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Nossos Desafios

jan 08 2013 Published by under Crônica

O mundo dos homens passa por transformações constantemente, o que antes demorava dez anos para sofrer mudanças, nos dias atuais, poderá sumir ou se alto transformar em questão de meses. O efeito estufa, o aquecimento global, impõe novos e impactantes desafios aos habitantes da Terra. A população cresce vertiginosamente, os indivíduos estão vivendo mais. O problema disso tudo é a falta de consciência perante o consumismo desenfreado que sustenta o sistema atual. A Natureza após vários anos de degradação começa a nos cobrar pela não inteligência frente aos recursos naturais.

Tomemos como exemplo o nosso querido Sertão. Nos últimos dois anos, o volume de chuvas foi abaixo da média. A água virou motivo de polêmicas. Sistemas antigos de irrigação passaram a ser combatidos pela população que assustada vislumbra um futuro incerto. A criação de bovinos, com a falta de água e de pasto, vem diminuindo dia após dia. Os donos de propriedades, na quase totalidade, derrubam a Caatinga para o plantio do capim Buffel, nem as encostas das serras ficam fora dessa loucura geral. O calor do Sol nunca esteve tão quente por aqui.

A sorte é que dispomos de uma logística de ponta, produtos que não nascem em tal região facilmente se deslocam pelo ar, pela terra ou pelos rios e mares. Mas o dilema da água nos trás preocupações, este somente com muito investimento poderá ter solução. O Município de Guanambi, por exemplo, foi obrigado a canalizar a água do Rio São Francisco, pois a região cresceu em número de pessoas  e os recursos naturais vêm diminuindo ao longo do tempo. Paramirim e os Municípios adjacentes, até então, se vangloriavam por possuir a Barragem Zabumbão, contudo após os disparates dos Órgãos públicos viu o lago perder seu volume rapidamente e com as poucas chuvas tornou-se causa de preocupação para o ano que se inicia.

Nós, humanos, só mudamos ou aprendemos quando a necessidade bate a porta, ou quando a dor nos incomoda. Se a chuva não vier em boa quantidade nestes três primeiros meses de 2013, pagaremos, todos, pelo descuido e pelo desperdício desse recurso natural. Ao passar pelo corredor que dá acesso ao Balneário e ver terrenos parecendo à lagoa, leva-nos a refletir: “Se os homens só mudam sobre a força do chicote que venham as crises para que possamos ter um mundo menos desigual e com pouco desperdício”. O remédio é amargo, mas cura. Contudo gostamos mais de um lindo dito popular: “Melhor prevenir do que remediar”.

Gente, vamos rezar para chover, porque somente com boas chuvas é que nós teremos a paz.

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