Archive for the 'Poemas' category

Um dia triste

mai 15 2015 Published by under Poemas

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Um dia triste

***

Hoje eu acordei

Mas antes não o tivesse

Hoje eu andei pela praça

Mas não sentir nada

Hoje eu tirei fotografias

Mas todas sem luz

Hoje eu tomei banho

Mas ainda me sinto sujo

Hoje eu sorri

Mas não me lembro mais

Hoje eu li um clássico

Mas estava sem sal

Hoje foi um dia daqueles

Mas venci com firmeza

Hoje passou rápido

Mas tristemente

Hoje fez frio e ventou bastante

Mas no entardecer o sol brilhou

Hoje, sempre hoje

Mas… espere um pouco!

Hoje escrevi este poema

Mas…

Chega de tantos más!

Hoje por tudo isso

Mas com todos os más

Hoje ainda assim foi muito bom viver.

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Os últimos passos de Jesus

abr 05 2015 Published by under Poemas

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Os últimos passos de Jesus

***

Um Galileu se diz rei

Senhor da terra e do céu

Qual o nome do infame?

Sabemos ser Cesar o rei

Dizem que ele cura

Restitui a visão aos cegos

Faz andar os aleijados

Qual o nome do impostor?

Jesus o Nazareno

Filho de um carpinteiro

José e Maria são seus pais

Um filho de Nazaré?

Como pode ser um rei?

Onde estar seu reino?

Há soldados a seu redor?

Sem terras e sem soldados

Todo rei tem soldados

Impostor isso ele o é

Legiões o acompanham

Ameaças a Roma

Tragam Jesus até a mim.

*

Trinta denários por um rei

Um dos amigos traidor

Traído com um beijo

Amargurado na alma

Seguiu o caminho de dor.

*

Por três vezes negará

Antes que o galo cante

Não és como uma rocha?

Irmão, Pedro, a estrada

Possui espinhos e pedras

O suor será de sangue e fel

Vacilar o corpo vai

Mas a alma seguirá.

*

Jesus o Nazareno!

És tu soberano rei?

Meu reino não é palpável

Não é ele deste mundo

Onde estar sua pátria?

Cadê seus seguidores?

Um rei possui soldados

De terras faz um reinado

Por que eles não o defendem?

Há paz na casa do pai

Moradas existem várias

Levar-te-ei a julgamento

Mesmo não vendo em ti mal

Seu povo decidirá.

*

Na Páscoa um prisioneiro

É libertado por mim

Povo de Roma, hoje

Diante os vossos olhos

Postos dois prisioneiros

De um lado Barrabás

Lá Jesus de Nazaré

Por ser Páscoa um deles

Vocês o libertarão

Solte Barrabás ou Jesus?

Liberdade a Barrabás!

Liberdade a Barrabás!

Teu povo te trai, Jesus

Crucifique o impostor!

Crucifique o impostor!

Liberdade a Barrabás!

Liberdade a Barrabás!

Na água lavo-me as mãos.

*

Tragam ao rei uma coroa

Um rei que não tem terra

Nem tampouco soldados

Uma coroa de espinhos

Agora sim és um rei

Soldados, o chicote!

Batem uma, duas, três vezes

Com mais força, soldados

Quero ver o sangue jorrar

Um pagamento justo

Roma pune os infiéis

Soldados, tragam a cruz

Ao dono lhe dê o prazer

De leva-la ao Gólgota

Batam mais fortes, homens

Esfolem o falso rei.

*

Pelas ruas levava

Pesada e forte cruz

O povo em gargalhada

Aplaudia o sufrágio

Berravam feitos loucos

Gritavam impropérios

Jesus em chagas vivas

Seguia o caminho de dor.

Pacato e quieto

Revertido em lágrimas

Triste e desolado

Sozinho marchava ao fim

Um ser quis ajuda-lo

Tomou-lhe a cruz dos ombros

Cada qual carregue a tua

O homem vacilante

Tendo o corpo cansado

De pé em pé andava

Para o ponto mais alto

Cumprindo a Escritura

Seria na cruz pregado.

*

Sobre o morro do terror

Cruzes em pé alertavam

Que homens lá padeciam

Em um lugar sem amor

Jesus jogado na cruz

As suas mãos esticadas

O primeiro prego varou

Um gemido pulsante

Sangue bastante sangue

Vazou no ferimento

Voltou a marreta lançar

Para empurrar o prego

O segundo em segundo

A mão e a madeira

Num golpe só trespassou

Grito mudo e calado

Aumentado tão logo

Nos pés outro prego varou

Posto ao alto a cruz

O Homem teve sede

Vinagre o fez tomar

Com uma lança um furo

Soldados se alegrando

Outros dois homens tristes

Breve fecharão os olhos

Um pedido a ele fez

Amavelmente disse

Ao chegar ao seu reino

Não se esqueça de nós

Se com um ramo verde

Fazem o que fizeram

O que farão com um seco?

Senhor Deus, perdoai-vos

Pois não sabem o que fazem.

*

Os olhos de dor e paz

Fecharam para o mundo

Levando o Cordeiro

Deixando a esperança

Nossa Terra perdida

Um caminho encontrou

Nas palavras do Cristo

Na fé do nosso Senhor

O sol que agora brilha

Alimenta os pássaros

Fortalece as flores

Ilumina o caminho

Para que os humanos

Confiantes percorram

Vencendo a si mesmo

Eliminando o rancor

Do coração doente

Egoísta e avaro

Enraizando em seu solo

Paz, ternura e amor.

Fonte da Foto: Google.

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O Terrorismo Humano

jan 28 2015 Published by under Poemas

fome

O Terrorismo Humano

***

Oh Deus grande! o que fazer?

Somos vítimas do medo

Reféns do maldito terror

Homens matam em seu nome

Oh Deus, todo poderoso

Aos poucos matamos o amor.

***

Oh Deus, quanto vale a vida?

Para muitos pouco custa

Pessoas cultivam o rancor

Sem rota, cansados, andam

Oh Deus! pai bondoso e justo

Conceda-nos um bom pastor.

***

Oh Deus, que é paz e ternura

Cabeças caem feitas a umbus

Mulheres afogam no pavor

Crianças perdidas vagam

Oh Deus, dê fim a agonia

Governe-nos com leis e rigor.

***

Oh Deus, conhece seus filhos?

São seres verdes e impuros

A maldade é seu gestor

Adoram as trevas a luz

Oh Deus, onde foi seu erro?

Do todo feito o que faltou?

***

Oh Deus, da vida e da morte

Para que tanta loucura?

Mancha negra o dedo pintou

O amargo tingiu a obra

Oh Deus, do Céu e da Terra

A sua luz a fera borrou.

***

Oh Deus, olhe aos desvalidos

Guie os filhos ao certo passo

Amenize o desamor

Restitua a paz ao mundo

Oh Deus, não nos abandone

A cruz pesada é o que restou.

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Nada no desespero do Nada

jan 09 2015 Published by under Poemas

nada

Nada no desespero do Nada

*

O homem lançado à correnteza nada

Nada, nada, nada, no rio

Na mente dos governantes nada

Nada, nada, nada, no lago

Nas cidades impera-se o nada

Nada, nada, nada, nos mares

Os artistas pintam, esculpem, escrevem, cantam o nada

Nada, nada, nada, o peixe sem prever a emboscada

O homem sorrir entorpecido ao caos do nada

Nada, nada, nada, as baleias na mira da armada

A criança perdida nos sonhos nada

Nada, nada, nada, o seu querido barquinho

A imaginação logo se transforma em nada

Nada, nada, nada, na transparência da água

Iludido, o ser converte tudo em nada

Nada, nada, nada, na Terra restará

Somente lágrimas de uma vida vazia pautada no nada.

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Subir e Descer

jun 18 2014 Published by under Poemas

Subir e Descer

*

Eu subo

Subo

Para depois descer

Desço

Para depois subir

Subo

Desço e subo

A ladeira?

Desço

A ladeira?

Subo

Na vida?

Subo

Na vida?

Desço

Descer e subir

Sempre

Subir e descer

Nunca

Subindo a ladeira

Penso

Descendo a ladeira

Sonho

Penso para subir

Sonho em descer

Sonho e penso

Desço e subo

Tanto faz

Dar no mesmo

Subir não importa

Descer não importa

Importante é a ladeira

Sem ela

Não há conquista

Nem descida

Nem subida

Nem sentido

Nem vida

Quando há ladeira

Há subida

Há descida

Há tropeço

Tudo gira

No sobe e desce

Da ladeira.

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É preciso caminhar

jun 06 2014 Published by under Poemas

É preciso caminhar

O homem se pôs então

Tateava as paredes

Feria nas pedras do chão

Devagar e tremulo

Andava sem direção.

*

É preciso caminhar

Descobriu-se o alfabeto

Juntando letra a letra

Apareceu o dialeto

Já não precisava grunhir

O mundo ficou completo.

*

É preciso caminhar

Das letras o pensamento

Desse criou-se a prensa

Deixamos de ser jumento

Livro passou a disseminar

Ao povo conhecimento.

*

É preciso caminhar

Fatos andaram a correr

A imprensa grande sábia

Ao cárcere fez prender

Homens vestidos de plumas

Palhaços mostraram ser.

*

É preciso caminhar

De passo em passo dado

Germinou ilustre rede

Com um clique no teclado

Numa tela simples abre

O mundo a ser consultado.

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Colhendo passos e pegadas no caminho da vida

fev 01 2014 Published by under Poemas

passos

Colhendo passos e pegadas no caminho da vida

*

Neste mundo de formas

Onde somos lagartas

Colher passos devemos

Para uma boa jornada.

*

Há passos sabor manga

Pegadas putrefatas

Possui vários sabores

Jasmim, lama e água.

*

Um passo deixa muito

Bem mais que os conselhos

Bons hábitos ao mundo.

*

São iguais aos pastores

Alimenta sem receio

Faz germinar valores.

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Um sol

jan 17 2014 Published by under Poemas

sol

Um Sol

O dia nasceu a todos

Se fosses uma estrela

No céu brilharias

Se fosses uma jaqueira

Nos teus galhos frutos nascerias

Se fosses um verme

No chão rastejarias

Mas se sol nascesses

A terra tu fertilizarias

Com o teu poder

Caminhos tu abririas

Com o teu calor

Seres tu acolherias

Com a tua luz

Cores nas retinas tu pintarias.

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Conselho

jan 10 2014 Published by under Poemas

conselho

Conselho

*

O conselho que vos dou

Não vos dou gratuitamente

Ao mundo apenas dou

Como forma de agradecimento.

*

Conselho nunca se dá

Não havendo pedido feito

Pois conselho sem pedido

É conselho sem efeito.

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O Circo

set 26 2013 Published by under Poemas

circo

O Circo
*
O circo chegou
Vamos ao circo
Teremos calor
E muito sorriso.
*
O circo chegou
Trazendo alegria
Brincadeira e aplausos
E muita magia
*
O circo chegou
Vai ter espetáculo
Globo da Morte
Suspense no palco.
*
O circo chegou
Paraíso de cores
Pureza e encantos
E muitos sabores.
*
O circo chegou
Com ele os mágicos
Apenas um toque
Sonhos se abrem.
*
O circo chegou
No céu acrobatas
Olhos fascinados
Crianças encantadas.
*
O circo chegou
Trouxe palhaços
Contento no rosto
Um mundo encantado.
*
O circo chegou
Serão quatro dias
Jovens e adultos
No trem da folia.

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