Archive for: outubro, 2012

Meu Medo, Medo Meu

out 21 2012 Published by under Poesia

Meu Medo, Medo Meu

 

Tenho medo!

Medo de quê?

Tenho medo!

Medo do quê?

Tenho medo!

Medo de quê?

Medo do tempo!

Medo das horas!

Medo do ser!

Tenho medo!

Medo do quê?

De me esquecer!

De meu alvorecer!

De não sobreviver!

Tenho medo!

Medo de quê?

Do que pensar!

Do que pedir!

Do que fazer!

Tenho medo!

Medo por quê?

Por ser medroso!

Por não saber!

Por me surpreender!

Tenho medo!

Medo por quê?

Por não conhecer!

Por não compreender!

Por não entender!

Tenho medo!

Medo do quê?

Medo do caminho!

Medo dos passos!

Medo do fracasso!

Tenho medo!

Medo por quê?

Por ser humano!

Por está vivo!

Por conhecer você!

Tenho medo!

Pare!

Pare!

Pare!

Tenho medo!

Pois tudo que começa se acaba em um recomeço

Pare!

Tenho medo!

Do fim não ser do modo que penso

Pare…

E o começo não o início do fim

Pare…

Tenho medo!

Porque o medo me dá energia

Para vencer!

Para seguir!

Para viver!

Pare…

Pare pra quê?

Se nosso destino é andar adiante sempre a olhar para trás sem nada temer.

Tenho medo!

Medo de quê?

Do Medo…

Do Medo…

Do Medo…

E você tem medo?

Medo do quê?

Medo de quê?

Medo por quê?

 

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Resenha de Livro / Viagem ao Centro da Terra

Júlio Verne faz uso da sua farta imaginação, unindo ao seu alto grau de intelecto, para presentear a humanidade com esta maravilhosa obra. Viagem ao Centro da Terra é um livro de ficção. O escritor cria um mundo imaginário, porém com a intenção de fazer com que o público se coloque em contacto com novos mundos dentro deste nosso habitat.

A história se passa na Islândia. O velho Lidenbrock descobre ao ler um antigo livro um enigmático código. O velho perde os restantes dos cabelos na tentativa de desvendá-lo. O sobrinho após várias tentativas decifra e recoloca a alegria no rosto do homem que carrega nos traços faciais a dureza dos gestos firmes.

O livro é narrado em primeira pessoa, quem conta é o sobrinho de Lidenbrock o jovem Axel. Ao chegar à cidade onde se encontrava o vulcão que daria acesso ao desconhecido centro da Terra contrata um guia de nome Hans.  Ele além de guiar os dois na empreitada salva os mesmos várias vezes da morte eminente.

A aventura se passa no interior de um vulcão adormecido. Os três penetraram na cratera e seguiram pelos corredores, nesse desenrolar um emaranhado de acontecimentos e descobertas aconteceram. No final eles precipitaram por um abismo, após percorrer uma longa distância eles foram sair no Mediterrâneo, no vulcão Etna.

Viagem ao Centro da Terra foi escrito pelo escritor francês Júlio Verne no ano de 1864. Essa obra foi elaborada para atender ao público juvenil, todavia é aconselhada a todos aqueles que gostam de uma boa leitura.

O exemplar lido é da Editora Martin Claret. Tradução Abílio Costa Coelho.

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Fábula – Escolha Difícil – Os Cabritos e os Lobos

out 02 2012 Published by under Fábula

No mundo há os começos, os fins e os recomeços. Nessa troca intensa de acontecimentos, os dias nascem constantemente, momentos renascem ininterruptamente. A estrada alonga-se para uns, chega ao fim para outros e se abre para muitos. É a vida com suas curvas, suas retas, seus declives, seus aclives, suas alegrias e suas desilusões rompendo a passos de formiga e velocidade de leopardo.

Pelo espetáculo lindo e verdejante de um majestoso vale pastava um rebanho de cabras; animais brancos, animais negros, animais misturados. Os bichos se fartavam naquela magnânima manhã de primavera. O líder do grupo, por sinal o maior dentre todos, cifres grandes, barbicha enorme, olhos de fera, permanecia atento, abaixava e apanhava o alimento, mastigava-o vagarosamente, tinha sempre a cabeça erguida na busca de um simples sinal que representasse perigo. Os demais pastavam providos de despreocupação.

O vento havia parado, o sol ardia forte. O líder parecia prever algo, bastaria um único pressentimento e…

- Corram! – berrou o grande patriarca.

Um singelo balancear da relva baixa o fez agir abruptamente. Conhecedor e experiente não titubeou sequer um segundo. O rebanho em um único estalo, como um projétil que se lança ao espaço após o gatilho acionado, debandou em correria.

- Para as montanhas! – acrescentou.

Do nada sugiram vários lobos, esses se lançaram na perseguição do que poderia ser o almoço do dia.

- Corram! Corram! – voltava a berrar o poderoso líder.

A matilha cortava o ar feito relâmpago, trazia na sua força a ferocidade carnívora dos sanguinários predadores.

- Vamos! Vamos! – uivava o lobo pai – Hoje teremos comida farta. Avante, meus nobres companheiros!

Os cabritos sentiam a frieza gelada da derrota. A matriarca do grupo aos poucos diminuía a velocidade.

- Vamos! Vamos! Não desanime! Não fique para trás! Vamos conseguir! – o líder voltava a berrar.

- Já estou velha, resta-me pouco tempo de vida, é melhor me sacrificar a por em risco a vida dos nossos jovens. Já vivi o bastante, deixe que eles também assim os façam. Estou cumprindo com a lei natural das coisas. Meu fim será a prolongação da vida de outros. Foi maravilhosa a vida ao lado de vocês. Fujam! Salve o nosso rebanho!

Os lobos logo perceberam a fragilidade daquele cabrito, a horda não hesitou no ato, todos em um simples olhar se lançaram a captura da presa.

Os demais cabritos chegavam a serra e em saltos tentavam se posicionar o mais longe possível das feras. O grande chefe ficou sobre uma rocha a observar o duelo.

- Lá está a nossa alimentação!  Vamos caçá-lo! – uivou um dos lobos.

-Vamos, você consegue! – berrou o chefe dos cabritos.

A grande matriarca aumentou a velocidade, corria em zigue-zague, tentava em vão se safar da dura sina. Os lobos sabedores da vitória, apenas cercava a vitima, o cansaço dela era notório.

- Meus queridos, para mim, não dá mais, já não tenho forças para suportar o cerco. Obrigada por tudo. Agora vão, é chegada a hora difícil da partida – sentencia a matriarca em perigo.

O líder do rebanho tinha em pranto um olhar triste de fim de tarde. Impotente diante os acontecimentos tremia os nervos por não poder fazer nada perante a cena macabra que se desenrolava perante os olhos.

- Vamos! – berrou o líder. – Perdemos a batalha.

- Melhor perder uma peça da nossa família a por em risco todo o nosso rebanho – respondeu a presa rodeada por lobos famintos.

- Vamos! – o grande líder baixou a cabeça e seguiu serra acima acompanhado pela fileira de cabritos tristes e de cabeça baixa.

- Ao ataque! – uivou um dos lobos.

Moral da história: “Em certos momentos, ceder, ou perder algo é melhor e mais inteligente do que colocar em risco todo o sistema, toda a estrutura construída até então”.

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