Archive for: junho, 2014

Manifesto de um Torcedor Brasileiro

jun 28 2014 Published by under Crônica

Jogadores, por onde anda nossa garra, nossa raça, nossa vontade de vencer? A Nação Brasileira espera da nossa Seleção empenho e comprometimento do começo ao fim. Vocês, Jogadores, estão representando uma Pátria, uma sociedade, quase duzentos milhões de pessoas. O Brasil acolheu o Futebol como seu esporte primeiro. Queremos nossos representantes concentrado no único objetivo: a vitória. Não uma simples vitória, um triunfo que se apresenta mais como sorte que como merecimento. Senhores Jogadores, saibam que pelo Brasil todo houve choro, gritos, orações, indignações. A torcida sofreu com a eminente eliminação. Cadê aquela raça da Copa das Confederações? Queremos guerreiros dentro de campo, que se doem ao objetivo, que corram além do necessário, que façam valer a esperança e o carinho emanado pela fiel torcida. A nossa Seleção nos está devendo um mágico futebol; nossos craques, comprometimento maior. Para que folga, para que férias? O grupo deve sempre está concentrado e junto. Após o Mundial haverá muito tempo para namorar, para passear, para curtir a família. Neste período de competição, a família dos senhores são os milhares de torcedores pelos quatros cantos da nossa amada terra. Não desejamos ver modelos dentro de campo, não se esqueçam, todos vocês são jogadores de futebol. Cortes de cabelos, marcas de cuecas, chuteiras coloridas, no campo de nada vale. Queremos ver o futebol arte, o futebol que nos encantou em 1994 e 2002. Faça como Romário, Bebeto, Branco, Ronaldo, Rivaldo, Cafú, Dunga, Taffarel… Representar uma Nação é uma responsabilidade para poucos, foram vocês os escolhidos, quando dentro de campo, lute, corra, brigue, grite, mostre garra, vontade. Não queremos perder como pamonhas! Para o povo brasileiro só o título. Guerreiros, coloquem o amor na chuteira, a vontade no rosto, e faça feliz nosso querido País.

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Ensinamento de Deus

jun 28 2014 Published by under Poesia

Estava tão desanimado com o trabalho, só pensava asneiras, Deus me deu como presente e como forma de meditação uma desagradável doença, passei a dar mais valor ao suor do meu labor, pois é melhor que ficar sobre uma cama a gemer de dor.

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Papelão da Copa: Gana só pensa em grana

jun 26 2014 Published by under Crônica

A Seleção de Gana proporcionou um papelão na Copa do Mundo do Brasil. Desceu a ribanceira do evento mostrando ao globo sua desorganização. Gana rima com grana? Não. Significados distintos, porém no contesto do Mundial uma coisa tem tudo haver com a outra. Jogadores da citada Seleção ameaçaram não entrar em campo na última partida da primeira fase se o dinheiro não chegasse ao Brasil. Um avião pousou em solo brasileiro carregando mais de três milhões de dólares. Teve até escolta policial. Os jogadores foram a campo e perderam para a Seleção de Portugal pelo placar de dois a um. Fica uma pergunta: “Por onde anda o Padrão FIFA?”. Um ato antidesportivo como se caracterizou o que acabamos de mencionar merece ser punido com rigor. Ou será somente mordida que a lei assola o lombo sem dó e sem piedade? Vivemos um momento em que cultuamos falsos ídolos.

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A Cruz

jun 19 2014 Published by under Poesia

Jesus-Cruz

A Cruz

*

Que madeiro é este?

Símbolo de fé

Símbolo de dor

Símbolo de devoção

Símbolo de morte

Símbolo de ressurreição

Um pau cruzado por outro

Erguido ao alto

Uns choram

Outros gargalham

Uns olham

Outros passam

Muitos oram

Sob o peso um ser triste chora

Lágrimas de fé

Lágrimas de dor

Lágrimas de devoção

Lágrimas de morte

Lágrimas de ressurreição

A cruz se enfeitou

O brilho do Cristo

Intenso, forte, grande

Ao madeiro passou

Força essa que nos cativou.

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Subir e Descer

jun 18 2014 Published by under Poemas

Subir e Descer

*

Eu subo

Subo

Para depois descer

Desço

Para depois subir

Subo

Desço e subo

A ladeira?

Desço

A ladeira?

Subo

Na vida?

Subo

Na vida?

Desço

Descer e subir

Sempre

Subir e descer

Nunca

Subindo a ladeira

Penso

Descendo a ladeira

Sonho

Penso para subir

Sonho em descer

Sonho e penso

Desço e subo

Tanto faz

Dar no mesmo

Subir não importa

Descer não importa

Importante é a ladeira

Sem ela

Não há conquista

Nem descida

Nem subida

Nem sentido

Nem vida

Quando há ladeira

Há subida

Há descida

Há tropeço

Tudo gira

No sobe e desce

Da ladeira.

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Ou faz o gol, ou leva cartão vermelho

No ano de 1964, no Campeonato Municipal de Água Quente, no clássico da competição entre as equipes do Bangu e a do Vila Nova, um fato inusitado aconteceu. Essa partida era válida pela fase classificatória, um jogo repleto de rivalidade, campo lotado, torcidas eufóricas, foguetes, banda de música, batuque…

O duelo seguia truncado, duro, difícil para os atacantes. O jogo já passava dos trinta do segundo tempo, tudo indicava que seria um amargo zero a zero. O zagueiro do Vila Nova caminha lentamente com a bola dentro da área, o Arbitro apita, o silêncio toma conta do estádio. “O que ele teria marcado?” – pergunta que voava pelas mentes dos que participavam do evento. O dedo apontado para a marca do pênalti fez a torcida levantar em berros, uns alegres, outros revoltados. O tumulto dentro de campo iniciou-se. Foi, não foi, foi. A equipe do Vila Nova decide retirar o time de campo. Bate a penalidade, não bate, bate. O zagueiro e capitão do Bangu Dormário Cardoso pega a bola, mas antes tinha avisado aos jogadores da equipe adversária que iria chutar a mesma para fora, pois sabia que não havia sido pênalti. O silêncio voltou a tomar o estádio. O arbitro apitou, o zagueiro correu e com muita categoria isolou a bola. A torcida foi ao delírio. O arbitro insatisfeito se dirigiu até o zagueiro e firme ergueu o cartão vermelho expulsando o desobediente jogador.

A equipe do Bangu, mesmo jogando com um a menos, conseguiu vencer pelo placar de um a zero.

O Arbitro era Seu Juquinha, um fanático torcedor do Bangu.

História baseada em fatos reais.

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Vamos juntos torcer pelo Brasil, minha gente!

jun 09 2014 Published by under Crônica

A Copa do Mundo está rente à porta, em poucos dias teremos o jogo de abertura. Viva o Brasil! Viva o País do Futebol! Viva a nossa querida Seleção!

Após sessenta e quatro anos, o nosso Brasil volta a ser sede de um Mundial de futebol. Deveríamos estar felizes, contentes por sermos o palco das atenções global. Como vivemos em uma nação fatiada pelos contrastes, de cultura diversificada, cada estado com o seu modo de ser, não poderia ser diferente quanto ao fervilhar de opiniões. Uns apoiam o grande evento, outros discordam, também tem aqueles que sequer dão importância ao momento atual em que nos inserimos.

Certo ou errado, correto ou incorreto, queria sim ou queria não, a Copa do Mundo será o nosso cartão de visita aos demais países. Quando nos propomos a realizar um evento, em que o mesmo é aberto ao público, sendo nós os autores, somos obrigados a olhar para a plateia e não para nós. Nossa marca, de um povo alegre e acolhedor, devemos expressar com os visitantes de forma contundente. Esquecer-se das mazelas políticas que corroem o Estado, ou apenas ignora-las por certo período, e curtir este instante ímpar que nos acolhe. Jogar a raiva dos nossos defeitos no evento não se faz jus, já que a nossa gente sempre pautou na harmonia das pluralidades em que estamos inseridos.

A Copa do Mundo não nos fará melhor ou pior, mas poderá ser a pedra basilar de uma nova realidade. Mesmo com todos os desastres na área da organização, falta de planejamento, as manifestações, disto tudo algo de muito positivo germinou. A população já não perdoa mais os deslizes dos governantes. A realização da Copa mostrou a nós mesmo nossas fraquezas. Somos fracos, mas isso não quer dizer que com muito trabalho e estudo não venhamos a ser fortes. Reconhecendo os defeitos, podemos traçar uma nova estrada para um futuro promissor.

Vamos vibrar com a nossa Seleção. Vamos mostrar que somos um povo unido. Vamos estampar na cara do mundo que somos a nação mais carismática. Vamos fazer a melhor Copa do Mundo da história. Vamos ser felizes. Vamos juntos darmos as mãos e juntos fazemos um Brasil melhor.

Viva o Brasil! Viva a nossa Gente! Viva, viva, viva a vida! Viva a Copa! Viva a alegria de viver este momento!

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É preciso caminhar

jun 06 2014 Published by under Poemas

É preciso caminhar

O homem se pôs então

Tateava as paredes

Feria nas pedras do chão

Devagar e tremulo

Andava sem direção.

*

É preciso caminhar

Descobriu-se o alfabeto

Juntando letra a letra

Apareceu o dialeto

Já não precisava grunhir

O mundo ficou completo.

*

É preciso caminhar

Das letras o pensamento

Desse criou-se a prensa

Deixamos de ser jumento

Livro passou a disseminar

Ao povo conhecimento.

*

É preciso caminhar

Fatos andaram a correr

A imprensa grande sábia

Ao cárcere fez prender

Homens vestidos de plumas

Palhaços mostraram ser.

*

É preciso caminhar

De passo em passo dado

Germinou ilustre rede

Com um clique no teclado

Numa tela simples abre

O mundo a ser consultado.

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A Beleza da Rosa

jun 05 2014 Published by under Poesia

A Beleza da Rosa

*

Há beleza pelos cantos

Pelos rostos

Pelos corpos

Nas rosas do jardim

Nas flores do campo.

*

- Que perfeição! – elogia o jovem.

- Pena que não posso dizer o mesmo de você – retribui a orgulhosa adolescente.

- Mesmo as rosas com toda a sua beleza, se não tomarmos cuidado, ferimo-nos com os seus afiados espinhos – sentencia o sábio rapaz.

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Um falso magro

Conselhos todos nós gostamos de dá, nunca em ouvi-los. “Fulano, o senhor precisa parar de fumar!”, diz uma senhora fumante ao irmão. “Por que a senhora não para de fumar primeiro?”, indaga o irmão. “Porque eu sei fumar, uso um filtro que retira noventa por cento da fumaça”, responde a irmã. A conversa prossegue sem uma decisão, cada um procurando uma melhor desculpa. Somos sempre obrigados a defender nossos vícios, nossos defeitos, com unhas e dentes.

- Doutor, qual é o resultado dos meus enxames?

- Não são bons. Colesterol alto, glicemia alta, ferrentina alta, gordura no coração. Se não tomar uma providência, o senhor poderá vir a óbito em breve.

- Parece que eu já morri e ainda não sabia. Não tem nada bom?

- Tudo ruim. Ruim, não, péssimo.

- Olhe só meu corpo, sou magro.

- Isso não quer dizer muita coisa. O senhor é um falso magro.

- Existe falso magro?

- Claro. O senhor mesmo é um deles.

- Meu Deus do Céu!

- O senhor é fumante, gosta de beber, é sedentário. De hoje em diante, caso o senhor queira viver mais, deverá seguir a risca o meu receituário. Nada de açúcar, cigarro deverá deixar de fumar, bebida nunca mais. Hoje mesmo terá que começar a praticar uma atividade física.

- Tudo isso? Seria melhor eu ter morrido. Acabou com a minha vida. Que gosto mais eu terei de viver.

- Isso tudo foi fruto dos excessos de anos. Tinha me esquecido: carne vermelha, também nunca mais.

- É doutor, não tem uma injeção letal aí não?

- O seu corpo já é uma bomba preste a explodir.

Era uma sexta-feira, o paciente foi à feira livre no final da tarde. Após ter comprado todos os mantimentos de que necessitava para a semana se diriguiu ao boxe de carnes.

- Amigo, hoje eu ficarei lhe devendo a picanha – diz o açougueiro.

- Não faz mal. O médico me proibiu de comer carne vermelha. Vejo bastante picanha sobre a mesa, quem foi que comprou essa quantidade toda?

- Foi o doutor Estevão.

- Doutor Estevão! Irá ter festa na residência dele.

- Sim. Mas todas as semanas ele compra bastante carne. Ele é o meu melhor cliente.

- Quer dizer que o infeliz me manda parar de comer carne só para sobrar mais para ele. Que se dane o regime que ele me mandou fazer! Ele gordo como está e eu magro; quem deveria fazer regime seria ele, não eu.

- Aí já não é mais minha área.

- Vou procurar em outro boxe uns dois quilos de picanha.

Passou por todos os boxes, a resposta era sempre a mesma: “Vendida toda a picanha para o doutor Estevão”.

- O desgraçado sabendo que eu não iria cumprir a promessa fez questão de comprar todas as picanhas. Mas semana que vem eu faço questão de chegar aqui primeiro que ele. Pelo menos este regime eu serei obrigado a fazer. Tomara que fosse apenas por uma semana.

- Senhor! – alguém grita.

- Que foi? – indaga o falso magro olhando para quem o gritava.

- Tenho os dois quilos da picanha. O senhor ainda deseja comprar?

- Meu regime foi para o beleléu – falou baixinho. – E como quero – gritou ao açougueiro.

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