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Meu insignificante e bom Tempo

jan 26 2013 Published by under Poesia

Todos têm seu exato tempo

O branco tem tempo

O negro tem tempo

O pardo também

Para nascer

Para crescer

Para murchar e logo perecer

Para uns

O tempo corre

Para outros

O tempo se arrasta

O certo é que há tempo para tudo

Só colhe no tempo

Reproduz-se no tempo

Há tempo criança

Tempo jovem

Tempo maduro

E por que não caduco

Tempo não se compra

Apanha emprestado

O tempo meu difere do seu

Com o meu faço dele o que me vem

Já ao seu só a ti lhe convém

O tempo passa

Óbvio…

Houve o tempo de Platão

Tempo de João

Tempo de John Lennon

Ele agora é seu, meu, desta ilustrada geração

Faça valer

Pois o tempo passa primeiramente devagar

Com os dias ganha velocidade

Quando pensar que não

Fim da estrada

Basta olha as marcas deixadas

Olhe a eterna morada

As retinas sem vida da viúva

As margens sofridas dos rios

Queira ver e verá

Pois até o cego certamente enxergará

Quando o seu tempo se acabar

Quando o meu tempo se for

Aceite por favor

Curve-se a grande Lei

Já não há mais tempo

Já não é mais seu tempo

Apenas uma simples recaída

Para voltar a se erguer

Mais forte e brilhante em nova subida

Tempo, o que posso esperar de ti quando o meu tempo se exaurir?

É tempo para pensar

É tempo para amar

É tempo para sorrir

Tempo das flores

Da chuva

Aproveite o seu tempo enquanto existir

O tempo passa…

Passa…

Passa…

Tic…

Tac…

Tic…

Tac…

Acabou…

Não há mais tempo para este enfadonho emaranhado de palavras soltas nas entrelinhas do tempo vázio e sem significado algun.

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