Archive for: julho, 2013

Você sabe o que é débito e crédito?

jul 31 2013 Published by under Contábeis

Na contabilidade, na vida das empresas e no próprio dia a dia humano, sem saber, ou mesmo conhecendo, estamos constantemente diante do ponto basilar que rege a Ciências Contábeis, o método das Partidas Dobradas.

Vamos a um rápido exemplo para tornar mais fácil a compreensão. Uma senhora vai ás compras, mas antes pega uma nota de dez reais na carteira. Digamos que o dinheiro esteja no bolso. Na contabilidade dizemos que ela debitou dez reais no caixa. Ao chegar à feira a senhora se dirige diretamente a sua barraca favorita, procura o fornecedor. Apanha-se dois chuchus, um quilo de batata, dois litros de farinha de mandioca e algumas cabeças de alhos. A conta fechou em quinze reais. Tirou-se do bolso os dez reais, creditou do caixa, e transferiu a quantia ao proprietário. Faltaram cinco reias, a senhora pediu ao senhor para anotar no caderninho que no próximo dia ela o pagaria, cliente bom, tinha crédito. Na contabilidade agiria da seguinte forma: conta Fornecedores creditaria cinco reais. Ela tinha dez, gastou os dez, houve uma mutação entre as contas caixa e mercadorias, pois ambas fazem partem do Ativo; mas faltou cinco, ela ficou devendo ao fornecedor, creditou cinco e debitou na conta mercadorias. O balanço ficaria assim: Ativo 15,00, quinze da conta Estoque; Passivo 15,00, dez foi o Capital inicial, conhecido na contabilidade por Capital Social, mais cinco da conta Fornecedores.

Exemplificamos como é a lógica do Balanço Patrimonial de forma simples e com alguns fatos rotineiros. Sem percebermos estamos sempre rodeados pelos números.

O método das Partidas Dobradas veio a luz do mundo no ano de 1494 pelo Frei Luca Pacioli no livro “Summa de Arithmetica, Geometria proportioni et propornaliti”. Se no Balanço usamos débito e crédito, com as contas também se dão o mesmo movimento. A conta Caixa, por exemplo, ao receber dez reais debita-se, ela cresce, mas ao tirar, por exemplo, cinco reias haverá um crédito e ela diminuirá. Débito aumenta as contas do Ativo e crédito diminui a mesma; com o Passivo se dá de forma contraria, débito diminui, enquanto que crédito aumenta.

A figura de um T maiúsculo simboliza a Partida Dobrada, denominada por Razonete. Sobre o topo escreve-se o nome da conta, Ativo, Caixa… do lado esquerdo coloca-se os débitos, no direito, os créditos, ao final da movimentação se tem o valor da movimentação no determinado período.

Vamos a um exemplo:

Conta Caixa: 10,00 Capital Social, 5,00 Compra de Mercadorias, 8,00 Venda de Produtos, 3,00 Despesas Diversas.

Debita-se 10,00 no lado esquerdo, credita-se 5,00 no lado direito, debita-se 8,00 no lado esquerdo e credita-se 3,00 no lado direito. Total Caixa: 10,00.

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Conspiração

jul 27 2013 Published by under Crônica

A escolha de abrir ou fechar a porta

O desejo

O poder de transformar ou deixar como está

Faz-se necessário ao espírito revolucionário dos grandes gênios que se sentem obrigados a abrir em vez de fechar e de transformar o arcaico ao invés da pura satisfação pautada no comodismo de uma vida improdutiva.

O sangue quente, ardente e pungente corre em alta rotação pelas veias dos obstinados. Não sabem parar, nem tão pouco se dão por vencidos, desbravam e fazem germinar prosperidade em seus rastros. A evolução humana se dá pelas mãos de poucos, desses que são tidos loucos, mas que na verdade são diferentes no grande rebanho que sem se dá conta são os pastores, são pingos coloridos dentro do mar de tonalidade única.

Dos sonhos se lançam na árdua e virgem tarefa de torná-los realidades, ou morrem tentando. Para esses iluminados não basta o brilho do rei Sol, da importância dos grandiosos do passado, para eles só há o desejo e a ânsia de brilharem em alto e exuberante tom, esse o singular motivo de estarem ainda com a vestimenta que dá forma e movimento ao homem.

O guerreiro que se lança em uma batalha, que arisca aquilo que tem de valor, a vida, não se estaciona para pensar na derrota, mas vibra só em imaginar o gostinho de ser o maior, o sabor dos louros da vitória. Viver ou morrer para eles não faz diferença alguma, o que vale é a luta diária, o calor pelo corpo, a fome por algo que não consegue descrever, mas que os obrigam a avançar sempre.

Sem esse apetite pela glória a humanidade seria um campo fértil por ervas daninhas, onde a preguiça e o medo imperariam e o atraso seria eterno.

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Começo e Fim

jul 22 2013 Published by under Poemas

Os dias passam rapidamente

As horas correm ligeiramente

Os segundos pulam sem ser vistos

Tudo se inicia em mágica

Tudo se acaba em lágrimas

O mundo se resume a isto

A vida se transforma em nada

O homem que andava vagueia

Dado momento volta à areia

Não adianta choram nem clamar

Alegria ao final da jornada

Na vida o que se fez foi andar.

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Corram que o diabo está vivo

O que seria da vida se não tivéssemos histórias para contar e recontá-las sempre que possível? O Sertão tem suas agruras, seus espinhos, sua sequidão, mas parece que quanto mais difícil é a vida mais lutas há, mais vitórias se conseguem, e dessa sopa um mundo de fantasias brota e um rebanho de belas histórias pasta pelas mentes dos seus próprios atores.

Em uma manhã quente, céu azul e de um fraco vento, a estrada de certo lugar do Sertão era vencida por um ser de quatro rodas. De onde havia vindo aquilo? Dizem por aí que são atribuições do Progresso. Quem seria esse tal Progresso? Seria Deus personalizado em algo aqui na Terra? Jesus havia retornado ao nosso Globo? O imaginário corria solto nas mentes e nas bocas do homem do campo.

O trem continuava rompendo caminho, estrada só para carro de bois, para a nova máquina o que ali se apresentava era um carreiro em plena Caatinga. Sobe ladeira, desce ladeira, para em frente a uma porteira, animais a atrapalhar a passagem, era uma tremenda de uma aventura.

- E pensar que já fizemos este mesmo trajeto no lombo de uma mula, com sol a arder na testa e tudo mais. Por mais que o bicho sacoleje ainda assim é bem melhor que os anos que ficaram. Só quem viajou por este Sertão doido montado, sabe o que estamos a dizer. O Progresso chegou, graças ao bom Pai, já era a tempo – palavras do Padre.

Algumas horas após a partida o pequeno motorizado parava debaixo de um enorme Juazeiro. O povo correu, escondeu-se, o medo do desconhecido o fez tremer. Muitos olhos pelas frestas das janelas. Uma das portas do tal bicho foi aberta, de dentro um homem se pôs para fora. Era o Padre. Será se o Padre fora abençoado por Deus? Um arcanjo o trazia nas suas asas aladas. O representante da Igreja saiu a andar e foi ao seu destino predeterminado, um ser estava entre a vida e a morte, esperava a última benção. Pobre ser, não teve tempo de vislumbrar o Progresso. Logo agora que o dito estava chegando ele se preparava para dar adeus às belezas da nossa terra. O homem sofredor de longas datas ardia na cama já fazia um ano, sorria ao sentir que estaria livre daquela prisão em poucos minutos, mas resoluto segurava sua última gota de energia na espera do Padre, partir sem a extrema-unção poderia lhe lançar ao fogo eterno do inferno.

As pessoas aos poucos foram deixando as suas residências e aproximando do objeto não identificado. Seria um disco voador? Sempre existem os mais corajosos, esses no atrevimento dos atos não demoraram e já cercava a coisa. Um passava o dedo rapidamente. Poderia dá choque. Outro olhava por baixo. A comunidade toda fazia um cerco, menos o enfermo e seus familiares. De repente a buzina foi acionada, um berro, o espanto foi tamanho que na correria um rolava sobre o outro, meninos arregalavam os olhos, choravam em desespero, mulheres gritavam que havia chegado o fim do mundo, o juízo final. O chofer abriu a porta e se colocou fora do mesmo em meio a uma gostosa gargalhada.

- Aproxime-se, minha gente, ele é feio, mas não morde.

O motorista repassou aquela gente uma cena que havia acontecido com ele próprio quando viu um automóvel pela primeira vez. É como pegadinha, aquele que cai em uma se vinga em outro e assim segue por anos.

Essa história é baseada em fatos reais. Aconteceu em Paramirim em uma visita do Padre Benvindo a comunidade de Noruega. Escutamos um pequeno relato feito por Milton Cardoso, mais conhecido por Bezinho de Tanque Novo. Não perdemos tempo e demos um acabamento e agora a colocamos na Rede Mundial.

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Vamos desligar o celular

jul 16 2013 Published by under Crônica

Primeiramente faremos uma pequena pergunta: Quem nos dias atuais não possui um aparelho celular? Alguém irá pensar rapidamente, pensar demoradamente, pensar mais uma vez e lembrar que certa pessoa, por mania ou porque não tem condições financeiras ainda não adquiriu um. O certo é que nós todos temos um ou mais aparelhos, com um ou mais chips de operadoras diferentes, salvo raras exceções.

Já faz algum tempo que aconteceu este fato que iremos narrar, verídico, que fique bem claro. Em uma dada noite, estávamos com o aparelho celular no bolso da calça, entramos em um templo religioso, na ocasião o Padre presidia uma Missa, o local estava lotado. Passados uns dez minutos, um susto. Olhe ele, olhe ele dando o sinal. Parece que o trem nessas horas apita mais alto do que o normal. O que fazer? O público de repente voltou à atenção no foco do desconforto. Por um instante fomos astro, porém uma glória ingrata. Envergonhado não sabíamos o que fazer. Se tirássemos ele do bolso o barulho iria aumentar. Saímos rapidamente do local. Atendemos o objeto, nada de importante. Deste exemplar dia em seguida sempre temos o cuidado de fazer alguns ajustes no aparelho antes de pensarmos em entrar em alguns lugares, ou o desligamos, ou o colocamos no vibrador. Daquele dia nunca mais voltamos a passar vergonha por um descuido dessa natureza.

Como fazemos parte da mídia da nossa região, quase todos os eventos nós participamos, vemos e escutamos a todos os momentos celulares tocarem. É instantâneo, aquele que está falando olha, o público olha. A pessoa tenta de qualquer forma desligar o aparelho, o suor desce no rosto, vergonha, com os dedos trêmulos tenta loucamente calar o barulhento. Não demora muito e outro celular volta a pedir a atenção. Já presenciamos a pessoa que estava fazendo uso da palavra ter o desprazer de parar sua fala para desligar o celular. Já virou fato rotineiro autoridades que fazem parte da mesa dos eventos passarem por esse constrangimento.

Nas salas de aula o celular além de atrapalhar podem ajudar os espertinhos em avaliações. Mas será que os professores entram na sala com o aparelho desligado. Esse é um problema que vem sendo enfrentado pelas escolas de todo o Brasil, pois é sabido que são os jovens que mais usam tal serviço. O celular que antes só fazia ligações hoje pode ser considerado a um computador moderno, pois faz tudo e serve para meio mundo de afazeres, até medir pressão ele mede.

Devemos ter o cuidado em desligar os celulares momentos antes de alguma cerimônia, palestras, salas de aula, ou outros locais que exigem silêncio. Vamos respeitar aquele que fala e o público que ouve. Já é bem desirmanado a placa: “Não Fume”. Já está na hora de fazer o mesmo com: “Desligue o Celular”.

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Um dia de domingo qualquer

jul 14 2013 Published by under Crônica

Acordei faltavam dez minutos para oito, mas meu querido e inseparável despertador tocou no horário determinado de sempre, as seis e trinta, de imediato o desliguei. “Deixe de me importunar, vá dormir, hoje é domingo, também sou filho de Deus”. O despertador, um relógio que trabalha constantemente sem se queixar, manteve-se o seu sepulcro silêncio e seguiu com a sua labuta diária. Tic-tac, tic-tac. O bom é que os despertadores não entendem a língua humana, se entendesse poderiam fazer manifestação, ou em uma oportunidade que estivéssemos precisando do seu seguro trabalho ele simplesmente nos deixaria na mão. Levantei meio cambaleante e fui ao banheiro, lavei o rosto, escovei os dentes, penteei os cabelos. Sentei a mesa, peguei uma xícara, o café despencou do alto feito uma cachoeira de petróleo e repousou dentro do pequeno lago. Enquanto eu me alimentava assistia ao Globo Rural, que por sinal passava uma reportagem sobre o café plantado na Bahia. Comecei a fazer alguns afazeres, logo o celular tocou. Tinha que sair. Peguei a chave do carro e em poucos minutos já me encontrava em uma praça onde em seu centro se encontra uma quadra. Cerca de trinta crianças se divertiam ao belo e aromático sabor de correr atrás de uma insignificante, mas maravilhosa bola. Conversa vai, conversa vem, fiquei sabendo que a garotada estava ali desde as sete horas. Pensei comigo: “Às sete horas meu corpo estava sobre uma macia cama, protegido pelo calor de um quente cobertor e um inseparável mosquiteiro. Todavia enquanto meus pensamentos vagavam por outra dimensão nas asas dos sonhos o mundo por todos os lugares não parou, continuava na sua loucura de sempre”. Se a morte é, como se diz por aí, igual a um sonho, estamos perdendo tempo vivendo, mas vá que não seja, vá que a morte seja realmente o fim, melhor ficar por aqui mesmo, não preciso morrer para está em sonho, basta para isso dormir, cedo ou tarde serei obrigado a pisar nesse cadafalso que tantos já pisaram, vamos aguardar com bastante paciência, não tenhamos pressa, como se dizem por aí: “Vamos viver a vida”. Não demorei e voltei a dá partida novamente no carro. Não sei como as gerações passadas viveram tanto tempo sem o auxilio dessas máquinas. Uma música me tirava da realidade e me jogava em um mundo paralelo, não sabemos o porquê, mas o poder da música sobre nós é inexplicável. Um boi negro que estava pastando, não era um boi e sim uma vaca, encarou-me, com a câmera congelei aquele singular segundo, logo após ele voltou a se alimentar, talvez tenha gostado de ter sido importante por alguns segundos. O que vale ser importante? Será que vale muito? Sei não… ser importante é meio complicado. A frente uma linda flor amarela, sobre ela um enorme besouro negro a sugar o seu delicioso néctar; a flor alegre se exibia e se entregava aquele estranho ser, faz parte da vida. Fiquei por lá cerca de três minutos, parti e ele continuou na exata posição. A sorte de certos insetos é poder namorar as flores com o feliz consentimento delas. Deixei o automóvel na segurança de uma garagem e sai a fotografar pelas ruas e avenidas. Como é bom poder vagar e bater um simples papo com as pessoas. A princípio o pessoal nos estranha ao nos ver com a câmera na mão, poucos segundos e passamos a fazer parte daquele ambiente e tudo se acomoda nos seus devidos lugares. Em frente ao cemitério havia umas quarenta pessoas, indaguei a um senhor que observava de certa distância, ele me disse que uma senhora da zona rural falecera e fora sepultada momentos antes. A morte e as suas tenebrosas garras não falha nem nos domingos. Passei por um pequeno bar e encontrei um grupo se divertindo com as pedras de dominó. Um rapaz carregando uma garrafa de refrigerante preenchia a rua vazia, o sol dizia que já beirava a hora do almoço, certamente se encaminhava para refeição. Parei e me pus a imaginar, olhando para casas, para ruas, para as pessoas, vejo o quanto aquilo tudo está impregnado de significados, de histórias; cada canto, cada paralelepípedo a cobrir o chão, cada fechadura, cada quarto, cada centímetro com seus contos. A vida se faz de momentos, bons ou ruins, se é que saibamos diferenciar os dois.

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Ser um Empreendedor Individual

jul 10 2013 Published by under Contábeis

Formalize o seu negócio e tenha os benefícios e as garantias da Lei. O Governo conhecedor das mazelas e das diferenças que pauta o nosso País criou um mecanismo que tornou fácil o acesso dos pequenos comerciantes de serviços ou de materiais a se enquadrarem dentro da legalidade. A pessoa que se encaixa dentro desta temática passa a vigorar entre uma classe de privilegiados. A partir do momento que a pessoa faz o seu cadastro ela automaticamente passa a ter o seu próprio CNPJ, com ele abre-se várias portas. Nos dias atuais muitas empresas de médio e grande porte só comercializam com Pessoas Jurídicas, se sua empresa está nessa condição ela terá vantagens na hora da compra, pois poderá adquirir diretamente sem precisar pagar pelos serviços de atravessadores. Aquele que tem seu pequeno negócio ao se formalizar passa a ter os benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros. Também há as vantagens na hora de adquirir empréstimo junto a uma instituição financeira.

A primeira coisa a se fazer é ler o manual do Microempreendedor Individual na Internet: http://www.portaldoempreendedor.gov.br/mei-microempreendedor-individual/manual.pdf. Esse manual explica detalhadamente os passos para a sua formalização e como proceder depois. Nele você ficará sabendo quanto será pago por mês, até quanto a sua empresa poderá comercializar por ano, como gerar o boleto para pagamento, como fazer a declaração anual. O Microempreendedor também poderá contratar um funcionário se assim desejar.

Pesquisando no site ficamos sabendo que em Paramirim há 160 inscritos e que em Érico Cardoso apenas 36 nessa modalidade no dia 30 de junho de 2013. Olhando para a nossa realidade notamos que o número é pequeno, mas sabemos que a cada dia que passa o interesse cresce. Muitos querem se formalizar para não terem problemas futuros, mas não podemos deixar de ressaltar os benefícios.

Site do Microempreendedor Individual: http://www.portaldoempreendedor.gov.br

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Diversidade Cultural

jul 04 2013 Published by under Crônica

A beleza do povo brasileiro está nas suas variadas cores, tons, ritmos e formas. Vivemos em um país com dimensões de continente, nossa história foi pautada na miscigenação de várias raças. Com tantos atributos a diversidade cultural sofre modificações a todo o momento e em todos os lugares.

Sofremos influências no decorrer dos séculos. O japonês, o holandês, o alemão e o Francês em certos locais fincaram suas raízes. Quando se deu o descobrimento foram impostos aos habitantes que aqui já tinham como lar a cultura portuguesa, mas nesse atrito Portugal e índios houve uma união, uma quebra de braço entre um mundo e outro, nesse ganha e perde nascera um novo modo de pensar que acabou se transformando em uma nova realidade.

A ebulição do Brasil não cessa, com a chegada dos africanos aconteceu mais um choque, um novo tsunami, aquilo que já estava misturado se misturou ainda mais.

Os anos foram se passando, novas necessidades surgiram em seu rastro, obrigando o velho a se transformar em novo ou a sumir por completo. O homem que é um ser inventivo com o aprimoramento tecnológico faz o mundo em sua volta mudar constantemente. Se antes nossa cultura era viajar de jumento varando serras e cortando rios, passamos ao carro e hoje iguais aos pássaros a planarem pelo céu.

A cultura sofre suas influências. A mídia atual nos impõem certos conceitos que somos obrigados a aceitá-los, mas de tempo em tempo o povo grita e tudo que nos pareciam eterno despenca ao chão como frutas maduras.

Fixemos nossa linha de pensamento em duas residências, uma ao lado da outra, na da direita reside uma família Católica, na da esquerda, uma Protestante. Bastou o espaço de poucos metros para percebemos a dimensão que é a nossa cultura, um país onde há liberdade, onde temos várias religiões e credos.

Muitos pensam, acreditamos, erradamente, que a cultura se faz apenas das manifestações culturais: danças, músicas e festas. A cultura está no agora, nas escolhas diárias. Se hoje temos a cultura de irmos à sala de aula estudar, poderá em poucos dias ou anos termos que habituarmos as aulas dentro da própria casa pela tela de algum aparelho eletrônico. Há uns cinquenta anos, os professores usavam a palmatória como auxílio na disciplina escolar, essa cultura foi banida e nos dias atuais se tal prática acontecer será taxada como crime, a cultura se alterou.

Muitos não percebem, mas a cultura se transforma dia após dia. Alguns traços são mais duradouros, outros nem tanto. As novas gerações clamam e impõem suas necessidades, destrói o atual já antigo e faz germinal algo novo que logo será pretérito e da mesma forma derrubado pela revolução dos tempos.

Já as nossas manifestações dependem da boa vontade dos que as difundem para que não se percam por falta de incentivo. A cultura das manifestações: o reisado, as danças tradicionais, os eventos de épocas, tendem a desaparecer com o passar dos anos, pois já não farão mais parte do mundo que cresceu cobrando por outros conceitos.

Tudo dura o tempo suficiente estabelecido pelo interesse daqueles que vivem em dada época.

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Você aprendeu o quê?

jul 01 2013 Published by under Crônica

Nesta semana você aprendeu a diferenciar uma nota musical da outra, aprendeu algo novo da matemática, aprendeu como usar a vírgula no texto? Se não, sua vida de nada serviu.

Talvez você tenha dormido tarde fazendo algo interessante a vida, ou perdeu algumas horas do seu valioso tempo ajudando um irmão, ou foi professor mesmo sendo aluno? Se nada realizou, sua vida de nada serviu.

Agora eu lhe pergunto: “O que mesmo você fez nesta semana?”.

Se nada, sem rodeio e usando poucas palavras, você não existiu.

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