Archive for: dezembro, 2018

Natal, Natal Chegou – Música Natalina Feita por um Sertanejo

dez 24 2018 Published by under Músicas

natalnatalchegou

Assista ao Vídeo:

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou ouou

Natal, natal chegou

Trazendo mensagem de amor

Trazendo a palavra do Senhor

Bis

Que nos renove a paz

Que traga prosperidade

Que venha com amizade, respeito e pudor.

Que o carinho prevaleça

Que os irmãos cresçam

Que a bondade vibre com força e fervor.

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou ouou

Natal, natal chegou

Nas asas do Cristo salvador

Com um sorriso sedutor

Bis

Que nasceu em Belém

Que morreu na cruz

Que está em nossos corações em forma de luz.

Que temos o presépio

Que a árvore e a ceia

Que o Papai Noel traga alegria e amor.

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou ouou

Natal, natal chegou

Trazendo mensagem de amor

Trazendo a palavra do Senhor

Bis

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou ouou

Natal, natal chegou

Nas asas do Cristo salvador

Com um sorriso sedutor

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou

Natal, natal chegou ouou

Natal, natal chegou

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Natal no Sertão – Poesia de Cordel

dez 21 2018 Published by under Cordel

natalbill

Assista ao Vídeo:

Natal no Sertão

***

Vasculho na minha mente

Reminiscências passadas

Do tempo que era criança

Nas terras secas e bravas

Época das brincadeiras

Quando tudo me encantava.

***

Era eu um garotinho

Pobre sem nenhum tostão

Vivendo feliz com pouco

Nas terras secas do sertão

Desconhecendo o mundo

Alegre por comer feijão.

***

Onde morava sabemos

Que dura era a terra

Que vida se compra por dia

Todo momento uma guerra

O ser precisa ser forte

E a alma ser como pedra.

***

Meu pai sempre me falava

De uma data especial

Tempo de muita produção

Frutos a brotarem nos paus

Dos meses do fim do ano

Daquele que tem o Natal.

***

Quando Papai Noel vinha

Com seu saco de presentes

O sertão se agitava

Mudava-se de repente

Água jorrava das nuvens

Para alegria da gente.

***

O natal era bonança

Café da manhã com leite

Cuscuz, batata e beiju

A campina toda verde

Os açudes a derramar

O meu cochilo na rede.

***

Não era natal de presentes

Das festas que passei a ver

Quando fugir para o sul

Era a vida e seu renascer

Vencendo a tristeza

Pondo sustança no ser.

***

Eram dias de privações

A seca a nos engolir

Padecimentos diversos

Espinhos finos a ferir

Bastava o natal chegar

Para a vida voltar a florir.

***

Quando Noel batia à porta

Que a chuva molhava o chão

A vida se modificava

Pelo terra uma explosão

Na mesa tinha de tudo

Leite, arroz e requeijão.

***

O galo cantava feliz

Mugia no curral a vaca

Passarada fazia a festa

Na terra ia a enxada

O rio voltava a ter som

O viver era uma graça.

***

Por isso amo o Natal

É o mês da fartura

Tempo de alegrias várias

Não cabe o peito amargura

A vida corre suave

Os dias feitos pintura.

***

Entendeu o nosso Natal

Natal de um sertanejo

Alegria de voltar a ter

Espantando o desespero

Dos meses de faltar tudo

Até o ínfimo tempero.

***

Se ora alguém perguntar

De qual natal eu escolher

Escolho o do meu sertão

Quando a graça era viver

Vencendo cada minuto

Se virando para comer.

***

Papai Noel era as nuvens

O presente a água do céu

Nossa ceia o ambiente

Todo pintado a pincel

O verde cana brilhante

Como desenho no papel.

***

Por aqui vou me despedir

Com amor no meu coração

Curtindo o que Deus me deu

Nesta gostosa estação

Nas terras encantadas

Do meu formidável sertão.

***

Autor: Luiz Carlos Marques Cardoso.

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A morte do cachorro Manchinha – Poesia de Cordel em vídeo

dez 12 2018 Published by under Cordel, Vídeos

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A morte do cachorro Manchinha

dez 10 2018 Published by under Cordel

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A morte do cachorro Manchinha

***

O mundo está perdido

Um mar de destruição

São tantas barbaridades

Que sequer pouparam o cão

O cachorro Manchinha

Perdeu a vida sem perdão.

 ***

Trinta de novembro foi o dia

Da crueldade sem razão

A cidade foi Osasco

Fizeram uso de um bastão

O animal agonizou

Sobre a fúria do cidadão.

 ***

A crueldade foi maior

Foi grande a perversão

Deram carne com chumbinhos

Sem atinar na comoção

Manchinha não sobreviveu

Indignando a Nação.

 ***

A empresa preocupada

Com o falecimento do cão

Tapou o sol com a peneira

Medo de perder um milhão

E ver seus clientes sumirem

Por um ato de judiação.

 ***

Somos todos pela vida

Do rato, do gato e do cão

Dos homens e das mulheres

Sem cor e sem religião

Pois o sol nasceu a todos

Sobre o julgo da união.

***

Autor: Luiz Carlos Marques Cardoso.

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