Archive for: outubro 15th, 2016

Dia do Professor – História de Sertanejo

out 15 2016 Published by under Cordel, Vídeos

Assista ao Vídeo:

Dia do Professor – História de Sertanejo

***

Na vida precisamos

Aprender para evoluir

Com ajuda de um mestre

Torna mais fácil o subir

Guiado por seus conselhos

Novas portas vão se abrir.

***

No bê-á-bá das palavras

Comecei a conhecer

As vogais e as consoantes

Também passei a ler

O mundo de outra forma

Na batida do saber.

***

Aplausos para o mestre

Alguém muito especial

Mesmo ganhando pouco

Doa seu potencial

Na vida dos alunos

Se faz essencial.

***

O que seria do mundo

Na falta do educador

Que leva à sala de aula

Conhecimento e amor

Muitos acham ingrata

A profissão de professor.

***

Neste dia tão importante

Data de muita alegria

O professor é reverenciado

Com afeto e simpatia

Num momento de carinho

Merecida honraria.

***

Se não for pedir muito

Pedindo apenas um pouco

Governos e governantes

Olhem para o seu povo

Remunerem os professores

Para a educação sair do sufoco.

***

Dentre as profissões

É a de maior precisão

Educar os alunos

É a principal missão

Fazendo as mudanças

Para a nossa evolução.

***

O dia é do professor

Quinze de outubro é a data

Ocasião para refletir

Dentro e fora da sala

No que queremos para a vida

E para a nossa jornada.

***

Quero aqui externar

Meus votos de agradecimento

Aos professores do Brasil

Com grande merecimento

Por ser propulsor do progresso

E disseminador do conhecimento.

Comments are off for this post

Fazendo valer o voto – História de Sertanejo

out 15 2016 Published by under Contos, Vídeos

Assista ao Vídeo:

Fazendo Valer o Voto

Outro dia desses um rapaz veio, até a mim, procurar conversa. Sou da roça, do Sertão da Bahia, gente simples, contudo de grande sabedoria, esta conquistada na minha longa jornada pela vida. Ele logo me acusou que eu tinha vendido meu voto. Estranhei a acusação. Vendi meu voto? Que eu me lembre bem, nunca vendi voto algum. Sempre voto nos amigos, isso não escondo de ninguém. Pra que esconder? Se não for amigo meu, voto não tem em minha casa, não. Vou votar em estranho? Voto não. Sou louco! Só voto em amigo. Nesta eleição, o amigo meu, amigo do peito, amigo de todas as horas, já passou aqui em minha humilde residência para tomar um cafezinho e jogar um pouco de conversa fora. Recebi sua pessoa com muito respeito. Amigo que é amigo quando nos visita traz um presentinho. Ele me deu um fogão novinho, o meu estava velho, já tinha quatro anos de uso, presente dele no outro pleito. Minha mulher recebeu um bonito vestido. Minha filha, santa moça, irá se casar no próximo sábado, deu a ela a banda para a festa de casamento. Um amigo desse a gente tem que preservar. Cinco votos aqui em casa, todos dele. Quando o telhado aqui precisa de reparo, quem me ajuda? O amigo. Quando preciso ir ao médico, quem me serve? O amigo. Eu nunca na vida pensei em ter um amigo assim. Para falar a verdade, nem meu pai era assim comigo. Outro dia desses, o candidato da outra chapa veio à minha humilde residência. Recebo todos bem. Ele me pediu os votos. Disse que arranjaria um. O guloso achou pouco, queria tudo. Desconversei. Ele tomou café, comeu bolo e foi embora. Sequer deixou um quilo de sal como presente. Vou deixar meu velho amigo para me lascar encostando-se a mandacaru espinhento? Sou da roça mais não sou besta. O amigo voltou a jogar em minha cara que vender o voto é crime. Eu não tenho loja para vender nada. Vou repetir: só voto em amigo. Se for meu amigo, receberá meu voto, se não for, vá procurar outro para encher o saco. Disse também que eu tenho que votar com consciência. Não entendi muito bem o que ele quis dizer. Será que ele pensa que eu tiro o cérebro para votar? Acho que aquele cabra é contra meu amigo. Quer que o partido dele ganhe para ficar na carne seca com farinha. Oh bicho danado! Depois que passa a eleição, todos somem, desaparecem. Eu só tenho a recorrer aos amigos. Não adianta, juiz pode me pressionar, a polícia pode tentar me coagir, mas se não for meu amigo, prefiro votar em branco. Para finalizar esta conversa, preciso providenciar os preparativos para a festança do casamento da minha filha. O amigo foi o primeiro a ser convidado. Amigo bom a gente nunca se esquece.

Comments are off for this post