Archive for the 'Poemas' category

Um Brasil que Queremos – Mensagem

mar 02 2016 Published by under Poemas, Vídeos

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Poema – Ser Feliz

jan 29 2016 Published by under Poemas

Ser Feliz

***

Se eu estivesse aí

Você seria feliz

Se você estivesse aqui

Eu seria feliz

Se nós estivéssemos ali

Nosso mundo seria feliz

Se não fosse a vida como Deus quis

Ninguém seria feliz.

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Presença Constante

dez 17 2015 Published by under Poemas

Sonhos

Presença Constante

***

Quando te vejo

Por todo o corpo o arrepio

Quando te toco

Relâmpagos reluzem na mente

Quanto te tenho

Aromas pueris emanam de mim

Quando estou longe

Dores fazem-me contrair

Quando me faço em descanso

Os sonhos são logo furtados

Quando tu vais

Trovões ecoam no peito

Quando penso que chegaste

Já te observo partir

Quando não te tinha

Era liberto passarinho

Quando me fizeste apaixonado

Cativo em jaula fiquei

Quando amanhece o dia

Na janela dos olhos apenas ti

Quando não apareces

Perdido estou fora de mim

Quando não mais estiver

Já não mais saberei mais o que fazer.

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Caminhar Vacilante

nov 27 2015 Published by under Poemas

Caminhar Vacilante

***

Anda o senhor a caminhar

Lentamente no prosseguir

Um passo aqui outro acolá

Pisa vacilante um por vez

Medo tem em tropeçar

Falta-lhe forças já perdidas

Anos demais por emperrar

Bengala perna uma a mais

A voz já não sabe mais cantar

Pobre ser que definha e cai

No ritmo daqui para lá

Do peso das primaveras

Rosto todo a murchar

Aos pouco o fruto se esvai

Como o rio querendo cortar

Criança na memória presa

Espírito desejoso em voar

O restante tudo guardou

Mente pesada a falhar

O homem a sina busca

Como o passo que passou

Entrega-se ao calor

Do esquecimento basilar.

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Vídeo da magia da flores

nov 25 2015 Published by under Crônica, Poemas, Vídeos

Cebolinha-de-sapo

Fenômenos naturais estão por todas as partes do mundo estrelar, do simples ovo, aos olhos de quem já se acostumou, ao pinto que apareceu como mágica dentro do estranho objeto. O Sertão aguarda há meses pelas nuvens escuras e pesadas, o sol castiga o solo e as plantas, a naturalidade do ambiente segue seu curso rio sem alarde. Certo entardecer, uma ventania varre a vegetação, o céu limpo se enche de nuvens. O espetáculo vai começar. Todos em seus lugares. O relâmpago clareia o céu, o trovão ronca no alto da serra. O cheiro dos primeiros pingos na terra seca se eleva e corre pelos quatro cantos. Que aroma delicioso, doce, salutar. O barulho da chuva andando, não, correndo a me encontrar faz gelar-me o sensível coração. Os pingos d’águas tocam o chão quente e áspero erguendo poeira, parecem a pegadas de uma tropa de cavalos em disparada. O aguaceiro chega, toma tudo, engole os padecimentos, restitui a vida aos seres. A cartola se abre, dois, três dias e uma ebulição. O mato em galhos descobertos cobre-se de folhas, o capim volta a crescer, os passarinhos cantam felizes, a cigarrinha solta seu agudo hipnotizador. Em alguns lugares, a relva se faz baixa, o lírio do campo em um estalar de dedos forra o ambiente, seu perfume adocicado vaga gostoso pelo ar molhado da evaporação. Quanta beleza nessas florzinhas. O vento de tempo em tempo as agita, bailam em um balé sincronizado. O garoto ao ver tamanha fartura corre e se põe a colher, como vai à escola, na mão leva um lindo buquê branco para a professora. As flores das cebolinhas seguem felizes nas mãos da criança, por onde passa distribui o suave aroma. Como em um sonho de contos de fadas, como as orquídeas, no outro dia já cedo, o campo, outrora esbranquiçado, acorda deprimido, as florzinhas se foram, desapareceram da mesma forma que haviam chegado. O garoto retorna trazendo consigo alguns colegas, triste e sem entender vai à escola sem o ramo de flores. O enredo seguirá até o próximo ano, até a próxima chuva da temporada seguinte. Quem viu as florzinhas da cebolinha-de-sapo viu, quem não as viu ao vivo e a cores somente no próximo ano. Desde criança, todos os anos, após a primeira chuva, corro para o campo para apreciar tais flores e sentir o seu perfume singular, já não as levo mais para presentear minha professora, já não tenho obrigação mais de estar em salda de aula, deixo-as na Natureza, que é a maior e mais sábia de todas as educadoras que já existiu.

Assista ao vídeo dos Lírios do Sertão, ou Cebolinha-de-sapo:

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Música de Vaquejada

Quem escreve versos, com certeza, compõe músicas. Desta forma montei um sugestivo poema em homenagem ao esporte raiz do Sertão, a Vaquejada. Como ando no labor dos treinos para tocar violão, fiz do poema uma música. Não sou profissional em nada, apenas gosto dos meus desafios. Este vídeo é fruto da minha evolução como artista, tanto na filmagem, na fotografia, na escrita e agora na música. Quanto mais eu aprendo, mais desejo aprender. Espero que gostem. Se não gostarem, não faz mal, faz parte.

Música de Vaquejada

***

Sou um vaqueiro experiente

Filho de um nordestino

Vaqueiro de muitas glórias

Seguidor de um destino

De ira atrás de Vaquejada

Derrubando boi na faixa

Com alegria de um menino

***

Solte o boi deixe correr

Solte o boi e não bezerro

Sou vaqueiro afamado

Que trabalha o dia inteiro

Pegar boi pelo cabo

Puxar jogar por lado

Fácil como um carneiro.

***

Quando eu vejo o animal

Saindo pelo portão

O corpo treme todo

Acelera o coração

Disparo o meu cavalo

Pego o bicho pelo rabo

E faço rolar pelo chão.

***

Minha vida é Vaquejada

Sou um homem do Sertão

Nasci comendo cobras

Cresci domando alazão

Tenho mulher, tenho filhos

Vivo sempre em perigo

Por honrar a profissão.

Assista ao Vídeo:

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Lembrança de meu Sertão

nov 17 2015 Published by under Poemas

Paramirim

Lembrança de meu Sertão

***

Minha terra tem Juazeiro

Tem Umbuzeiro e Jatobá

Tem tempo de seca brava

Padecimento muito há

Há também dia de chuva

Sol é que nunca faltará

Com o rosto calejado em suor

Ver o roçado a vida torrar

Este é meu Sertão sofrido

Florido a enfeitar

A morte de todo hora

A casa e o altar

Nasci no meio do mato

Feito mico a saltar

Hoje olho desconfiado

Minha casa desmoronar.

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A Morte chegou

nov 11 2015 Published by under Poemas

A Morte chegou

***

De repente chega ela avassaladora

Sequer tem a coragem de bater à porta

Adentra com porta nos peitos e tudo

O que era e sempre foi já não o é mais

Agora apenas sofrida e lenta tristeza

O dia já não encanta como há pouco

A noite perdeu todas as estrelas a lua

Passarinhos na mensagem carregam dor

A voz de poesia que me enchia emudeceu

O perfume, as cores, a beleza murcharam a flor

Olho sem querer nos fatos acreditar

Arrasto-me como criado ao fundo fosso

Partiu a paz consigo levando o alegre sorriso

Um vazio em mim nunca visto se alargou

Pobre do ser que lhe é tirado à força o amor

Pois a paixão morta a metade se findou

Jogando os seres no calabouço do terror

O que será do vindoura a vida que cresce

Na falta do adubo que lhe enchia as veias

Padecimento, sofrimento, tormento

Se andar o ser precisa se curvar as correntes

Sofrerei eternamente vagando sem razão

Florescendo amarguras onde antes frutificava

Na história da vida minha tumultuada

Gozei até aqui as benesses de um paraíso

Como castigo pela felicidade conquistada

A metade que falta carregarei calejada

Da vida que me apresenta ingrata.

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Tributo à pátria amada Brasil

ago 15 2015 Published by under Poemas

Tributo à pátria amada Brasil.

 ***

O dia se abre em flor

Exala perfume infantil

O doce suave das estações

Paira por sobre o Brasil

Na inocência das emoções

Do nosso torrão varonil.

  ***

Que sol, que dia, que mar

Que manhã adocicada

Que tenra infância

Que gigante Pátria

Que singela criança

Que Nação amada.

 ***

O sol do meio-dia vai longe

No firmamento a flutuar

Somos meros adolescentes

Buscando algo conquistar

Enfrentando grandes serpentes

Confiante em um só caminhar.

  ***

Somos um povo sem guerra

Guerra não há neste chão

Chão abençoado por Deus

Deus em nossa oração

Oração que floresceu

Floresceu com muita paixão.

  ***

Do índio dono das matas

Ao branco europeu

Dos africanos braços

Um gigante apareceu

Da miscigenação das raças

O mais lindo País cresceu.

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Homenagem aos Pais

ago 09 2015 Published by under Poemas

dia-dos-pais

Homenagem aos Pais

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Feliz daquele que tem um pai

Feliz de um pai que tem um filho

Há muitos filhos sem pais

Há muitos pais sem filhos

Pais que são pais e não são pais

Pais que são e sempre serão pais

Filhos que são filhos e não são filhos

Filhos que são e sempre serão filhos

Existe o dia dos pais

Existe o dia dos filhos

Todos os dias são dos pais

Todos os dias são para os filhos

Homenagem se faz a qualquer momento

Homenagem se recebe agora mesmo

Grite para todos: “Eu tenho um pai!”

Grite para todos: “Eu tenho um filho!”

Pais que amam os filhos alegram a Deus

Pais que são amados pelos filhos agradecem ao Céu

Filhos que amam os pais seguem o caminho de luz

Filhos que são amados pelos pais há muita luz pelo caminho

O dia é para os pais sorrirem

O dia é para os filhos darem sorrisos

Feliz dia dos pais, meu pai!

Feliz eu estou neste dia, meu filho!

A alegria do pai é a felicidade do filho

A alegria do filho é ter um pai amigo

Obrigado, meu pai, por eu ter nascido

Obrigado, meu filho, por você ser meu filho

Viva os pais do mundo todo!

Viva os filhos de todo mundo!

Para os pais um único dia?

Que nada

Para os pais todos as horas, minutos e segundos.

***

Feliz Dia dos Pais para todos os Pais do mundo.

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