, na folha branca deita-se a mão, o lápis corre ligeiro a depender do fluir, serras e depressões vão ficando, os códigos do além da mente aparecem ao sabor delicioso da vontade, pouco se diz muito, muito pode não representar nada, polissêmica nas suas extremidades.

O tato, adestradas as mãos, famintas por formas, do barro ergue-se o pensamento, um jarro, uma moringa; na madeira se entalham formas, o homem no seu movimento se passa por deus, estátuas e monumentos vão crescendo ao cheiro doce da vontade.

Enraíza pelos poros, a arte, cresce em beleza, ganha traços de filosofia; educa os olhos cegos, cria gosto as cordas vocais de muitos, borda sentido na existência, suavizando as arestas tortas do ser.

Se a arte não muda, se o mundo se faz de arte, o bicho artista se eleva, sonha e delira em criações, desgasta com o seu dom e a sua vontade a ferrugem ácida que o enrola.

Suavizar a harmonia, ajustar ao máximo a corda do criar, pouco a pouco na labuta de limar o torto, passo a passo começa a cavalgar sobre a linha reta de certa perfeição.

O artista casando da mesmice, incomodado com o que apenas conhece, luta dia e noite, morre se for preciso, sempre alimentando a vontade de dá forma ao belo raro.

Comments are off for this post

Falando do Amor

fev 22 2015 Published by under Poesia

Falando do Amor

*

Amor é desejo que queima e cobra

É cobertor que protege e afoga

É compaixão pelo irmão que chora

Labaredas crescente que no corpo se acomoda

Mar manso de satisfação as almas que olham

Mãos estendidas a dor da desilusão

Sentimento que se expressa nas formas

Pulsa em ondas invisíveis

Pelos poros do ser brota

Contagia e se deixa enfeitiçar

Machuca com seus caninos a carne

Ao mesmo tempo cola

Para o amor sempre as flores

As mais doces palavras

Do cosmo todas as belezas

Poesia e exaltação

É sequência, é ritmo, é ordem

Não machuca

Prolifera

Os opostos nele se unem

Na sua eternidade é deus

Não morre.

Comments are off for this post

Alguém especial

jan 03 2015 Published by under Poesia

sol-na-janela

Alguém especial

*

Quando eu acordo de manhã

Vou à janela

O sol aos meus olhos se abre

Como o encanto da flor ao beija-flor

São notas de um violão sem cordas

Um espetáculo

Um show

Quando eu acordo de manhã

Que sinto que estou vivo

Procuro por uma foto

No armário

Dentro dos livros

Não a achando

Encontro-me perdido.

Comments are off for this post

Older posts »