Archive for: março 24th, 2014

Bala na agulha

rifle

Uma invenção fruto das ilusões humanas nasceu com o objetivo único de matar.  Criaram-se as armas de fogo com o propósito de serem usadas nos campos de guerras. Após o seu nascedouro elas disseminaram por todos os cantos da Terra. Nos atuais dias, mesmo sendo proibido o porte, há uma facilidade em adquirir uma. Pelas ruas homens, mulheres, jovens ou idosos as carregam na cintura ou no carro, muitas são guardadas em casa.

Escutamos uma conversa entre dois senhores na feira livre.

- Arma só presta para bandido.

- Ter uma arma em casa é segurança caso um bandido entre para roubar.

- Arma só serve para aquele que vai atacar. Se for para defender, o melhor mesmo é fazer o que o bandido pede.

Conhecemos vários relatos de casos envolvendo armas de fogo em que pessoas perdem a vida por pura distração ou brincadeira.

- Eu não queria atirar nele.

- Mas atirou – fala o inconsciente.

- Eu não queria ter puxado o gatilho.

- Mas puxou.

- Não foi culpa minha… Eu não sabia que tinha uma bala na agulha.

- Foi culpa sua sim. Você foi negligente. Usar arma é crime. Onde já se viu brincar com arma de fogo?

- O que eu faço para reparar meu erro?

- Essa culpa você a levará para o caixão. Todas as noites ela visitará seus sonhos.

Outro dia desses estava um grupo de pessoas a conversar alto. Eles (todos do sexo masculino) se encontravam em uma comunidade da zona rural, defronte a um boteco. Um senhor chegou e quis saber qual o motivo daquela algazarra toda.

- O que está acontecendo aí, senhores?

- Comprei este brinquedinho hoje. Olhe como é linda.

- Já tive uma dessa.

- O problema é que ninguém aqui sabe manuseá-la.

- Dei-me a danada. Quantos veados já não derrubei com uma dessa.

Ele apanhou a arma, um rifle, fez três movimentos, trap, trap e… trap. Um grande pipoco. Bãoooooo. Homens caíram para os lados, mulheres gritaram de pavor, crianças correram iguais loucos ao matagal.

- Meu Deus do Céu, o que eu fiz? – grita o homem com a arma na mão. – Você não me disseram que havia uma bala no pente.

- E eu lá sabia que tinha bala aí dentro. O homem o qual a comprei não me disse nada.

O pessoal foi aos poucos se levantando, assustado e trêmulo.

- Foi sorte – disse o homem com a arma na mão. – Se tivesse alguém na minha frente teria acontecido uma desgraça. Graças a Deus que a direção que voou a bala estava livre.

- Dei-me essa arma. Vou guardá-la. Quase um de nós estava morto neste momento.

História baseada em um fato real que aconteceu em nossa região.

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