Archive for the 'Cordel' category

Tragédia no Flamengo – Poesia de Cordel

fev 12 2019 Published by under Cordel

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 Tragédia no Flamengo

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A vida não se explica

Todo dia um novo dia

O sol de ontem diferente

Do que hoje se irradia

As coisas se transformam

Num toque de simpatia.

***

E pensar que era sorriso

Felicidade aos montes

De repente uma explosão

A sombra se fez gigante

Para dez adolescentes

Que não tem mais o horizonte.

***

Dentro do ninho do urubu

O fogo rápido se alastrou

Um alojamento inteiro

A chama do mal devorou

Engolindo muitos sonhos

Numa imagem de terror.

***

O Flamengo enlutado

Tantas vezes foi campeão

Daria a sua grande história

Para mudar a situação

Apagar este momento

Que faz arder o coração.

***

Mas a vida não tem volta

Acontece e acabou

Felicidade e decepção

São ocasiões de humor

Na história de quem vive

É mistura de paz e dor.

***

Preciso é seguir o curso

Recuperar-se do trauma

O caminho não acabou

Mais dura será a jornada

O Flamengo tem que seguir

Mesmo ferido na alma.

***

Aos garotos falecidos

Façamos juntos oração

Que Jesus os tenha no céu

Com a alegria da salvação

Acolham-nos com carinho

Dando a eles o Seu perdão.

***

Autor: Luiz Carlos Marques Cardoso.

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Mensagem de final de ano – Poesia de Cordel

jan 03 2019 Published by under Cordel

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Assista ao Vídeo:

Mensagem de final de ano – Poesia de Cordel

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Neste ano que se acaba

Mais uma etapa cumprida

Ano de quedas e glórias

Conquistadas em cada dia

Caindo e se levantando

Sentindo o sol que irradia.

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Foi um ano de muitas lutas

Também de aprendizados

Um ano bem especial

De momentos complicados

Ano único como todos

Agora ano a ser festejado.

***

Nesta estrada longa e fria

Que muitos caíram em terra

Outros brotaram em vida

Com força e fome de fera

O mundo se modificou

Nascendo uma nova era.

***

Agora novo desafio

Nova cortina se abre

É o ano novo que chega

Nova cartola não sabe

Dentro pode vir de tudo

Novas oportunidades.

***

Que fará você dele?

Raciocine e reflita

Pois cada passo andado

Nunca mais se inicia

Passo dado está morto

Não seja o morto do dia.

***

O ano nasce para todos

Como nasce a nós o sol

Cabe a cada um escrever

Pintar no seu céu o arrebol

Plantar sementes de flores

E poder colher girassóis.

***

Que o ano que entra seja de luz

Para mim, você, para nós

Que a paz supere a guerra

E a luz se espalhe veloz

Que a alegria reine feliz

 E a vida flua melhor.

***

Autor: Luiz Carlos Marques Cardoso.

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Natal no Sertão – Poesia de Cordel

dez 21 2018 Published by under Cordel

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Assista ao Vídeo:

Natal no Sertão

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Vasculho na minha mente

Reminiscências passadas

Do tempo que era criança

Nas terras secas e bravas

Época das brincadeiras

Quando tudo me encantava.

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Era eu um garotinho

Pobre sem nenhum tostão

Vivendo feliz com pouco

Nas terras secas do sertão

Desconhecendo o mundo

Alegre por comer feijão.

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Onde morava sabemos

Que dura era a terra

Que vida se compra por dia

Todo momento uma guerra

O ser precisa ser forte

E a alma ser como pedra.

***

Meu pai sempre me falava

De uma data especial

Tempo de muita produção

Frutos a brotarem nos paus

Dos meses do fim do ano

Daquele que tem o Natal.

***

Quando Papai Noel vinha

Com seu saco de presentes

O sertão se agitava

Mudava-se de repente

Água jorrava das nuvens

Para alegria da gente.

***

O natal era bonança

Café da manhã com leite

Cuscuz, batata e beiju

A campina toda verde

Os açudes a derramar

O meu cochilo na rede.

***

Não era natal de presentes

Das festas que passei a ver

Quando fugir para o sul

Era a vida e seu renascer

Vencendo a tristeza

Pondo sustança no ser.

***

Eram dias de privações

A seca a nos engolir

Padecimentos diversos

Espinhos finos a ferir

Bastava o natal chegar

Para a vida voltar a florir.

***

Quando Noel batia à porta

Que a chuva molhava o chão

A vida se modificava

Pelo terra uma explosão

Na mesa tinha de tudo

Leite, arroz e requeijão.

***

O galo cantava feliz

Mugia no curral a vaca

Passarada fazia a festa

Na terra ia a enxada

O rio voltava a ter som

O viver era uma graça.

***

Por isso amo o Natal

É o mês da fartura

Tempo de alegrias várias

Não cabe o peito amargura

A vida corre suave

Os dias feitos pintura.

***

Entendeu o nosso Natal

Natal de um sertanejo

Alegria de voltar a ter

Espantando o desespero

Dos meses de faltar tudo

Até o ínfimo tempero.

***

Se ora alguém perguntar

De qual natal eu escolher

Escolho o do meu sertão

Quando a graça era viver

Vencendo cada minuto

Se virando para comer.

***

Papai Noel era as nuvens

O presente a água do céu

Nossa ceia o ambiente

Todo pintado a pincel

O verde cana brilhante

Como desenho no papel.

***

Por aqui vou me despedir

Com amor no meu coração

Curtindo o que Deus me deu

Nesta gostosa estação

Nas terras encantadas

Do meu formidável sertão.

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Autor: Luiz Carlos Marques Cardoso.

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A morte do cachorro Manchinha – Poesia de Cordel em vídeo

dez 12 2018 Published by under Cordel, Vídeos

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Assista ao Vídeo:

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A morte do cachorro Manchinha

dez 10 2018 Published by under Cordel

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A morte do cachorro Manchinha

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O mundo está perdido

Um mar de destruição

São tantas barbaridades

Que sequer pouparam o cão

O cachorro Manchinha

Perdeu a vida sem perdão.

 ***

Trinta de novembro foi o dia

Da crueldade sem razão

A cidade foi Osasco

Fizeram uso de um bastão

O animal agonizou

Sobre a fúria do cidadão.

 ***

A crueldade foi maior

Foi grande a perversão

Deram carne com chumbinhos

Sem atinar na comoção

Manchinha não sobreviveu

Indignando a Nação.

 ***

A empresa preocupada

Com o falecimento do cão

Tapou o sol com a peneira

Medo de perder um milhão

E ver seus clientes sumirem

Por um ato de judiação.

 ***

Somos todos pela vida

Do rato, do gato e do cão

Dos homens e das mulheres

Sem cor e sem religião

Pois o sol nasceu a todos

Sobre o julgo da união.

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Autor: Luiz Carlos Marques Cardoso.

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Dando vida a uma poesia – Cordel

nov 05 2016 Published by under Cordel

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Dando vida a uma poesia

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Para montar um verso

Uso da imaginação

A coisa vai surgindo

Com certa precisão

Ao final do contexto

Brotou do coração.

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O que escrevo flui

Linha por linha

Não há método

Apenas ciscar de galinha

Letra seguindo letra

Borbulham do nada as rimas.

***

E assim canto o mundo

Pinto com cores de mel

Num vai e vem constante

Escrevo os sonhos no papel

Glorificando a beleza

Perfazendo o céu.

***

Como erguer uma casa

Constrói-se uma poesia

Começa com o alicerce

Procura a simetria

Com tijolos monta-se a parede

Com palavras nasce a magia.

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Dia do Professor – História de Sertanejo

out 15 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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Dia do Professor – História de Sertanejo

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Na vida precisamos

Aprender para evoluir

Com ajuda de um mestre

Torna mais fácil o subir

Guiado por seus conselhos

Novas portas vão se abrir.

***

No bê-á-bá das palavras

Comecei a conhecer

As vogais e as consoantes

Também passei a ler

O mundo de outra forma

Na batida do saber.

***

Aplausos para o mestre

Alguém muito especial

Mesmo ganhando pouco

Doa seu potencial

Na vida dos alunos

Se faz essencial.

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O que seria do mundo

Na falta do educador

Que leva à sala de aula

Conhecimento e amor

Muitos acham ingrata

A profissão de professor.

***

Neste dia tão importante

Data de muita alegria

O professor é reverenciado

Com afeto e simpatia

Num momento de carinho

Merecida honraria.

***

Se não for pedir muito

Pedindo apenas um pouco

Governos e governantes

Olhem para o seu povo

Remunerem os professores

Para a educação sair do sufoco.

***

Dentre as profissões

É a de maior precisão

Educar os alunos

É a principal missão

Fazendo as mudanças

Para a nossa evolução.

***

O dia é do professor

Quinze de outubro é a data

Ocasião para refletir

Dentro e fora da sala

No que queremos para a vida

E para a nossa jornada.

***

Quero aqui externar

Meus votos de agradecimento

Aos professores do Brasil

Com grande merecimento

Por ser propulsor do progresso

E disseminador do conhecimento.

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A coragem de um amigo – História de Sertanejo

out 12 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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A coragem de um amigo

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A coragem está no homem

A força também está

Para vencer a situação

O homem precisa lutar

Sem medo dos obstáculos

Para glória alcançar.

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Nos olhos a vontade

Nas palavras a esperança

Com muita determinação

E também confiança

O homem seguiu tranquilo

Em busca de bonança.

***

Vencer o invencível

Foi a meta na vida

Padeceu dores cruéis

Na sofrida e pesada lida

Agarrado pela correnteza

Tombou pela divina justiça.

***

Aos amigos de jornada

Um sentimento deixou

Mesmo fragilizado na carne

Grato suportou

Para o céu se foi

Morar ao lado do Senhor.

***

Esta é a lembrança que tenho

De um amigo companheiro

Que partiu para o outro plano

Lutando feito guerreiro

Cumpriu com a sua missão

Para agora evoluir noutro reino.

***

Ficou dele o mágico sorriso

Pelos campos deixou alegria

Embelezado pela coragem

Distribuiu aos amigos simpatia

Nos corações dos parentes

Fertilizou com a mais pura magia.

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Puxa Saco – História de Sertanejo

out 12 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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História de Puxa Saco

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Nos atuais dias

Rico anda culundriado

Se senta em uma mesa

Vinte cabras arrodeados

Colocaram até apelido

São os famosos puxa saco.

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Essa história de bajulação

É algo que seduz

Para se ter uma ideia

Bem antes da famosa cruz

Doze homens se sentaram

Para servir Jesus.

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Ouvir isso de um ébrio

Homem irreverente

Matuto por natureza

Chamou bate de frente

Na palavra é gênio

Pois tem um gogó quente.

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O Sertão está em mim – Poema

out 09 2016 Published by under Cordel, Vídeos

Assista ao Vídeo:

O Sertão está em mim

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A terra arde em fogo brando e constante

Queima o solado dos pés ásperos

Sertão das estações definidas

Prados de cabras arretados

Aromas de terra molhada

Suave gosto dos frutos adocicados.

***

Atiça a imaginação um lugar assim

Suas flores são doces como as cores

Seus frutos com sabores aromatizados

Raízes profundas a penetrarem n’alma

Dia de verão sempre iluminado

Clima que preconiza a suave calma.

***

Da terra brotam robustos seres

Da terra nascem imponentes árvores

Da terra germinam o sustento

Da terra cresce um aguerrido povo

Da terra para terra sempre

Da terra fértil para um ciclo novo.

***

Sertanejo nasceu no Sertão

Homem que não foge à labuta

Cresceu na dificuldade do torrão

Com bastante fé e luta

É nesta terra o aguerrido leão

Que só mesmo Deus o julga.

***

O artista nato canta seu lar

Enaltece as belezas pujantes

Com doces palavras faz soar

Notas finas e delirantes

Para toda eternidade exaltar

Sua pátria fulgurante.

***

Por isso declamo minha terra

Um paraíso chamado Sertão

Amor de filho grato

Que badala no coração

Sentimento puro e sincero

Mais forte até que a paixão.

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