Archive for the 'Cordel' category

A Ambição – História de Sertanejo

out 08 2016 Published by under Cordel

Assista ao Vídeo:

A ambição

***

É cada coisa que se ver

Neste mundo de meu Deus

Só mesmo vendo para acreditar

Na história que se sucedeu.

***

Numa cidadezinha do Sertão

Onde a vida dos outros interessa

O que passa corre em ouvido

Sorridente e com pressa.

***

Nesta terra como em outras

Os pecados vibram alados

Pulsam nas mentes e corações

Fazem dos seres meros coitados.

***

Uma mulher viu sentar

Um novo e afeiçoado cliente

Candidata a vereadora

Não se atentou para o evidente.

***

O homem de muita astúcia

Malandro por natureza

Entrou predeterminado

A usar de esperteza.

***

A coitada da mulher

Confiante no voto

Deu duzentos reais

Na esperança do pódio.

***

Deu também comida

Deu cerveja gelada

Deu sobremesa

Deu até carne assada.

***

O homem satisfeito

Com a pança forrada

Tendo o bolso gordo

Foi cumprir com o combinado.

***

Para azar da mulher

Ou sorte quem sabe

O amigo do homem adentrou

Para dizer a verdade.

***

Aquele malandro que aqui almoçou

Que bebeu de graça

É amigo meu

Vota em outra praça.

***

A mulher triste

Sem saber o que fazer

Desanimada ficou

Pois sabia que iria perder.

***

Quando as urnas foram abertas

Com o resultado nas mãos

Coube a mulher chorar

O esforço todo em vão.

***

Pois saiba, candidato

Gente nunca foi gente

Não espere voto nem de amigo

Quanto mais de parentes.

***

Um voto custa muito

Rouba a paz e o sossego

Acaba com a saúde

Levando ao desemprego.

***

Antes de se candidatar

Reflita no meu recado

Não entre nesta furada

Pule fora deste barco.

Comments are off for this post

História de Sertanejo – Falar é fácil

out 08 2016 Published by under Cordel

Ouça o Áudio:

Falar é fácil

***

Antes de sair por aí

A falar que vai fazer

Prepare primeiro uma cama

Macia e perfumada

Compre também um mosqueteiro

Adquira um ar-condicionado

Reserve uma gorda poupança

Tenha uma digna profissão

Levante seu quarto

Como acontece no casamento

Requer primeiro o esforço

Uma história de superação

E bastante talento

Aqueles que sonham

Preguiçosamente vendo a vida

Passar diante dos olhos

É como um papagaio

Fala sem saber o que diz

Diz o que não se realizará

Como na vida é no casamento

Antes da noiva

Antes de dizer palavras

Tenha um belo passado

Prepare uma cama

Para não cair do cavalo.

Comments are off for this post

História de Sertanejo – Dinheiro Correndo

out 08 2016 Published by under Cordel

Assista ao Vídeo:

Dinheiro correndo

***

De uma simples pergunta

De uma modesta indagação

Sem querer surge aos ouvidos

Uma engraçada criação

O fato que narro a seguir

Se deu na secura do Sertão

Com um homem qualquer

Artista por profissão

Tudo começou assim

Em conversa de irmãos

Vi falar que em sua cidade

Dinheiro corre de roldão

Na ponta da língua afiada

O outro responde com imaginação

Corre tão rápido o danado

Que não consigo ver um tostão.

Comments are off for this post

Música de Vaquejada

Quem escreve versos, com certeza, compõe músicas. Desta forma montei um sugestivo poema em homenagem ao esporte raiz do Sertão, a Vaquejada. Como ando no labor dos treinos para tocar violão, fiz do poema uma música. Não sou profissional em nada, apenas gosto dos meus desafios. Este vídeo é fruto da minha evolução como artista, tanto na filmagem, na fotografia, na escrita e agora na música. Quanto mais eu aprendo, mais desejo aprender. Espero que gostem. Se não gostarem, não faz mal, faz parte.

Música de Vaquejada

***

Sou um vaqueiro experiente

Filho de um nordestino

Vaqueiro de muitas glórias

Seguidor de um destino

De ira atrás de Vaquejada

Derrubando boi na faixa

Com alegria de um menino

***

Solte o boi deixe correr

Solte o boi e não bezerro

Sou vaqueiro afamado

Que trabalha o dia inteiro

Pegar boi pelo cabo

Puxar jogar por lado

Fácil como um carneiro.

***

Quando eu vejo o animal

Saindo pelo portão

O corpo treme todo

Acelera o coração

Disparo o meu cavalo

Pego o bicho pelo rabo

E faço rolar pelo chão.

***

Minha vida é Vaquejada

Sou um homem do Sertão

Nasci comendo cobras

Cresci domando alazão

Tenho mulher, tenho filhos

Vivo sempre em perigo

Por honrar a profissão.

Assista ao Vídeo:

Comments are off for this post

Poesia de Cordel a Paramirim

set 19 2015 Published by under Cordel, Poesia

Poesia de Cordel a Paramirim

***

Paramirim é minha terra

E não tem outra igual

Nasci as margens de um rio

Dentro de um arraial

No terreiro dos Ribeiros

Na sombra do juazeiro

Em um abraço fraternal.

***

O rio pequeno desce a serra

Rasga o monte em cachoeiras

Fertiliza com suas águas

A terra endurecida e seca

Do lindo vale do Paramirim

Que é lindo para mim

Como uma ave fagueira.

***

Antônio padroeiro

Protetor inteligente

Paramirim pulsante

Nos seus olhos atraentes

Aurora de um dia

Bate forte e irradia

O amor por esta gente.

***

A luta do seu povo

Fez nascer uma barragem

O sonho da agricultura

Murchou por falta de vontade

Cheio o lago do Zabumbão

Padeceu a roça de feijão

Sobre a anemia da coragem.

***

O folclore colorido

No bumba-meu-boi estampado

Nas procissões dos festejos

Nos sons dos reisados

A cada dia desaparece

A alegria se esquece

Pois não são mais representados.

***

Um município de luz

Uma cidade abençoada

Com a Pedra da Santana

Na Cachoeira do Catuaba

O Balneário a correr

O povo a se satisfazer

Nas várias fontes de água.

***

O que dizer de ti, Paramirim?

Quais palavras devo usar?

Sou grato digo e repito

Com frases vou expressar

 Cheias de aromas e mel

Incrustadas no papel

O amor por ti exaltar.

Comments are off for this post

Cordel – Os Doze Apóstolos

mai 21 2014 Published by under Cordel, Vídeos

Assista ao Vídeo:

Os Doze Apóstolos

***

Doze foram os escolhidos

Com grande missão a fazer

Passar os ensinamentos

Para as mentes esclarecer

De um homem fantástico

Que fez o amor renascer.

 ***

Eram doze repito

Com brilho de amanhecer

A noite negra e escura

Como múmia a perecer

As parábolas cantadas

O mundo não iria esquecer.

 ***

Não eram eles os melhores

Mas fizeram por merecer

Nos ombros o pesado fardo

Com o mesmo passaram a viver

Pregando o evangelho

Preparados para morrer.

 ***

Pedro o negou três vezes

A escritura assim faz ler

Judas ao carrasco o entregou

Para os abutres comer

Jesus foi posto na cruz

Vinagre o fizeram beber.

 ***

Após a morte do Cristo

Sua luz voltou a florescer

Provando aos Apóstolos

Que ninguém há de morrer

Pediu que divulgassem

A boa estrada a percorrer.

 ***

Sendo o caminho certo

Na verdade podemos crer

A vida que nos confiaram

Foi para evoluir e crescer

Seguindo as Suas pegadas

Com certeza iremos vencer.

Comments are off for this post

Cordel – A banana

mai 04 2014 Published by under Cordel, Vídeos

Assista ao Vídeo:

Cordel – A banana

***

Fruta doce e gostosa

Como uma, duas, três, quatro

Com minha barriga vazia

Se brincar como um cacho

Brilhante feito ouro

Alegria dos macacos.

 ***

Um homem entre milhares

Arremessou-a ao gramado

Espantando o jogador

Que fez de nada um caso

O mundo pasmo gritou

Cadeia ao abestalhado.

 ***

Do céu ao chão é racismo

Inveja cresce ao alto

Do torcedor ao jogador

Um repugnante ato

Que não diminui em nada

A estrela do pedaço.

 ***

A mídia gritou forte

Em defesa do astro

Esquece-se dos pobres

Dando valor ao afortunado

Com as alegorias da riqueza

Mostra seus maus hábitos.

 ***

Em filas públicas sofre

Padece o ser calado

Morre pobre sem médico

Cala diante ao fracasso

Olhe o racismo latente

Sem ao menos ser publicado.

 ***

Mas há alegria no País

A copa um cordel encantado

A bola senhora da vez

Alguns bolsos abarrotados

Nosso querido Brasil

Chora o casco atolado.

Comments are off for this post

Tempo – História de Sertanejo – Cordel

abr 30 2013 Published by under Cordel, Vídeos

Assista ao Vídeo:

Tempo

O tempo este bicho matuto

Que às vezes parece caminhar

Com as suas garras se faz astuto

Dos passos lentos passa a saltar

Para o infinito sempre corre

Sem presa para chegar.

***

Meu caríssimo amigo o tempo

Bicho que humilha o ferro a pó

Faz dos governantes defuntos

No mundo seu poder é maior

Não perca o agora o momento

Pois apaga o homem sem dó.

Comments are off for this post

« Newer posts