Archive for: julho, 2014

Furtando cocos

coqueiro

As histórias de um povo é o reflexo do caminhar de um determinado local. Por essa estrada sempre há aqueles que se destacam mais, que imprimem suas marcas, que, literalmente, pega no lápis e escreve várias páginas do tempo.

Água Quente teve um passado muito rico. Quantas figuras não habitam o imaginário local hoje frutos dos homens daquele tempo? Casos e histórias são contados nos bares, nos bancos, nas praças, por todos os ambientes.

Uma pessoa influente na cidade, certa vez, viu a sua pequena produção de cocos desaparecer. A singela chácara tão bem cuidada, gastos somas importantes, e do nada vem um gaiato qualquer e faz do suor dos outros sua merenda. Dia após dias os furtos continuavam, a notícia correu as ruas, o homem queria por que queria saber quem andava lhe surrupiando. De tanto buscar, de tanto procurar, encontrou ele o indivíduo da façanha.

- Então foi aquele safado! E todos pensando que o danado era doido. Doido por bem dele! Vou atrás daquele desgraçado agora. Ele me paga!

O homem entrou em seu automóvel e se colocou a procura do infrator. Se já tinha perdido os cocos, perdia também combustível. Demorou um pouco para ter o rapaz nas mãos, o mesmo era rápido nas pernas, não parava em lugar algum, quando se pensava que ele estava aqui, já tinha andado, ou corrido mais uns dois a três quilômetros.

- Então foi você que estava furtando minha chácara, seu pilantra?

- Tinha tantos cocos, um a mais e um a menos, não faz diferença. O senhor é rico.

- Ainda por cima é atrevido.

- Não se preocupe não. Não voltarei a pegar mais coco no seu terreno.

- Pensou que voltaria?

- Não vou pegar mais, simplesmente, porque em Paramirim coco caiu o preço, não compensa. É muito longe para levar um saco nas costas e receber tão pouco. Fique tranquilo, desse padecimento o senhor não morrerá mais não.

O dono da chácara furioso disse um monte de impropérios que não carece ser mencionados. O outro, meio aéreo ao mundo dos vivos, apenas sorriu longamente. O dono mais furioso se encontrava, quase sofreu um infarto, quase voou na goela do infeliz.

Final da história: se os coqueiros são bons, vão produzir mais cocos, porque os arrancados já não voltam mais.

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O celular dominou o mundo

jul 28 2014 Published by under Contos, Crônica

Entrou de vez na vida e nas casas das pessoas um pequeno aparelho, denominado pelo sugestivo nome de “Celular”. Seria mais uma célula do nosso corpo? Se nós nascemos com essa deformidade, a tecnologia e a evolução nos proporcionaram tal mutação. O celular está em nós como a boca e o ouvido, faz parte de nosso ser. Conviver em sociedade sem tal aparelho já chega a ser uma arbitrariedade dos tempos modernos.

Hoje terá uma festinha na casa de Mary. A que horas? Dez da noite. Quem vai? Sandra, Paula, Cláudia, toda a nossa turma. Eu também irei, preciso me divertir.

Uma pequena conversa realizada por duas amigas em um bate papo no aparelho celular. No decorrer do tempo estamos deixando a palavra dita de lado e voltando a escrita. Nunca na história a humanidade escreveu tanto, com o advento da Internet um mundo de espectadores passou a ser atores, todos expressando suas opiniões, seus trabalhos, suas conversas diárias.

Às vinte e duas horas, o local da festa estava com os assentos ocupados todos, comemoração entre amigos, acontecia em uma área reservada de um condomínio. Os jovens bebiam e comiam a vontade.

Um rapaz de nome Henrique sentou-se ao lado da colega Amanda. A garota estava, literalmente, grudada no celular. O rapaz se sentindo perdido tenta puxar conversa.

- Ninguém dança nesta festa não?

- Ainda está cedo – respondeu a jovem.

- Quase todos usando celular.

- Cadê o seu?

- Não tenho não.

- Você não tem um celular! – desviou por um momento da tela e frisou os olhos do rapaz, imediatamente retornou ao ponto de partida. – Você é considerado atualmente como um troglodita, um homem das cavernas. Como pode não possuir um celular?

- Está conversando com alguém?

- Sim. Com várias pessoas. Estou em um grupo.

- Sei. Aqui nesta festa ninguém conversa não, todos estão entretidos no celular.

- Engano seu… Estamos todos dialogando, é cada resenha…

- Como assim.

- Estamos todos no grupo da festa. Tudo é pelo celular. Quer ver: vou pedir um drinque ao garçom.

- Boa noite. – Apresenta-se o garçom. – A senhorita nos pediu um drinque.

- Obrigado.

- Meu Deus! – disse o rapaz abismado.

- Ninguém paquera aqui não.

- Claro que sim.

- Eu gostei muito de você.

- Você também é muito simpático, mas para me conquistar tem que está no grupo. Olhe, olhe! A Fátima se arranjou com Paulão. Os dois irão se levantar e sair.

Em poucos minutos os dois se levantaram, deram as mãos e deixaram o local.

- Tudo aqui é pelo celular.

- Sim. Robertinho está afim de mim. Ele está me dizendo frases lindas. Como ele é fofo!

- O que ele disse?

- Disse que eu sou a mais linda das flores, que está encantado comigo, que amou minhas palavras.

- Pedir para esse tal de Robertinho. Qual deles é o Robertinho?

- Este, olhe. – Mostrou a fotografia no celular. – Não é bonito?

- Perdi para esse baixinho?

- Como posso ficar com alguém que sequer tem um celular? Você está desatualizado. Ou você entra na onda do momento, ou será deletado da vida social.

- Preciso beber um pouco.

- Vou pedir ao garçom um copo cheio de uísque para você.

- Peça logo três.

Dois minutos e o uísque estava sobre a mesa.

- Garçom! – disse o rapaz.

O garçom que usava um fone nos ouvidos seguiu em frente.

- Não adianta chama-lo, tudo aqui tem que ser feito pelo celular.

- Você me conquistou, amanhã mesmo comprarei um celular.

- Não se esqueça de colocar os aplicativos e o sinal de internet, bem que muitos locais pegam wi-fi. Quem sabe você não me conquiste? Foi um prazer conversar com você, mas agora vou ter que sair com o meu amor, o Robertinho. Ele já se levantou.

- É tão pequeno que não dá nem para ver.

- Não precisa, vejo tudo pelo celular. Tchau. Não se esqueça de comprar um celular. Sem celular a pessoa simplesmente não é ninguém.

- Por um momento me pareço ao Homem Invisível.

- Não fique assim não… basta comprar o celular e os seus problemas literalmente acabaram.

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Histórias de Augusto

augusto

Água Quente é terra de histórias diversas, em seu solo viveu e vive um povo criativo e brincalhão. Algumas décadas passadas, certo homem andou por estas bandas, no meio da população local, ele carregava o seguinte nome: “Augusto de Samariquinha”. Morava no sobrado onde hoje reside a família de Paulo Alberto, na Praça São João. Augusto gostava de tomar umas “pinguinhas” a mais. Em certa noite, a mãe dele enferma o tendo ao lado do leito murmurou:

- Meu filho, acho que está chegando minha hora. Eu vou morrer.

- Minha mãe, quem arriou seus cavalos que vá seguindo!

Revoltado com a terra onde morava, resolveu ir buscar novas oportunidades no Estado de São Paulo. Ao deixar o município, ele resmungou ao chofer: “Vou embora deste maldito lugar. Nunca mais retornarei. E se minha alma tiver vergonha na cara nunca passará por aqui quando eu morrer!”.

Augusto bebia em demasia, no dia em que ele resolveu parar, e parou para nunca mais triscar um gole na goela, o irmão Zé Marin começou na dita arte e nunca mais parou.

Fatos relatados a nós pelo senhor Dormário Viana Cardoso.

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A Política está no sangue e na alma

jul 24 2014 Published by under Crônica

A Política, a Religião e o Esporte se não sorvidos devagar e na quantidade certa leva o indivíduo a embriaguez. É como um remédio que só tem eficaz tomado na medida certa. Meu partido é melhor que o seu, minha religião é que é a certa, meu time é o mais vitorioso; frases que são ditas a todo o momento por todos os lugares. Alegramo-nos com o sucesso alheio, morremos por ele, matamos, brigamos em família.

Existe uma cidade pequena no interior da Bahia, um lugar pacato, com ares da mais fraterna amizade, ruas calmas, alguns casarões que nos remetem ao glorioso passado. Por que falar neste pedaço de paraíso? Lá o futebol reinou como assunto predileto do dia a dia, a religião era da mais fervorosa, a política nem é bom comentar, mas vamos por esse caminho espinhoso e de lamaçal grudento. Nesse lugar, a todo instante estão falando na tal eleição, não na do corrente ano, e sim na de 2016. Se perguntar as pessoas quais são os candidatos a Governador, muitos sequer saberão responder, agora, indague-os sobre os candidatos a prefeito da próxima eleição. Nos bancos das praças, na pescaria, no serviço, na igreja, assistindo ao jogo pela TV, na cozinha, no banheiro, em qualquer local apenas o mesmo assunto, política. O povo adora esse clima, todos os finais de semana uma festa em alguma comunidade, churrasco, cerveja… Se um candidato gastou cem, o outro gastará duzentos. Na referida cidade, os opostos nunca se atraem, x é x e y é y, não existem o a nem tão pouco o b, quanto mais o c. Na mesma residência pode haver um x e um y, todavia o ambiente é pesado e nas muitas das vezes terminam em insultos e brigas. Se um dia você for residir em tal local, não se estranhe se alguém lhe perguntar: “Você vota em x ou em y?”. Nem pense em ficar em cima do muro, levará pedradas dos dois lados. Amigo, é a cultura local, respeite e participe, com parcimônia, pois nunca se sabe o dia de amanhã.

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O frio e o vento da noite

jul 23 2014 Published by under Crônica

Devagar a noite chega e com ela o frio. Começa manso, lento, tímido, mas aos poucos cresce, encorpa, agiganta-se, faz tremer. Os galhos das árvores sacolejam freneticamente, folhas se perdem na imensidão. O vento corre pelas ruas a levar poeira ao alto, brinca como uma criança fagueira, assovia pelas frestas das portas, entra pelos buracos das janelas, voa por todas as direções. As pessoas entocam-se nas casas, procuram o calor da coberta, tomam café quente, ignoram as palavras. O vento ruge pelo telhado, penetra pela grade, apavora o cão que esquece o latido, apenas grui tentando se defender. Por onde andam os gatos, os morcegos, as corujas? Em noite de ventania e de frio, a noite aos fantasmas pertence, ela é das sombras, da solidão. Nas alturas da madrugada, em alguma residência, chora um bebê, mãe a preparar leite, marido a roncar. Vez ou outra, um atrevido se mete onde não é chamado, anda de braços cruzados, cabeça baixa, algo tem a buscar. O vento não para, venta como ventania louca. O relógio marca quatro horas, marido, acorde, marido, acorde, deixe-me dormir mais um pouco, faz frio. Ninguém quer largar o osso, aventurar-se lá fora, que se dane o trabalho, a obrigação. Marido, já é hora de levantar, que horas são, quatro e meia, diabo, o que eu fiz para merecer tamanha cruz. O povo precisa comer, padeiro. O que será de nós se o senhor resolver dormir além do permitido? A mesa carece de pão e de leite. O homem parte para a labuta, anda apressadamente, o vento corre a maltratar o coitado, acoita as orelhas, passa pelas pernas. No curral um pobre homem maneja as vacas, treme, faz cara feia. O ponteiro corre perto das cinco. Cadê o galo? Está em greve, danado? Galinhas, por favor, ordem no galinheiro! Um galo canta fino, o gari nervoso olha para a residência de onde saía o canto e diz: “casa que mulher manda até o galo canta fino”. O sol começa a pôr suas manguinhas pelo lado de fora. Vamos, Sol, deixe de preguiça, até você excelência. Aos poucos a rotina e a confusão humana voltam a reinar pelas ruas e praças das cidades, mas o vento volta e meia obriga certas mulheres a segurar o vestido com medo de mostrar o que não se deve.

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Guerra sem fim

jul 17 2014 Published by under Crônica

israel-palestina-2014

Parece-nos que quanto mais velho maior se torna o rancor absorvido pelo longo caminhar no tempo. A criança que ora começa a despontar para a vida vive rodeada de amigos, mas basta a inveja, o orgulho florescer em seu peito para se iniciar as disputas internas pelo poder. O homem é um ser revestido pelo amor à glória, o gosto por impor a maioria dos homens serem meros serviçais a jurar obediência de joelho. Com as nações acontecem da mesma forma, existem países que convivem com a guerra há muito tempo, sem previsão para um fim. Briga-se por um punhado de terra, mata-se por religião, morre-se pelo futebol. As lutas do Oriente penduram por longas datas. Se a idade oferecesse conhecimento, tais países seriam os mais evoluídos, o que se ver é algo totalmente diferente, quanto mais velha for à nação, maiores indiferenças foram acumulados ao longo da sua história. O que é gasto com a guerra daria para trazer a felicidade ao mundo todo. Bombas, tanques, mísseis, armas químicas, nucleares… Vivemos por matar, matamos sem saber o porquê, perdemos a oportunidade de uma vida sem atribulações. A vida vale tanto, tanto, que sem ela não somos nada. Então por que colocarmos em jogo nosso bem mais precioso? Somos inteligentes, pensamos, raciocinamos, mas não podemos esquecer que carregamos a força devastadora dos instintos. Somos feras, às vezes nos passamos por cordeiro. O que não dá para entender é o porquê de tantas guerras.

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Cadê o meu relógio?

Certo profissional da construção civil estava trabalhando na edificação de um prédio. A obra subia rapidamente. Homens carregando baldes de massa, outros levando tijolos, alguns na colher erguendo as paredes. Um dos pedreiros estava usando um sistema arcaico de andaime, alguns paus segurando algumas tábuas, uma loucura só. A arapuca foi tão mal feita que, num dado momento, não suportou o peso e quebrou-se, o pobre do profissional se esborrachara no chão. Os amigos correram de imediato para socorrê-lo.

- Machucou, Pedrão? – indaga um dos homens aflito.

- Meu relógio, meu relógio! Onde está meu relógio?

- Que diabo de relógio? Você não se machucou não?

- Meu relógio! Onde está meu relógio?

- Olhe o relógio dele ali – aponta com o dedo outro ajudante.

- Acharam o meu relógio.

- Você está sentindo dor?

- Ai, ai, ai! Eu acho que quebrei uma costela. Meu corpo dói todo.

- Vou chamar alguém com um carro para lhe levar ao hospital – o homem com o relógio na mão disse e virou-se.

- Meu relógio! Traga meu relógio. Não leve meu relógio

- Você não está sentindo dor coisa alguma. Dá mais valor ao relógio do que a própria saúde.

- Meu relógio, só quero meu relógio.

- Toma este seu relógio.

- Como ele é lindo…

- E a dor?

- É mesmo, tinha me esquecido. Ai, ai, ai! Chame um carro urgente. Eu acho que vou morrer.

- Você é um descarado isso sim.

- Que relógio lindo… Ai, ai, ai! Chame um carro logo! Estou sentindo muitas dores nas costas. Se demorar muito, eu vou morrer.

- Tomara que você precise vender esse seu relógio para pagar a conta do hospital.

- Meu relógio? Nunca. O que houve aqui foi um acidente de trabalho. O patrão terá que arcar com o meu tratamento e ainda por cima pagar o concerto do meu relógio.

- Por que o concerto do seu relógio?

- Por que o relógio não está mais funcionando. Meu relógio querido, o que você tem?

- Quer dizer que você já não sente mais dor?

- Tinha me esquecido dela. Ai, ai, ai! Chame um carro, minhas costas doem demais. Eu acho que vou morrer.

- E o relógio?

- O relógio está igual a mim, quebrado. Ai, ai, ai! Chame logo um carro.

- Vamos precisar também de um relojoeiro.

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26 mil homens na segurança da Final da Copa do Brasil

jul 13 2014 Published by under Crônica

Para um evento grande e de enorme visibilidade, uma colossal força de segurança. Foram vinte e seis mil homens envolvidos na segurança da Final da Copa do Mundo do Brasil que aconteceu na tarde deste domingo no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro. Para se ter uma ideia, o município de Paramirim possui atualmente cerca de vinte e dois mil habitantes. Se a nossa população inteira fosse convocada, crianças, adultos, idosos, mulheres, todo juntos ainda faltaria quatro mil pessoas. Com tamanha segurança, pobres daqueles que tentaram fazer algo de errado. Isso prova que quando se quer, tudo sai nos mínimos detalhes. Agora nos sobra uma indigesta pergunta: “Por que não atuar da mesma forma contra o crime organizado?”. Se nós fizemos na Final da Copa, poderemos fazer a qualquer momento.

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Seleção Alemanha dá show no Brasil

jul 13 2014 Published by under Crônica

Nosso título tem ou não tem duplo sentindo?

A Seleção da disciplina, da organização, do coletivo e da entrega em campo levou de forma invicta a Copa do Mundo do Brasil. Ganhou à taça a melhor equipe.

Com um gol na prorrogação a Alemanha derrotou a Argentina por um a zero. Um jogo de comprometimento, dos detalhes, da raça, prevaleceu à força e a qualidade do elenco alemão.

A Alemanha passa a ser o País do Futebol, a taça do mundo é deles.

Valeu, Alemanha, pelo show dentro e fora de campo.

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Por onde anda o País do Futebol?

jul 13 2014 Published by under Crônica

brasil

Terminou a participação do futebol brasileiro no Mundial do Brasil, participação que entrou para a história, algo desastrosa, algo anormal, algo que nos mostra a pura e indigesta realidade. O Brasil já não é mais o País do Futebol. Dizer o que perante os últimos resultados? Culpar o técnico? Os jogadores? Após a partida contra a Holanda, analisando friamente, chegamos à constatação que o nosso futebol conseguiu um lugar bem acima do merecido. Ser a quarta melhor equipe da Copa, a princípio um vexame, podemos comemorar e muito, pois a decadência do esporte em nossa Nação é real. Nossos jovens já não se sentem estimulados, sendo que a filosofia dos clubes é arcaica e visa apenas o dinheiro fácil. Colocamos em campo o que temos de melhor. Não se faz omelete sem ovos. Não é culpa dos jogadores, fizeram o possível. Nossa realidade já não é mais a de outrora, devemos reconhecer que não fazemos mais parte da elite, equiparamos as equipes medianas. Perder faz parte do jogo, nosso futebol no decorrer dos anos vem se afogando no seco. Se tivéssemos onze craques no nível de Neymar, com certeza nos consagraríamos vitoriosos, mas já não criamos mais craques, damos preferência aos paladares dos empresários. Os clubes brasileiros precisam urgentemente mudar a forma como administram seus patrimônios, valorizar as divisões de base, respeitar os torcedores, cumprir as regras do jogo. Foi doloroso perder de sete para Alemanha, os três que levamos da Holanda apenas nos fez reconhecer que no futebol o Brasil ficou para trás. A bola está murcha, admitamos a nossa falência, tenhamos coragem para recomeçar. Não perdemos um título, esse nunca nos pertenceu.

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