Archive for: outubro, 2016

Dia do Professor – História de Sertanejo

out 15 2016 Published by under Cordel, Vídeos

Assista ao Vídeo:

Dia do Professor – História de Sertanejo

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Na vida precisamos

Aprender para evoluir

Com ajuda de um mestre

Torna mais fácil o subir

Guiado por seus conselhos

Novas portas vão se abrir.

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No bê-á-bá das palavras

Comecei a conhecer

As vogais e as consoantes

Também passei a ler

O mundo de outra forma

Na batida do saber.

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Aplausos para o mestre

Alguém muito especial

Mesmo ganhando pouco

Doa seu potencial

Na vida dos alunos

Se faz essencial.

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O que seria do mundo

Na falta do educador

Que leva à sala de aula

Conhecimento e amor

Muitos acham ingrata

A profissão de professor.

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Neste dia tão importante

Data de muita alegria

O professor é reverenciado

Com afeto e simpatia

Num momento de carinho

Merecida honraria.

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Se não for pedir muito

Pedindo apenas um pouco

Governos e governantes

Olhem para o seu povo

Remunerem os professores

Para a educação sair do sufoco.

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Dentre as profissões

É a de maior precisão

Educar os alunos

É a principal missão

Fazendo as mudanças

Para a nossa evolução.

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O dia é do professor

Quinze de outubro é a data

Ocasião para refletir

Dentro e fora da sala

No que queremos para a vida

E para a nossa jornada.

***

Quero aqui externar

Meus votos de agradecimento

Aos professores do Brasil

Com grande merecimento

Por ser propulsor do progresso

E disseminador do conhecimento.

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Fazendo valer o voto – História de Sertanejo

out 15 2016 Published by under Contos, Vídeos

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Fazendo Valer o Voto

Outro dia desses um rapaz veio, até a mim, procurar conversa. Sou da roça, do Sertão da Bahia, gente simples, contudo de grande sabedoria, esta conquistada na minha longa jornada pela vida. Ele logo me acusou que eu tinha vendido meu voto. Estranhei a acusação. Vendi meu voto? Que eu me lembre bem, nunca vendi voto algum. Sempre voto nos amigos, isso não escondo de ninguém. Pra que esconder? Se não for amigo meu, voto não tem em minha casa, não. Vou votar em estranho? Voto não. Sou louco! Só voto em amigo. Nesta eleição, o amigo meu, amigo do peito, amigo de todas as horas, já passou aqui em minha humilde residência para tomar um cafezinho e jogar um pouco de conversa fora. Recebi sua pessoa com muito respeito. Amigo que é amigo quando nos visita traz um presentinho. Ele me deu um fogão novinho, o meu estava velho, já tinha quatro anos de uso, presente dele no outro pleito. Minha mulher recebeu um bonito vestido. Minha filha, santa moça, irá se casar no próximo sábado, deu a ela a banda para a festa de casamento. Um amigo desse a gente tem que preservar. Cinco votos aqui em casa, todos dele. Quando o telhado aqui precisa de reparo, quem me ajuda? O amigo. Quando preciso ir ao médico, quem me serve? O amigo. Eu nunca na vida pensei em ter um amigo assim. Para falar a verdade, nem meu pai era assim comigo. Outro dia desses, o candidato da outra chapa veio à minha humilde residência. Recebo todos bem. Ele me pediu os votos. Disse que arranjaria um. O guloso achou pouco, queria tudo. Desconversei. Ele tomou café, comeu bolo e foi embora. Sequer deixou um quilo de sal como presente. Vou deixar meu velho amigo para me lascar encostando-se a mandacaru espinhento? Sou da roça mais não sou besta. O amigo voltou a jogar em minha cara que vender o voto é crime. Eu não tenho loja para vender nada. Vou repetir: só voto em amigo. Se for meu amigo, receberá meu voto, se não for, vá procurar outro para encher o saco. Disse também que eu tenho que votar com consciência. Não entendi muito bem o que ele quis dizer. Será que ele pensa que eu tiro o cérebro para votar? Acho que aquele cabra é contra meu amigo. Quer que o partido dele ganhe para ficar na carne seca com farinha. Oh bicho danado! Depois que passa a eleição, todos somem, desaparecem. Eu só tenho a recorrer aos amigos. Não adianta, juiz pode me pressionar, a polícia pode tentar me coagir, mas se não for meu amigo, prefiro votar em branco. Para finalizar esta conversa, preciso providenciar os preparativos para a festança do casamento da minha filha. O amigo foi o primeiro a ser convidado. Amigo bom a gente nunca se esquece.

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A coragem de um amigo – História de Sertanejo

out 12 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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A coragem de um amigo

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A coragem está no homem

A força também está

Para vencer a situação

O homem precisa lutar

Sem medo dos obstáculos

Para glória alcançar.

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Nos olhos a vontade

Nas palavras a esperança

Com muita determinação

E também confiança

O homem seguiu tranquilo

Em busca de bonança.

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Vencer o invencível

Foi a meta na vida

Padeceu dores cruéis

Na sofrida e pesada lida

Agarrado pela correnteza

Tombou pela divina justiça.

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Aos amigos de jornada

Um sentimento deixou

Mesmo fragilizado na carne

Grato suportou

Para o céu se foi

Morar ao lado do Senhor.

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Esta é a lembrança que tenho

De um amigo companheiro

Que partiu para o outro plano

Lutando feito guerreiro

Cumpriu com a sua missão

Para agora evoluir noutro reino.

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Ficou dele o mágico sorriso

Pelos campos deixou alegria

Embelezado pela coragem

Distribuiu aos amigos simpatia

Nos corações dos parentes

Fertilizou com a mais pura magia.

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Puxa Saco – História de Sertanejo

out 12 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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História de Puxa Saco

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Nos atuais dias

Rico anda culundriado

Se senta em uma mesa

Vinte cabras arrodeados

Colocaram até apelido

São os famosos puxa saco.

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Essa história de bajulação

É algo que seduz

Para se ter uma ideia

Bem antes da famosa cruz

Doze homens se sentaram

Para servir Jesus.

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Ouvir isso de um ébrio

Homem irreverente

Matuto por natureza

Chamou bate de frente

Na palavra é gênio

Pois tem um gogó quente.

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O Sertão está em mim – Poema

out 09 2016 Published by under Cordel, Vídeos

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O Sertão está em mim

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A terra arde em fogo brando e constante

Queima o solado dos pés ásperos

Sertão das estações definidas

Prados de cabras arretados

Aromas de terra molhada

Suave gosto dos frutos adocicados.

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Atiça a imaginação um lugar assim

Suas flores são doces como as cores

Seus frutos com sabores aromatizados

Raízes profundas a penetrarem n’alma

Dia de verão sempre iluminado

Clima que preconiza a suave calma.

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Da terra brotam robustos seres

Da terra nascem imponentes árvores

Da terra germinam o sustento

Da terra cresce um aguerrido povo

Da terra para terra sempre

Da terra fértil para um ciclo novo.

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Sertanejo nasceu no Sertão

Homem que não foge à labuta

Cresceu na dificuldade do torrão

Com bastante fé e luta

É nesta terra o aguerrido leão

Que só mesmo Deus o julga.

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O artista nato canta seu lar

Enaltece as belezas pujantes

Com doces palavras faz soar

Notas finas e delirantes

Para toda eternidade exaltar

Sua pátria fulgurante.

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Por isso declamo minha terra

Um paraíso chamado Sertão

Amor de filho grato

Que badala no coração

Sentimento puro e sincero

Mais forte até que a paixão.

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A Ambição – História de Sertanejo

out 08 2016 Published by under Cordel

Assista ao Vídeo:

A ambição

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É cada coisa que se ver

Neste mundo de meu Deus

Só mesmo vendo para acreditar

Na história que se sucedeu.

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Numa cidadezinha do Sertão

Onde a vida dos outros interessa

O que passa corre em ouvido

Sorridente e com pressa.

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Nesta terra como em outras

Os pecados vibram alados

Pulsam nas mentes e corações

Fazem dos seres meros coitados.

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Uma mulher viu sentar

Um novo e afeiçoado cliente

Candidata a vereadora

Não se atentou para o evidente.

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O homem de muita astúcia

Malandro por natureza

Entrou predeterminado

A usar de esperteza.

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A coitada da mulher

Confiante no voto

Deu duzentos reais

Na esperança do pódio.

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Deu também comida

Deu cerveja gelada

Deu sobremesa

Deu até carne assada.

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O homem satisfeito

Com a pança forrada

Tendo o bolso gordo

Foi cumprir com o combinado.

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Para azar da mulher

Ou sorte quem sabe

O amigo do homem adentrou

Para dizer a verdade.

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Aquele malandro que aqui almoçou

Que bebeu de graça

É amigo meu

Vota em outra praça.

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A mulher triste

Sem saber o que fazer

Desanimada ficou

Pois sabia que iria perder.

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Quando as urnas foram abertas

Com o resultado nas mãos

Coube a mulher chorar

O esforço todo em vão.

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Pois saiba, candidato

Gente nunca foi gente

Não espere voto nem de amigo

Quanto mais de parentes.

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Um voto custa muito

Rouba a paz e o sossego

Acaba com a saúde

Levando ao desemprego.

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Antes de se candidatar

Reflita no meu recado

Não entre nesta furada

Pule fora deste barco.

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Música – Paramirim sou louco por ti

out 08 2016 Published by under Músicas, Vídeos

Fizemos uma singela canção para homenagear nossa querida e bela Paramirim. A música é intitulada: “Paramirim sou louco por ti”. Nosso presente ao aniversário de 138 anos de emancipação política da nossa cidade.

Assista ao Vídeo:

Paramirim sou louco por ti

Paramirim no meu coração

Paramirim de muitos encantos

Paramirim é pura paixão

Paramirim terra primeira

Paramirim uma canção

Paramirim ave fagueira

Paramirim minha vereda

Paramirim o meu sertão.

Bis

Viva Paramirim

Viva, viva, viva Paramirim

Vivo nesta terra

Pintada por Deus

Amada por todos

Com muita emoção.

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História de Sertanejo – Falar é fácil

out 08 2016 Published by under Cordel

Ouça o Áudio:

Falar é fácil

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Antes de sair por aí

A falar que vai fazer

Prepare primeiro uma cama

Macia e perfumada

Compre também um mosqueteiro

Adquira um ar-condicionado

Reserve uma gorda poupança

Tenha uma digna profissão

Levante seu quarto

Como acontece no casamento

Requer primeiro o esforço

Uma história de superação

E bastante talento

Aqueles que sonham

Preguiçosamente vendo a vida

Passar diante dos olhos

É como um papagaio

Fala sem saber o que diz

Diz o que não se realizará

Como na vida é no casamento

Antes da noiva

Antes de dizer palavras

Tenha um belo passado

Prepare uma cama

Para não cair do cavalo.

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História de Sertanejo – Dinheiro Correndo

out 08 2016 Published by under Cordel

Assista ao Vídeo:

Dinheiro correndo

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De uma simples pergunta

De uma modesta indagação

Sem querer surge aos ouvidos

Uma engraçada criação

O fato que narro a seguir

Se deu na secura do Sertão

Com um homem qualquer

Artista por profissão

Tudo começou assim

Em conversa de irmãos

Vi falar que em sua cidade

Dinheiro corre de roldão

Na ponta da língua afiada

O outro responde com imaginação

Corre tão rápido o danado

Que não consigo ver um tostão.

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