Archive for: abril 8th, 2013

Uma visita desagradável, porém todos um dia há de abrir a porta a ela

abr 08 2013 Published by under Crônica

Olá, tu me conheces? Como és inteligente, acertou nos olhos da mosca, que pontaria. Depois de Deus sou o mais popular, o mais conhecido; Ele é amado, eu odiado por muitos, pois para alguns moribundos sou a única salvação para as suas vivas mazelas. Vejo nas tuas retinas o medo que sentes de mim. Quando chego, não te adianta espernear. Como sou bom, justo, tenho paciência e muito, muito tempo, se se consegues fugir, fujas, corras, mas nunca deixes de te assim comportar, vacilou, estarei a te visitar.  Gosto de ver as pessoas ativas, criando e inventando, fatores essenciais para a proliferação da espécie. Se por acaso abdicar-te a vida descansando sobre o manto macio e fofo da ociosidade, em segundos meus grilhões serão lançados sobre ti. Abraçar-te-ei com denodo, com gosto, aos poucos te juntará aos que já se foram para juntos transformarem em um só corpo, no meu. Por mais que corras, por mais que tentes, serás um dia velho e não terás as mesmas energias.  Se não te pego agora, pegar-te-ei logo mais. Tenho tempo, posso esperar, sou paciente. Para ti apenas uma opção, correr, fugir. O que estas esperando? Corras! Estou aqui, não vês? Posso muito bem te levar. Seus olhos brilham, desejam viver, vá, outro dia voltarei para te cobrar o que me deves. Enquanto isso, minhas garras alisarão a garganta de um pobre alienado qualquer. Agora sabes quem eu sou, sou a Morte, mais viva do que nunca. “hahahahahha”.

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