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Vídeo da Festa de São José 2016 em Paramirim

abr 02 2016 Published by under Vídeos

Vídeo da Festa de São José 2016 em Paramirim:

Festejos em louvor ao padroeiro São José 2016 em Paramirim.

Todos os anos o Bairro São José em Paramirim festeja o santo Padroeiro. São dezenove dias em homenagem a São José. Inicia-se, na madrugada do dia primeiro de março, com a Alvorada festiva, e finda na noite do dia dezenove com a Procissão. Todas as noites têm celebração campal defronte à capela. Em um clima gostoso, saboreando vários tipos de comidas típicas, a criançada se divertindo nos brinquedos, a comemoração a cada ano cresce em importância e em números de participantes.

Os dois dias mais esperados da festa são os dias dezoito e dezenove. No final da tarde do dia dezoito, neste ano caiu em uma sexta-feira, tivemos a Entrada de Festa. O carro alegórico saiu a percorrer as principais ruas e avenidas da Sede do município, levando crianças vestidas de anjo e um senhor simbolizando São José. Muitos fogos subiam ao céu alertando sobre o importante momento.

Às 20h00, missa campal presidida pelo Padre Samuel Neves Silva. Os fiéis e devotos lotaram a praça para ouvir as palavras do vigário. O padroeiro São José teve sua vida narrada, seus feitos, sua relevância na vida de Jesus. Durante a celebração houve músicas, orações e palavras de esperança e fé.

Findada a missa, a multidão regida pelo Reisado de Peixoto, sobre fortes rajadas de foguetes, saiu para buscar o mastro. À frente do cortejo, um jovem com uma placa, nela estava estampado: “Viva São José”, a mesma logo mais homenageará o Santo no topo do mastro. A comitiva apanhou o mastro; mulheres, homens, crianças, idosos, todos, que seja por um simples segundo, levam o mastro e renovam suas energias para o próximo ano.

O mastro é erguido, a multidão faz a roda, os músicos do terno de reis animam o ambiente, muitos caem no samba, uma alegria contagiante, refletida no semblante e no sorriso de cada participante.

Para fechar a penúltima noite, o forró quente da banda da terra O Improviso do Forró. A dança e a alegria entraram pela madrugada.

O dia dezenove é a data na qual se comemora São José. A chuva não caiu neste ano, quando molha o sertão é sinal de fartura, mesmo assim o sertanejo olha para o céu e confia no Santo, roga que São José interceda pelo sertão e nos mande boas invernadas. A missa festiva foi proferida pelo Padre Weversos Almeida Santos numa noite de sábado estrelada. Iniciou-se às 20h00, o recinto esteve praticamente lotado. São José mais uma vez reverenciado, glorificado pela multidão de fiéis.

Os festejos também têm, em uma das suas noites, o tradicional Leilão. Assim que se encerra a celebração, dar-se início ao espetáculo. O cantador do leilão grita aos quatro cantos o nome do produto e o preço. São vendidos quartos de leitoa, galinha assada, bolos, melancias, litros de bebidas, entre outras iguarias. Bonito é ver o duelo entre dois compradores, intermediando, em um vai e vem frenético, pelo animador do leilão. Dou vinte, grita alguém. Dou trinta, outro chama no duelo. Cinquenta. É cem. E assim continua até a batida do martelo. A noite segue neste gostoso ritmo. Enquanto o leilão acontece, um grupo de tocadores animava o evento. Sanfoneiro e zabumbeiro apostos até altas horas. É a cultura popular na sua mais genuína singularidade.

O evento chegou ao seu final com a Procissão. O andor, previamente ornamentado, tinha ao centro a imagem de São José. Quatro em quatro pessoas se revezavam por todo o trajeto. Músicas santas eram entoadas na sua maioria por mulheres. O cortejo percorreu algumas ruas do mencionado Bairro e retornou à capela. O Padre fez as últimas considerações, enquanto fogos subiam ao céu. Cada devoto pegou do andor uma flor como recordação e bênção para o lar.

Parabenizamos a Antônio Caldeira e a toda a sua família que não medem esforços para a realização com êxito dos festejos de São José. Se a festa tem sua singular importância na cultura de Paramirim, se ela vem ao logo do tempo crescendo, fruto, sem dúvida alguma, do trabalho desta humilde e prospera família.

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Estou com medo do futuro

abr 02 2016 Published by under Zé do Bode

A que ponto chegamos. Por que tudo isso? O que será do nosso majestoso Brasil? Tenho medo, muito medo do futuro. Estamos nos alto devorando, corroendo a Pátria com a nossa avareza desmedida. Todos querem mandar, todos querem tudo. Neste bordel em que nos encontramos tudo pode aos que se acham eternos donos do País. Já não existem mais os poderes, viraram lama em plena sujeira. Confiar em quem num momento como este? Não podemos nem sonhar, pois mataram nossos sonhos. O povo refém do capitalismo maquiavélico só deseja consumir, custe o que custar. As pessoas não valem a roupa que vestem. Devemos temer o futuro, diante a tantos atos que fazem o Diabo corar de vergonha, não há rumo, não há salvação, não existe sequer um homem digno de abraçar nossa Bandeira para reorganizar o Brasil. As mãos das nossas representatividades estão atoladas em merdas, estas não possuem moral nem dignidade para nos representar. A Nação chora lágrimas de sangue. Um País à deriva tendo no leme feras bestas. Vamos afundar, não temos coletes salva-vidas para todos. Teremos dias difíceis. O País dito do Futuro sequer tem um presente digno para nos sustentar. Que Deus nos ilumine neste momento tão tenebroso, que faça germinar na mente do nosso povo pensamentos e ideias positivas. Que tenhamos um novo e radiante amanhecer.

Crônica de Zé do Bode.

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